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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Comboio - "Raiano" faz ligação a Badajoz pela Linha do Leste


Em nota de imprensa a CP – Comboios de Portugal, informa que passa a disponibilizar, a partir de hoje 29 de agosto, uma nova ligação ferroviária, na linha do Leste, entre as cidades do Entroncamento, na linha do Norte e Badajoz, apelidando a ligação de comboio Raiano, que realiza duas ligações diárias em ambos os sentidos.

O comboio "Raiano" sai do Entroncamento às 10h12, tendo chegada prevista á Badajoz pelas 13h16. No regresso, sai de Badajoz às 15h24, com chegada ao Entroncamento às 18h25.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Comboio de mercadorias descarrilou na Linha do Leste perto de Elvas


 Nem a excessiva lentidão com que actualmente circulam os comboios de mercadorias na Linha do Leste evitou um acidente com o descarrilar de alguns vagões, no passado dia 18 de julho, cujas causas estão a ser apuradas pele Rede Ferroviária.

Esta linha que liga Lisboa à cidade de Badajoz, é apenas utilizada para transporte de mercadorias, com a supressão do serviço ferroviário de passageiros que aconteceu a  01 de janeiro de 2012.

A linha ficou interrompida durante algumas horas para devolver de novo os vagões aos carris e repor a circulação. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Rajoy aposta no Ave na Extremadura “ya se habló con el Gobierno portugués que sería así”

O presidente do Governo de Espanha em funções, Mariano Rajoy, referiu o AVE extremeño como uma das suas prioridades no decorrer da próxima legislatura.

Em declarações efectuadas no decorrer de uma entrevista à televisão Pública Extremeña, na passada semana, Rajoy disse que a construção do Ave extremeño, será uma realidade até final de 2020, ou seja o fim da seguinte legislatura.

Quando aos problemas surgidos com os viadutos dos rios Tejo e Almonte, Rajoy espera que se resolvam rapidamente, apesar “da enorme complexidade”.

Ainda quanto á ligação entre Madrid e Lisboa em alta velocidade será feita pela região da extremeña, recordando o acordo com Portugal “ya se habló con el Gobierno portugués que sería así”, disse.
Foto:Canal Extremadura 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

As obras do AVE extremeño que um dia chegará a Badajoz e a Lisboa

Embora o processo construtivo do viaduto do Rio Tejo, na barragem de Alcántara, na zona de Talayuela, Cáceres da Linha de Alta Velocidade da Extremadura, prossigam a bom ritmo e os políticos continuem acenando com lenços brancos, dizendo que a linha férrea que une Lisboa e Madrid irá por Badajoz “em alta velocidade electrificada”, a formação politica "Badajoz Adelante" critica que o AVE chegue antes à cidade de Mérida do que a Badajoz.

Referindo "O assunto é ainda mais hilariante tendo em conta que o Ave por Badajoz e a sua continuação até Lisboa já foi prometido em 1986 e actualmente quase todas as regiões já gozam da "Alta Velocidade", segundo o comunicado.

Enquanto em 2016, os comboios que chegam a Badajoz vão por umas vias "tercermundistas", pelo que tardam seis horas a chegar a Madrid, referem.

A Ponte sobre o Rio Tejo em números:
Será a ponte com o arco de betão armado de alta velocidade com maior luz do mundo

Tem uma longitude de 1.488 metros.
- Vão central de tipo arco, de 384 metros.
- Grande arco central de 324 metros de luz.
- Convertendo-se no terceiro de maior luz a nível mundial.
- A altura media sobre o nível do rio é de 90 metros superando      em alguns pontos os 100 metros.
- Distribuição de luzes em 26 vãos
- Custo: 65 milhões de euros.

  Veja video aqui: https://youtu.be/y17zGG0oZkU
Fotos: E.Moitas 


domingo, 10 de janeiro de 2016

Portalegre - Concentração em defesa da ferrovia no Norte Alentejano

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano e o Sindicato Nacional dos trabalhadores Ferroviários organizam no próximo dia 15 uma iniciativa em Portalegre (Estação da CP) que visa a defesa do transporte ferroviário na região.
Foto: E. Moitas 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A magia do comboio aos fins-de-semana volta a visitar Portalegre

São os caminhos de ferro que hão-de unir os povos e que hão-de levar os benefícios da civilização a todos os pontos do globo. (...) O espectáculo magnifico de uma linha de caminho de ferro (...) exalta a imaginação (...) e cria entusiasmo no individuo mais indiferente e apático. As impressões são ainda mais vivas, aproximam-se do êxtase quando viajamos nos railways. (...) O movimento é insensível durante rápidos instantes, mas bem depressa se acelera (...) antes de pouco o movimento é rapidíssimo: os objectos próximos, as casas, as árvores nos fogem (...) julgamos animados os objectos que nos ficam para os lados. (...) É extraordinário! (O Atheneu,  edições 1-65, pág.11, 1850). A chegada do comboio revolucionou a vida das populações. Com um misto de medo e de fascínio foi integrado no quotidiano dos povos e tornou a distância mais curta. Miguel Torga chamou-lhe um navio de penedos a navegar num mar de mosto. Um meio de transporte que ainda hoje é escolhido por milhões de pessoas em todo o mundo. É quase axiomático que mesmo os piores comboios te levam através de lugares mágicos (Paul Theroux).

No Alto Alentejo magia dos comboios de passageiros foi interrompida em 01 de janeiro de 2012, numa medida economicista, alugando a empresa (CP), falta de passageiros e baixa rentabilidade, ignorando que foi a própria CP que ao longo de anos degradou o serviço, com horários impossíveis e falta de qualidade contribuindo para interrupção do serviço ferroviário na Linha do Leste até Badajoz, deixando ao abandono dezenas de estações e as populações desta região ainda mais isoladas.

Recentemente o serviço de passageiros nesta linha foi retomado parcialmente a partir de 25 de Setembro de 2015, por um período de 6 meses, às sextas-feiras e domingos, entre Entroncamento e Portalegre.

Foi esta magia que um destes dias de outono, numa manhã em que o nevoeiro pintava de branco a cidade do Porto, me decidiu a redescobrir o comboio, entrei no metro em Vila Nova de Gaia, depois de uma visita ao Monte da Virgem com a melhor vista da cidade do Porto, para ir até à Estação de Campanhã, ali junto ao Estádio do Dragão, local onde aguardáramos pacientemente na fila a compra do respectivo bilhete, chegada a nossa vez, ao solicitar um bilhete para Portalegre, constatei a cara de surpresa do funcionário que disse “já nem me lembro há quantos anos não vendia um bilhete para Portalegre”.

De bilhete na mão ainda deu tempo para um café ali pela praça de Campanhã, e aferir da simpatia das gentes do Porto, com um Delta a 55 cêntimos e a oferta de bolinho regional.

Há hora marcada 10h52, depois de subir à carruagem 23 e ocupar o lugar 42, iniciou-se viagem e para traz foram ficando paisagens e estações como Espinho, Aveiro, Coimbra, Alfarelos, Pombal para às 13h25, chegar ao Entroncamento e fazer transbordo para a Linha do Leste.

Do Entroncamento a Portalegre, a viagem decorreu amena com paisagens bonitas com o Tejo como cenário a alindar localidades como Barquinha, Almourol e Abrantes ou a percorrer vastos montados de sobro e azinho.

Já o comboio rolava sobre carris alentejanos, quando entre estudantes e militares surgiu um passageiro singular, um desses peregrinos do século XXI, de longas barbas brancas que de olhar distante viajava com o seu cajado, umas quantas mochilas e uma misteriosa caixa de papelão onde transportava uma pequena cadela, que em toda a viagem optou pela total descrição, possivelmente habituada a estas andanças.

Na amistosa conversa que mantivemos confessou que por voltas que a vida dá e quase sem se aperceber acabou sendo mais um sem-abrigo, a viver por ai com o pouco que a generosidade alheia lhe vai dando para sobreviver. Referiu que nasceu na terra do melão “Almeirim”, lugar onde em menino teve o que chamou de vida boa, amável e com cultura acima da média, acedeu a fazer umas quantas fotografias, e aproveitou para manifestou o seu desagrado pelos comboios terem deixado de chegar a Elvas e Badajoz, cidades que referiu serem locais onde já foi feliz, mas como o comboio não chega lá teve que ficar por Portalegre – “Sabe isto de viajar de autocarro com a casa às costas não é fácil, e depois para ir a pé na minha idade já me faltam pernas para andar”.

Pouco passava das 15h10, com o sol a dourar um rebanho de ovelhas que pastava junto á estação de Portalegre, quando chegamos ao destino, a azáfama no cais fazia lembrar tempos de outrora, com gente a correr para apanhar o autocarro da Câmara para Portalegre ou familiares que de carro ali aguardavam passageiros que vivem em localidades mais a sul como Arronches ou Monforte.

Quanto ao nosso fugaz amigo peregrino ou sem-abrigo por obrigação ou devoção, vá-se lá saber, lá rumou com as suas coisas entre as quais a cadela na caixa de papelão, à cidade que um dia um poeta de Vila do Conde, de nome José Régio, soube retractar como poucos nos seus admiráveis poemas:

TOADA DE PORTALEGRE

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada….....
Fotos: E. Moitas














quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Arronches – Comboio apontado como a principal causa para vários focos de incêndio esta noite na Linha do Leste

A passagem de um comboio de mercadorias pela linha do Leste durante a noite da passada terça-feira, é apontada como a principal causa para vários focos de incêndio surgidos junto à linha férrea, sendo registadas cinco ocorrências entre a Estação de Portalegre e o Apeadeiro de Arronches.

Os Bombeiros Voluntários de Arronches combateram no concelho as chamas na herdade D’a Agosto, com 4 viaturas e 14 elementos da Corporação. Neste foco de incêndio arderam cerca de 2 hectares e meio de pasto e mato.

Apesar da falta de acessos junto à linha, e algumas porteiras de propriedades fechadas a cadeado, assim como do vento que se fazia sentir e vegetação seca que dificultaram o combate às chamas, todos os incêndios estavam circunscritos às primeiras horas da madrugada.

No combate às chamas dos diversos focos de incêndio estiveram envolvidos as Cooperações de Arronches, Portalegre, Monforte e Campo Maior.
A GNR esteve no local e as autoridades prosseguem a investigação no terreno para determinar as causas que deram origem as chamas. 




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Portalegre - Federação distrital do PS condena encerramento do Ramal de Cáceres


Em comunicado de imprensa a Federação Distrital do Partido Socialista condena o enceramento do Ramal de Cáceres.

" É hoje desactivado o Ramal de Cáceres, linha ferroviária que serve essencialmente os Concelhos de Crato, Castelo de Vide e Marvão e, desta forma, a totalidade do Norte Alentejo.
A Ideia não é nova e, muitas vezes, a tentaram pôr em prática. No entanto, só agora foi objecto de concretização plena e sugerida como irreversível e inquestionável.
O desinvestimento que o interior do país tem assistido passa agora para uma segunda fase, a eliminação de infra-estruturas existentes e com potencial de gerar riqueza.
Mas será que a equação que já fora tentada poderia não ter tido o desfecho que hoje se conhece?
Será que o encerramento do Ramal de Cáceres podia ter sido evitado?
Será que os decisores poderiam ter tido outra – mais acertada – opção?
Será que os eleitos locais e principais interessados desenvolveram todos os esforços necessários?
A todas estas questões a resposta que se esperava era, naturalmente, SIM.
Contudo, aquilo a que assistimos é o produto acabado da pior equação política possível, para o Distrito de Portalegre.
A um Governo PSD/CDS que tem uma agenda promotora do abandono do Distrito de Portalegre, somam-se poderes autárquicos incapazes de influenciar e promover alternativas satisfatórias, como acontece no caso do Crato, com a CDU, ou em Castelo de Vide e Marvão com o PSD.
Para estes, hoje, apenas resta a última das armas, a indignação. Mas aos que tinham expressa missão de lutar pelos seus concelhos, pelas suas gentes e pela sua região isso não basta.
Não basta aparecerem no último dos dias com o semblante carregado que só serve de justificação às suas próprias incapacidades.
O Partido Socialista, para além de condenar o Governo do PSD/CDS, por desistir do Distrito de Portalegre, não compreende a ineficácia da acção dos autarcas dos concelhos mais afectados. "

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Beirã - Autarcas ibéricos organizam protesto contra o encerramento do ramal ferroviário de Cáceres


Autarcas de Portugal e Espanha organizam esta terça-feira uma ação de protesto contra o encerramento do ramal ferroviário de Cáceres.

O protesto vai decorrer na estação ferroviária de Beirã, em Marvão, na próxima terça-feira, pelas 12h30, um dia antes do encerramento em definitivo do ramal de Cáceres.
Durante a ação, os autarcas dos dois lados da fronteira vão reiterar o “total apoio” ao “Manifesto da Beirã”, documento que defende a valorização do ramal de Cáceres e a manutenção de comboios naquela linha.

No início deste mês, a REFER anunciou que o ramal de Cáceres vai ser encerrado à exploração ferroviária a partir de 15 de Agosto de 2012, passando o comboio internacional Lusitânia Expresso a circular pela linha da Beira Alta.

domingo, 5 de agosto de 2012

Alentejo – Anunciado o fim do Lusitânia Expresso e do Ramal de Cáceres


Como já se antevia o fim do combóio Lisboa-Madrid e da linha do Leste foi anunciado ao país em horário nobre de telejornais, do passado dia 3 de Agosto, com o comboio internacional Lusitânia Expresso para Madrid  a passar a circular na Linha da Beira Alta a partir de 15 de Agosto.
A REFER acrescenta que este encerramento vem na sequência de orientações estabelecidas pelo Plano Estratégico dos Transportes (PET).

Esta era uma ambição antiga do Governo, muito contestada pelos autarcas portugueses e espanhóis das zonas onde o Lusitânia Expresso que liga Lisboa a Madrid passa.
Em Novembro passado, os autarcas portugueses e espanhóis chegaram mesmo a fazer uma acção de protesto contra a medida prevista no PET.

Na pasada quinta-feira, o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) alertou que o Ramal de Cáceres estava ao abandono e sem manutenção.

O ramal de Cáceres tem 81, 5 quilómetros e liga Torre das Vargens, na Linha do Leste, à fronteira com Espanha na estação de Marvão-Beirã, seguindo depois até Madrid.
Actualmente circulavam naquela linha apenas o Lusitânia Expresso e comboios de mercadorias.

Recorde-se que a CP perdeu no primeiro semestre seis milhões de passageiros, parte deles nos suburbanos de Lisboa.
Foto Web

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cabeço de Vide – Furtavam carris e resistiram com violência à detenção

No passado dia 27 de junho cerca das 16 horas, militares do NIC constataram a presença de vários garrafões de água junto a linha Cabeço de Vide/Fronteira dos Caminhos de ferro, seguindo-se-lhes botijas de gás, acetileno e oxigénio, material próprio para o corte de metal. No local encontravam-se também alguns indivíduos que, face à presença dos militares, se puseram em fuga, gritando para se avisarem mutuamente.

Após uma perseguição de quase uma hora pelo meio de vegetação rasteira e azinheiras, dois indivíduos acabariam por ser intercetados, não sem antes resistirem com violência à detenção, o que levou a que os militares tivessem de empregar a força necessária para o efeito, mas daí não resultando quaisquer danos físicos para nenhum dos intervenientes.

 Os dois detidos, de 27 e 25 anos de idade, são de nacionalidade portuguesa e têm residência em Odivelas, ficaram detidos nas instalações da GNR, e foram hoje presentes ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, para 1.º interrogatório judicial de arguido detido. Até este momento ainda não são conhecidas as medidas de coação a que ficarão sujeitos.

Relativamente ao material que iria ser furtado, três troços de carril já cortados, bem como o que já o havia sido anteriormente, a REFER avaliou o mesmo em €11.750,00 (onze mil setecentos e cinquenta euros), o que não chegou a acontecer pela firme e pronta intervenção desta Guarda.

Fonte/ Rádio Elvas 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Arronches – Protesto contra o encerramento da linha do Leste entre Abrantes e Badajoz

Um grupo de cidadãos de Arronches e Monforte protestou hoje ao início da manhã junto ao Apeadeiro de Arronches e Assumar contra as medidas anunciadas pela CP que visam acabar com o serviço de passageiros na linha do Leste na ligação Abrantes - Elvas e Badajoz, já a partir de 01 de Janeiro de 2012, colocando bandeiras negras na desactivada Estação de Assumar e Apeadeiro de Arronches.

A razão evocada pela CP em comunicado prende-se com “necessidade de redução de custos e aos significativos prejuízos decorrentes dos serviços em causa, não estão reunidas as condições para continuar a assegurar a exploração ferroviária na Linha do Leste.

Ainda segundo a CP, “a Linha de Leste tem elevados custos operacionais e uma reduzida procura de passageiros por comboio”, não referindo que a baixa procura de passageiros deste serviço tinha origem na má conservação desta via (votada ao abandono) com comboios a circularem a passo de caracol e horários desadequados.

Sacudindo a água do capote a transportadora adianta que como “deixa de existir a infra-estrutura para a prestação do serviço de transporte ferroviário, não deve ser o operador deste transporte a assegurar as alternativas de mobilidade das populações”.

Recentemente em declarações à Rádio Portalegre, o porta-voz do Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano, Paulo Fonseca, admitiu que esta decisão é a “machadada final” no serviço ferroviário no distrito de Portalegre, acusando ainda o Governo de fazer “orelhas surdas” aos anseios e necessidades das populações do distrito de Portalegre.

Um pouco de história - Linha do Lesta

De referir que a assinatura do contrato para a construção e exploração da Linha do Leste entre o Governo português e D. José de Salamanca aconteceu em 1859.

A conclusão da Linha do Leste só terminou em 1863, com o comboio a passar a fronteira e a ligar Lisboa a Badajoz.

Foram 148 anos de história com gente dentro dos comboios ao serviço das populações ligando os meios rurais à capital de um império hoje à deriva e sonhando com melhores dias.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Valência de Alcântara - Organizações sindicais e de ambientalistas de Portugal e Espanha protestam contra desaparecimento da circulação ferroviária

Os comités de empresa de ADIF (Administrador de Infraestructuras Ferroviárias) de Cáceres e Badajoz, que incluem os sindicatos Comissiones Obreras (CCOO), Unión General de Trabajadores (UGT), Confederación General del Trabajo (CGT) e o Sindicato de Circulación Ferroviario (SCF) convocaram uma concentração no pátio da estação de caminho-de-ferro de Valência de Alcântara, amanhã, quinta-feira 29 de Dezembro de 2011, pelas 12h00 (hora de Espanha, 11h00 em Portugal).

O motivo é o de protestar contra o encerramento da linha férrea em Portugal, o desaparecimento da circulação férrea entre Lisboa e Valência de Alcântara e o desvio do comboio hotel Lusitânia pela fronteira de Salamanca, assim como a supressão do tráfego de passageiros entre Abrantes e Badajoz (linha do Leste).

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN, assim como outras organizações sindicais e de ambientalistas de Portugal e Espanha, responde presente ao apelo dos comités de empresa de ADIF e irá pronunciar-se para dar testemunho do sentimento dos trabalhadores do Norte Alentejano pelo fim de mais um serviço público que querem retirar da região.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arronches - CP decidida a acabar com serviço de passageiros na Linha do Leste

A CP voltou a anunciar em comunicado que mantém a decisão de suprimir, a partir do próximo dia 1 de Janeiro de 2012, o serviço ferroviário de passageiros na Linha de Leste, entre Abrantes e Elvas.

A razão evocada pela empresa é a mesma “necessidade de redução de custos e aos significativos prejuízos decorrentes dos serviços em causa, não estão reunidas as condições para continuar a assegurar a exploração ferroviária na Linha do Leste que nos últimos anos foi quase esquecida pela CP”

Ainda segundo a CP, a Linha de Leste tem custos operacionais que rondam os 1,78 milhões de euros por ano e uma reduzida procura - média de 17 passageiros por comboio – e tem proveitos de apenas 147 mil euros por ano.

Para esta situação que afastou passageiros contribuiu a falta de qualidade prestada pela CP na linha do Leste com horários desadequados, via em más condições e comboios a circular a baixa velocidade.

Em declarações à Rádio Portalegre, o porta-voz do Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano, Paulo Fonseca, admitiu que esta decisão é a “machadada final” no serviço ferroviário no distrito de Portalegre.

Paulo Fonseca acusa ainda o Governo de fazer “orelhas surdas” aos anseios e necessidades das populações.




































sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Arronches – Ainda mais isolada com a supressão do serviço de passageiros na Linha do Leste

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo assumiu-se hoje em comunicado contra as alterações previstas para a linha ferroviária do Leste.

O Plano Estratégico de Transportes prevê o término do transporte de passageiros na linha ferroviária do Leste, compreendida entre Abrantes e Elvas, assim como a desactivação do ramal de Cáceres.

Apesar de reconhecer que “é urgente e importante” reduzir a despesa do Estado, Armando Varela considera que esta decisão deveria ser alvo de “maior ponderação”, sobretudo tendo em conta a “especial situação de interioridade e isolamento do Alto Alentejo”.

Tratando-se de vias de comunicação estruturantes para o seu desenvolvimento e crescimento económico – bem como para a mobilidade das populações –, o Presidente do Concelho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo não poderia deixar de expressar a sua oposição perante medidas que prejudicam a região, relegada a um cada vez maior isolamento.

Salienta ainda a falta de investimento por parte da Administração Central nas vias de comunicação da região, agravada com o encerramento das existentes, que receia poder contribuir para a sua perda de atractividade, acelerando o despovoamento e dificultando a subsistência da actividade económica.

O transporte de passageiros na linha ferroviária do Leste que abrange os concelhos de Abrantes, Ponte de Sor, Alter do Chão, Crato, Portalegre, Monforte, Arronches e Elvas, prevê-se que vai ser suprimido até ao final de 2011.

Espanha contra as alterações na linha do leste e a desactivação do comboio Lusitânia que liga Lisboa com Madrid por Cáceres.

Veja aqui a notícia do “elperiodicoextremadura.com”

El portavoz del Grupo Socialista en el Parlamento extremeño, Valentín García, ha considerado hoy como "un nuevo mazazo" para Extremadura y para el Alentejo portugués la decisión del Gobierno luso de suprimir el tren Lusitania que une Lisboa con Madrid por Cáceres.
En la rueda de prensa para valorar la decisión tomada ayer por la Comisión Europea con respecto a los corredores ferroviarios de mercancías, García ha instado al presidente de la Junta, José Antonio Monago, a que intensifique sus contactos con sus colegas lusos, "porque nunca antes Portugal había apostado tan poco por las conexiones con Extremadura".


En ese sentido, ha recordado que el nuevo Gobierno conservador de Passos Coelho, además de no hacer el Tren de Alta Velocidad entre Lisboa y Badajoz para pasajeros, ha decidido también dar prioridad a las mercancías por el Eje del Atlántico para llegar a Europa a través del País Vasco, ya que "quiere las conexiones por el norte de España".
En ese sentido, ha dicho que "el Gobierno de la derecha portuguesa está sucumbiendo a los intereses de los grupos económicos poderosos" de su país que siempre han apostado por las conexiones por el norte, frente a los socialistas, que preferían la unión con Madrid por el Alentejo y Extremadura.

Acuerdo de la Asamblea en defensa del tren hotel Lusitania

La Agrupación de Diputados de IU-V-SIEX en la Asamblea de Extremadura ha presentado una propuesta de pronunciamiento de esta cámara en defensa del tren hotel Lusitania, que se eliminará por la decisión del Gobierno luso de suprimir 622 kilómetros de vías y el ramal a Cáceres.
La propuesta, que ha sido presentada hoy por el diputado Víctor Casco, pide al Gobierno de España que inicie conversaciones con el portugués para que se mantenga este servicio ferroviario. Casco ha destacado que este tren, uno de los últimos Talgo que circula por Extremadura, funciona desde hace 70 años y hoy, justamente, se cumplen 130 años de la inauguración de esta línea en Cáceres por parte del Rey Alfonso XIII.
El diputado de IU ha reclamado al Gobierno de España que no pierda esta "batalla" y los dos millones de euros invertidos en la línea, por la que sólo circula este tren.

En otro punto de la propuesta de pronunciamiento, piden que cumpla el convenio firmado en 2004 entre el Ministerio de Fomento, Renfe, Adif y la Junta de Extremadura para mejorar las infraestructuras ferroviarias en la región. Según Casco, desde el año 2008 se encuentran paralizadas las obras previstas en el convenio.

Manifestación con izquierda lusa contra la decisión de la CE

Izquierda Unida, asimismo, promoverá una manifestación junto a la izquierda lusa, la CDU y el Bloque de Izquierdas, para protestar por la decisión adoptada en materia ferroviaria por la Comisión Europea (CE), que, a su juicio, perjudica a esta región española y la vecina lusa del Alentejo.
Así lo ha anunciado hoy en una rueda de prensa en Mérida el diputado de IU en la Asamblea de Extremadura Víctor Casco.
Casco ha asegurado que el Eje 16 Sines-Extremadura-París, aprobado por la Unión Europea en 2004, el único corredor que había hasta la fecha, ahora "prácticamente ha desaparecido".
Ante la interesadas informaciones que llegaron ayer de Bruselas sobre la decisión adoptada por la CE, IU Extremadura se dirigió directamente a la fuente y, en la web oficial comunitaria, comprobó, según Casco, que el corredor que pasaba por Extremadura ha dejado de ser "estratégico".

La "pequeña concesión" para Extremadura ha sido incluirla en un "ramal", el denominado corredor Atlántico-Mediterráneo; una línea "básica", no "estratégica", que será la última de las prioridades, según el diputado de IU.
La CE sólo ha aprobado dos ejes principales, el Atlántico y el Mediterráneo, junto a un corredor central de Madrid a Barcelona, por lo que, en su opinión, el ramal extremeño se irá "cayendo presupuesto a presupuesto".
Como la decisión definitiva la tiene que adoptar el Parlamento Europeo dentro de un año, Casco ha abogado por "presionar" y, en este sentido, ha enmarcado la protesta junto a la izquierda del Alentejo.

"Inacción de Zapatero para salvar al tren"

Por último, el portavoz del Grupo Popular en el Parlamento extremeño ha manifestado "la contrariedad" del PP regional por la "inacción" del Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero para "salvar al tren Madrid-Lisboa a su paso por Extremadura".
"Informaciones recientes hablan de que el tren Lusitania se puede perder, esto ocurriría no sólo por decisión de Portugal sino también porque el Gobierno del PSOE lo deja caer, olvidando los 130 años de historia en transporte de viajeros y mercancías por ferrocarril", ha afirmado Hernández Carrón.

"Esta noticia es especialmente perjudicial para los extremeños, ya que las medidas adoptadas por Portugal a este respecto afectan" a dos enlaces ferroviarios con el país vecino, pues incluyen, "el cierre total de la línea Torre Das Vargens-Marvao-Valencia de Alcántara, y la supresión del servicio de viajeros en la línea Abrantes-Elvas-Badajoz, por la que solo circularán mercancías", ha detallado Carrón.

"Esto supondrá el desvío del tren hotel Lusitania Madrid-Lisboa por Salamanca, y dejará de circular por Cáceres" con lo que "Extremadura perderá el último tren de larga distancia que aun se mantiene", ha explicado el 'popular'.

domingo, 29 de agosto de 2010

Alentejo – Refer prossegue modernização da Linha do Leste

O Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana (GAFNA), com sede na Beirã, concelho de Marvão, congratula-se em comunicado com os novos horários de comboios regionais na linha do Leste que entraram em vigor no passado dia 1 deste mês de Agosto, e nos quais se regista uma diminuição do tempo de viagem em 27 minutos entre o Entroncamento e a cidade de Elvas.

Esta diminuição no do tempo de viagem deve-se às obras de modernização realizadas nos últimos tempos entre Arronches e a proximidade de Elvas, e que constaram da regularização do traçado e renovação da via (assentamento de carris e travessas monobloco de betão novas). Desta forma, as automotoras que realizam o serviço regional podem atingir a sua velocidade máxima, que é de 100 quilómetros por hora, permitindo esta redução de tempo.

No comunicado, o Grupo de Amigos da Ferrovia Alentejana refere ainda que "além da diminuição do tempo de viagem esta modernização traduziu-se igualmente numa melhoria do conforto para o passageiro”.

Por último, o GAFNA "deseja que as obras de modernização previstas para o corrente ano para o troço Crato-Assumar se venham a efectivar, de maneira a que o tempo de viagem seja novamente encurtado”.

Nove milhões de euros é o custo previsto para a modernização da linha do Leste entre Crato e Assumar, numa distância de cerca de 27 quilómetros.

O concurso publicado em Diário da República e prevê a renovação da via, com regularização do traçado, “que permitirão aumentar as condições de segurança e conforto na circulação, reduzir os encargos de manutenção e garantir as velocidades comerciais previstas para este troço”.

Com cerca de 140 quilómetros de extensão, a Linha do Leste vai de Abrantes à fronteira de Elvas-Badajoz, com ligações à Linha da Beira Baixa e aos ramais de Mora, Cáceres e Portalegre.

A infraestrutura está bastante degradada, com carris antigos, travessas de madeira e passagens de nível manuais. A velocidade de circulação não supera os 80 quilómetros/hora e nalguns troços não chega sequer a metade.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Arronches - Anunciada beneficiação da Linha do Leste

Segundo notícias avançadas no último fim-de-semana de Setembro, a Refer prepara-se para reabilitar o troço entre Abrantes e Elvas, na Linha do Leste. Serão abrangidos 140 quilómetros, num investimento que ronda os 48 milhões de Euros.
Para a empresa que gere a rede ferroviária nacional as intervenções vão-se estender até 2013 e vão centrar-se na beneficiação generalizada da superestrutura de via, adequação dos layouts das estações, ajustando-os às necessidades do tráfego de mercadorias. Serão ainda levadas em conta aspectos relativos à segurança com a automatização e requalificação das passagens de nível.
As primeiras estações a ser intervencionadas serão as de Torre das Vargens, Portalegre e Santa Eulália, num programa de investimentos que tem em conta a importância da linha no tráfego de mercadorias com Espanha.Saliente-se que a Linha do Leste conta com carris antigos e travessas de madeira, o que não permite aos comboios circular a mais de 80 quilómetros / hora e, nalguns troços, nem podem ultrapassar os 40 quilómetros pela fragilidade da via não suportar os vagões mais pesados.Numa altura em que tanto se fala do TGV Lisboa - Badajoz assim como do novo eixo ferroviário que ligará Sines a Elvas, tal não impediu a Refer de apostar na renovação da Linha do Leste. Isto deve-se, sobretudo, a um grande acréscimo do tráfego de mercadorias que se tem registado nos últimos anos e que nem a crise actual limitou.Foi a 24 de Setembro de 1863 que o comboio chegou pela primeira vez a Elvas e à fronteira com Badajoz.
Fontes: REFER
Jornal Fonte Nova