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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Arronches – Desleixo na CP deixa Linha do Leste entre Entroncamento e Badajoz sem comboio


Segundo notícia avançada pelo jornal Público, a falta de material circulante e de pessoal na CP para conservar ou reparar possíveis avarias explica que nesta quinta-feira, 13 de setembro de 2018, o comboio entre Entroncamento e Badajoz seja feito em autocarro.

A mesma fonte adianta que por incrível que possa parecer que a CP só dispõe apenas de uma automotora da série Allan, disponível para este troço, que faz todos os dias a viagem de ida e volta.

Como este material circulante tem de ir fazer manutenção à oficina, a meia solução encontrada pelos responsáveis da CP foi recorrer a um autocarro, que fará apenas paragens em Abrantes, Ponte de Sor, Crato, Portalegre e Elvas.

De fora e sem qualquer informação para os eventuais passageiros que se aventurem a apanhar o único comboio do dia que serve os apeadeiros desta linha, ficam Bemposta, Torre das Vargens, Chança, Assumar Arronches e Santa Eulália.
Fotos/Emílio Moitas


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Comboio - "Raiano" faz ligação a Badajoz pela Linha do Leste


Em nota de imprensa a CP – Comboios de Portugal, informa que passa a disponibilizar, a partir de hoje 29 de agosto, uma nova ligação ferroviária, na linha do Leste, entre as cidades do Entroncamento, na linha do Norte e Badajoz, apelidando a ligação de comboio Raiano, que realiza duas ligações diárias em ambos os sentidos.

O comboio "Raiano" sai do Entroncamento às 10h12, tendo chegada prevista á Badajoz pelas 13h16. No regresso, sai de Badajoz às 15h24, com chegada ao Entroncamento às 18h25.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Comboios de passageiros voltam Linha do Leste entre as estações do Entroncamento e de Elvas/Badajoz

Depois de ter sido interrompida em 01 de janeiro de 2012, a circulação de comboios de passageiros na Linha do Leste vai ser reposta no próximo mês de setembro, sendo garantindo um comboio diário entre a estação do Entroncamento e a Estação de Elvas/Badajoz e vice-versa.

A 25 de setembro de 2015, os comboios de passageiros regressaram à Linha do Leste, mas só aos fins-de-semana entre Entroncamento e Portalegre, na sequência de um protocolo entre a CP, os municípios, a empresa Infraestruturas de Portugal e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

A reativação do serviço de passageiros na Linha do Leste surge na sequência de uma resolução aprovada na Assembleia da República em janeiro de 2016, que mereceu a concordância de todos os partidos.
Fotos: Emílio Moitas 





sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Alentejo - Verdes na defesa do serviço ferroviário de passageiros entre Portalegre e Elvas


O Partido Ecologista “Os verdes” promove esta sexta-feira dia 4 de novembro, uma Caminhada de Protesto de Portalegre a Elvas em defesa da reposição do serviço ferroviário de passageiros na Linha do Leste entre as duas cidades de Portalegre e Elvas.

Segundo a dirigente do partido “Os Verdes”, Manuela Cunha, a caminhada vai ser feita por etapas, sendo que a primeira, que ligará Portalegre ao Assumar, no concelho de Monforte.

O transporte de passageiros na Linha do Leste foi suspenso a 1 de janeiro de 2012, e a 25 de Setembro de 2015 foi retomado, mas apenas entre Abrantes e Portalegre, deixando ainda mais isoladas localidades como Assumar, Arronches, Santa Eulália e Elvas.
Fotos: Emílio Moitas/Arquivo 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Comboio de mercadorias descarrilou na Linha do Leste perto de Elvas


 Nem a excessiva lentidão com que actualmente circulam os comboios de mercadorias na Linha do Leste evitou um acidente com o descarrilar de alguns vagões, no passado dia 18 de julho, cujas causas estão a ser apuradas pele Rede Ferroviária.

Esta linha que liga Lisboa à cidade de Badajoz, é apenas utilizada para transporte de mercadorias, com a supressão do serviço ferroviário de passageiros que aconteceu a  01 de janeiro de 2012.

A linha ficou interrompida durante algumas horas para devolver de novo os vagões aos carris e repor a circulação. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Portalegre - Concentração em defesa do transporte ferroviário na Linha do Leste até Badajoz


Decorreu, na passada sexta-feira 15 de janeiro, em Portalegre uma concentração em defesa do transporte ferroviário no distrito de Portalegre promovido pela União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF).

A iniciativa contou com intervenções de Helena Neves, coordenadora da USNA, de Abílio Carvalho, do SNTSF, Julián Carretero, Secretário-Geral das Comissiones Obreras (CCOO) da Extremadura (Espanha), Miguel Fuentes, da Federación Ferroviária das CCOO da Extremadura (Espanha), Abílio Carvalho coordenador do SNTSF e Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN.

Também foi convidada a intervir Manuela Cunha, do Partido Ecologista «Os Verdes», de cujo projeto de resolução em defesa da Linha do Leste fora aprovado há poucas horas na Assembleia da República por unanimidade.
Fotos: José Janela



domingo, 10 de janeiro de 2016

Portalegre - Concentração em defesa da ferrovia no Norte Alentejano

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano e o Sindicato Nacional dos trabalhadores Ferroviários organizam no próximo dia 15 uma iniciativa em Portalegre (Estação da CP) que visa a defesa do transporte ferroviário na região.
Foto: E. Moitas 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A magia do comboio aos fins-de-semana volta a visitar Portalegre

São os caminhos de ferro que hão-de unir os povos e que hão-de levar os benefícios da civilização a todos os pontos do globo. (...) O espectáculo magnifico de uma linha de caminho de ferro (...) exalta a imaginação (...) e cria entusiasmo no individuo mais indiferente e apático. As impressões são ainda mais vivas, aproximam-se do êxtase quando viajamos nos railways. (...) O movimento é insensível durante rápidos instantes, mas bem depressa se acelera (...) antes de pouco o movimento é rapidíssimo: os objectos próximos, as casas, as árvores nos fogem (...) julgamos animados os objectos que nos ficam para os lados. (...) É extraordinário! (O Atheneu,  edições 1-65, pág.11, 1850). A chegada do comboio revolucionou a vida das populações. Com um misto de medo e de fascínio foi integrado no quotidiano dos povos e tornou a distância mais curta. Miguel Torga chamou-lhe um navio de penedos a navegar num mar de mosto. Um meio de transporte que ainda hoje é escolhido por milhões de pessoas em todo o mundo. É quase axiomático que mesmo os piores comboios te levam através de lugares mágicos (Paul Theroux).

No Alto Alentejo magia dos comboios de passageiros foi interrompida em 01 de janeiro de 2012, numa medida economicista, alugando a empresa (CP), falta de passageiros e baixa rentabilidade, ignorando que foi a própria CP que ao longo de anos degradou o serviço, com horários impossíveis e falta de qualidade contribuindo para interrupção do serviço ferroviário na Linha do Leste até Badajoz, deixando ao abandono dezenas de estações e as populações desta região ainda mais isoladas.

Recentemente o serviço de passageiros nesta linha foi retomado parcialmente a partir de 25 de Setembro de 2015, por um período de 6 meses, às sextas-feiras e domingos, entre Entroncamento e Portalegre.

Foi esta magia que um destes dias de outono, numa manhã em que o nevoeiro pintava de branco a cidade do Porto, me decidiu a redescobrir o comboio, entrei no metro em Vila Nova de Gaia, depois de uma visita ao Monte da Virgem com a melhor vista da cidade do Porto, para ir até à Estação de Campanhã, ali junto ao Estádio do Dragão, local onde aguardáramos pacientemente na fila a compra do respectivo bilhete, chegada a nossa vez, ao solicitar um bilhete para Portalegre, constatei a cara de surpresa do funcionário que disse “já nem me lembro há quantos anos não vendia um bilhete para Portalegre”.

De bilhete na mão ainda deu tempo para um café ali pela praça de Campanhã, e aferir da simpatia das gentes do Porto, com um Delta a 55 cêntimos e a oferta de bolinho regional.

Há hora marcada 10h52, depois de subir à carruagem 23 e ocupar o lugar 42, iniciou-se viagem e para traz foram ficando paisagens e estações como Espinho, Aveiro, Coimbra, Alfarelos, Pombal para às 13h25, chegar ao Entroncamento e fazer transbordo para a Linha do Leste.

Do Entroncamento a Portalegre, a viagem decorreu amena com paisagens bonitas com o Tejo como cenário a alindar localidades como Barquinha, Almourol e Abrantes ou a percorrer vastos montados de sobro e azinho.

Já o comboio rolava sobre carris alentejanos, quando entre estudantes e militares surgiu um passageiro singular, um desses peregrinos do século XXI, de longas barbas brancas que de olhar distante viajava com o seu cajado, umas quantas mochilas e uma misteriosa caixa de papelão onde transportava uma pequena cadela, que em toda a viagem optou pela total descrição, possivelmente habituada a estas andanças.

Na amistosa conversa que mantivemos confessou que por voltas que a vida dá e quase sem se aperceber acabou sendo mais um sem-abrigo, a viver por ai com o pouco que a generosidade alheia lhe vai dando para sobreviver. Referiu que nasceu na terra do melão “Almeirim”, lugar onde em menino teve o que chamou de vida boa, amável e com cultura acima da média, acedeu a fazer umas quantas fotografias, e aproveitou para manifestou o seu desagrado pelos comboios terem deixado de chegar a Elvas e Badajoz, cidades que referiu serem locais onde já foi feliz, mas como o comboio não chega lá teve que ficar por Portalegre – “Sabe isto de viajar de autocarro com a casa às costas não é fácil, e depois para ir a pé na minha idade já me faltam pernas para andar”.

Pouco passava das 15h10, com o sol a dourar um rebanho de ovelhas que pastava junto á estação de Portalegre, quando chegamos ao destino, a azáfama no cais fazia lembrar tempos de outrora, com gente a correr para apanhar o autocarro da Câmara para Portalegre ou familiares que de carro ali aguardavam passageiros que vivem em localidades mais a sul como Arronches ou Monforte.

Quanto ao nosso fugaz amigo peregrino ou sem-abrigo por obrigação ou devoção, vá-se lá saber, lá rumou com as suas coisas entre as quais a cadela na caixa de papelão, à cidade que um dia um poeta de Vila do Conde, de nome José Régio, soube retractar como poucos nos seus admiráveis poemas:

TOADA DE PORTALEGRE

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada….....
Fotos: E. Moitas














quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Arronches – Comboio apontado como a principal causa para vários focos de incêndio esta noite na Linha do Leste

A passagem de um comboio de mercadorias pela linha do Leste durante a noite da passada terça-feira, é apontada como a principal causa para vários focos de incêndio surgidos junto à linha férrea, sendo registadas cinco ocorrências entre a Estação de Portalegre e o Apeadeiro de Arronches.

Os Bombeiros Voluntários de Arronches combateram no concelho as chamas na herdade D’a Agosto, com 4 viaturas e 14 elementos da Corporação. Neste foco de incêndio arderam cerca de 2 hectares e meio de pasto e mato.

Apesar da falta de acessos junto à linha, e algumas porteiras de propriedades fechadas a cadeado, assim como do vento que se fazia sentir e vegetação seca que dificultaram o combate às chamas, todos os incêndios estavam circunscritos às primeiras horas da madrugada.

No combate às chamas dos diversos focos de incêndio estiveram envolvidos as Cooperações de Arronches, Portalegre, Monforte e Campo Maior.
A GNR esteve no local e as autoridades prosseguem a investigação no terreno para determinar as causas que deram origem as chamas. 




domingo, 5 de agosto de 2012

Alentejo – Anunciado o fim do Lusitânia Expresso e do Ramal de Cáceres


Como já se antevia o fim do combóio Lisboa-Madrid e da linha do Leste foi anunciado ao país em horário nobre de telejornais, do passado dia 3 de Agosto, com o comboio internacional Lusitânia Expresso para Madrid  a passar a circular na Linha da Beira Alta a partir de 15 de Agosto.
A REFER acrescenta que este encerramento vem na sequência de orientações estabelecidas pelo Plano Estratégico dos Transportes (PET).

Esta era uma ambição antiga do Governo, muito contestada pelos autarcas portugueses e espanhóis das zonas onde o Lusitânia Expresso que liga Lisboa a Madrid passa.
Em Novembro passado, os autarcas portugueses e espanhóis chegaram mesmo a fazer uma acção de protesto contra a medida prevista no PET.

Na pasada quinta-feira, o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) alertou que o Ramal de Cáceres estava ao abandono e sem manutenção.

O ramal de Cáceres tem 81, 5 quilómetros e liga Torre das Vargens, na Linha do Leste, à fronteira com Espanha na estação de Marvão-Beirã, seguindo depois até Madrid.
Actualmente circulavam naquela linha apenas o Lusitânia Expresso e comboios de mercadorias.

Recorde-se que a CP perdeu no primeiro semestre seis milhões de passageiros, parte deles nos suburbanos de Lisboa.
Foto Web

sábado, 31 de dezembro de 2011

Arronches – Protesto contra o encerramento da linha do Leste entre Abrantes e Badajoz

Um grupo de cidadãos de Arronches e Monforte protestou hoje ao início da manhã junto ao Apeadeiro de Arronches e Assumar contra as medidas anunciadas pela CP que visam acabar com o serviço de passageiros na linha do Leste na ligação Abrantes - Elvas e Badajoz, já a partir de 01 de Janeiro de 2012, colocando bandeiras negras na desactivada Estação de Assumar e Apeadeiro de Arronches.

A razão evocada pela CP em comunicado prende-se com “necessidade de redução de custos e aos significativos prejuízos decorrentes dos serviços em causa, não estão reunidas as condições para continuar a assegurar a exploração ferroviária na Linha do Leste.

Ainda segundo a CP, “a Linha de Leste tem elevados custos operacionais e uma reduzida procura de passageiros por comboio”, não referindo que a baixa procura de passageiros deste serviço tinha origem na má conservação desta via (votada ao abandono) com comboios a circularem a passo de caracol e horários desadequados.

Sacudindo a água do capote a transportadora adianta que como “deixa de existir a infra-estrutura para a prestação do serviço de transporte ferroviário, não deve ser o operador deste transporte a assegurar as alternativas de mobilidade das populações”.

Recentemente em declarações à Rádio Portalegre, o porta-voz do Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano, Paulo Fonseca, admitiu que esta decisão é a “machadada final” no serviço ferroviário no distrito de Portalegre, acusando ainda o Governo de fazer “orelhas surdas” aos anseios e necessidades das populações do distrito de Portalegre.

Um pouco de história - Linha do Lesta

De referir que a assinatura do contrato para a construção e exploração da Linha do Leste entre o Governo português e D. José de Salamanca aconteceu em 1859.

A conclusão da Linha do Leste só terminou em 1863, com o comboio a passar a fronteira e a ligar Lisboa a Badajoz.

Foram 148 anos de história com gente dentro dos comboios ao serviço das populações ligando os meios rurais à capital de um império hoje à deriva e sonhando com melhores dias.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Valência de Alcântara - Organizações sindicais e de ambientalistas de Portugal e Espanha protestam contra desaparecimento da circulação ferroviária

Os comités de empresa de ADIF (Administrador de Infraestructuras Ferroviárias) de Cáceres e Badajoz, que incluem os sindicatos Comissiones Obreras (CCOO), Unión General de Trabajadores (UGT), Confederación General del Trabajo (CGT) e o Sindicato de Circulación Ferroviario (SCF) convocaram uma concentração no pátio da estação de caminho-de-ferro de Valência de Alcântara, amanhã, quinta-feira 29 de Dezembro de 2011, pelas 12h00 (hora de Espanha, 11h00 em Portugal).

O motivo é o de protestar contra o encerramento da linha férrea em Portugal, o desaparecimento da circulação férrea entre Lisboa e Valência de Alcântara e o desvio do comboio hotel Lusitânia pela fronteira de Salamanca, assim como a supressão do tráfego de passageiros entre Abrantes e Badajoz (linha do Leste).

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN, assim como outras organizações sindicais e de ambientalistas de Portugal e Espanha, responde presente ao apelo dos comités de empresa de ADIF e irá pronunciar-se para dar testemunho do sentimento dos trabalhadores do Norte Alentejano pelo fim de mais um serviço público que querem retirar da região.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arronches - CP decidida a acabar com serviço de passageiros na Linha do Leste

A CP voltou a anunciar em comunicado que mantém a decisão de suprimir, a partir do próximo dia 1 de Janeiro de 2012, o serviço ferroviário de passageiros na Linha de Leste, entre Abrantes e Elvas.

A razão evocada pela empresa é a mesma “necessidade de redução de custos e aos significativos prejuízos decorrentes dos serviços em causa, não estão reunidas as condições para continuar a assegurar a exploração ferroviária na Linha do Leste que nos últimos anos foi quase esquecida pela CP”

Ainda segundo a CP, a Linha de Leste tem custos operacionais que rondam os 1,78 milhões de euros por ano e uma reduzida procura - média de 17 passageiros por comboio – e tem proveitos de apenas 147 mil euros por ano.

Para esta situação que afastou passageiros contribuiu a falta de qualidade prestada pela CP na linha do Leste com horários desadequados, via em más condições e comboios a circular a baixa velocidade.

Em declarações à Rádio Portalegre, o porta-voz do Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano, Paulo Fonseca, admitiu que esta decisão é a “machadada final” no serviço ferroviário no distrito de Portalegre.

Paulo Fonseca acusa ainda o Governo de fazer “orelhas surdas” aos anseios e necessidades das populações.




































sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Arronches – Ainda mais isolada com a supressão do serviço de passageiros na Linha do Leste

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo assumiu-se hoje em comunicado contra as alterações previstas para a linha ferroviária do Leste.

O Plano Estratégico de Transportes prevê o término do transporte de passageiros na linha ferroviária do Leste, compreendida entre Abrantes e Elvas, assim como a desactivação do ramal de Cáceres.

Apesar de reconhecer que “é urgente e importante” reduzir a despesa do Estado, Armando Varela considera que esta decisão deveria ser alvo de “maior ponderação”, sobretudo tendo em conta a “especial situação de interioridade e isolamento do Alto Alentejo”.

Tratando-se de vias de comunicação estruturantes para o seu desenvolvimento e crescimento económico – bem como para a mobilidade das populações –, o Presidente do Concelho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo não poderia deixar de expressar a sua oposição perante medidas que prejudicam a região, relegada a um cada vez maior isolamento.

Salienta ainda a falta de investimento por parte da Administração Central nas vias de comunicação da região, agravada com o encerramento das existentes, que receia poder contribuir para a sua perda de atractividade, acelerando o despovoamento e dificultando a subsistência da actividade económica.

O transporte de passageiros na linha ferroviária do Leste que abrange os concelhos de Abrantes, Ponte de Sor, Alter do Chão, Crato, Portalegre, Monforte, Arronches e Elvas, prevê-se que vai ser suprimido até ao final de 2011.

Espanha contra as alterações na linha do leste e a desactivação do comboio Lusitânia que liga Lisboa com Madrid por Cáceres.

Veja aqui a notícia do “elperiodicoextremadura.com”

El portavoz del Grupo Socialista en el Parlamento extremeño, Valentín García, ha considerado hoy como "un nuevo mazazo" para Extremadura y para el Alentejo portugués la decisión del Gobierno luso de suprimir el tren Lusitania que une Lisboa con Madrid por Cáceres.
En la rueda de prensa para valorar la decisión tomada ayer por la Comisión Europea con respecto a los corredores ferroviarios de mercancías, García ha instado al presidente de la Junta, José Antonio Monago, a que intensifique sus contactos con sus colegas lusos, "porque nunca antes Portugal había apostado tan poco por las conexiones con Extremadura".


En ese sentido, ha recordado que el nuevo Gobierno conservador de Passos Coelho, además de no hacer el Tren de Alta Velocidad entre Lisboa y Badajoz para pasajeros, ha decidido también dar prioridad a las mercancías por el Eje del Atlántico para llegar a Europa a través del País Vasco, ya que "quiere las conexiones por el norte de España".
En ese sentido, ha dicho que "el Gobierno de la derecha portuguesa está sucumbiendo a los intereses de los grupos económicos poderosos" de su país que siempre han apostado por las conexiones por el norte, frente a los socialistas, que preferían la unión con Madrid por el Alentejo y Extremadura.

Acuerdo de la Asamblea en defensa del tren hotel Lusitania

La Agrupación de Diputados de IU-V-SIEX en la Asamblea de Extremadura ha presentado una propuesta de pronunciamiento de esta cámara en defensa del tren hotel Lusitania, que se eliminará por la decisión del Gobierno luso de suprimir 622 kilómetros de vías y el ramal a Cáceres.
La propuesta, que ha sido presentada hoy por el diputado Víctor Casco, pide al Gobierno de España que inicie conversaciones con el portugués para que se mantenga este servicio ferroviario. Casco ha destacado que este tren, uno de los últimos Talgo que circula por Extremadura, funciona desde hace 70 años y hoy, justamente, se cumplen 130 años de la inauguración de esta línea en Cáceres por parte del Rey Alfonso XIII.
El diputado de IU ha reclamado al Gobierno de España que no pierda esta "batalla" y los dos millones de euros invertidos en la línea, por la que sólo circula este tren.

En otro punto de la propuesta de pronunciamiento, piden que cumpla el convenio firmado en 2004 entre el Ministerio de Fomento, Renfe, Adif y la Junta de Extremadura para mejorar las infraestructuras ferroviarias en la región. Según Casco, desde el año 2008 se encuentran paralizadas las obras previstas en el convenio.

Manifestación con izquierda lusa contra la decisión de la CE

Izquierda Unida, asimismo, promoverá una manifestación junto a la izquierda lusa, la CDU y el Bloque de Izquierdas, para protestar por la decisión adoptada en materia ferroviaria por la Comisión Europea (CE), que, a su juicio, perjudica a esta región española y la vecina lusa del Alentejo.
Así lo ha anunciado hoy en una rueda de prensa en Mérida el diputado de IU en la Asamblea de Extremadura Víctor Casco.
Casco ha asegurado que el Eje 16 Sines-Extremadura-París, aprobado por la Unión Europea en 2004, el único corredor que había hasta la fecha, ahora "prácticamente ha desaparecido".
Ante la interesadas informaciones que llegaron ayer de Bruselas sobre la decisión adoptada por la CE, IU Extremadura se dirigió directamente a la fuente y, en la web oficial comunitaria, comprobó, según Casco, que el corredor que pasaba por Extremadura ha dejado de ser "estratégico".

La "pequeña concesión" para Extremadura ha sido incluirla en un "ramal", el denominado corredor Atlántico-Mediterráneo; una línea "básica", no "estratégica", que será la última de las prioridades, según el diputado de IU.
La CE sólo ha aprobado dos ejes principales, el Atlántico y el Mediterráneo, junto a un corredor central de Madrid a Barcelona, por lo que, en su opinión, el ramal extremeño se irá "cayendo presupuesto a presupuesto".
Como la decisión definitiva la tiene que adoptar el Parlamento Europeo dentro de un año, Casco ha abogado por "presionar" y, en este sentido, ha enmarcado la protesta junto a la izquierda del Alentejo.

"Inacción de Zapatero para salvar al tren"

Por último, el portavoz del Grupo Popular en el Parlamento extremeño ha manifestado "la contrariedad" del PP regional por la "inacción" del Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero para "salvar al tren Madrid-Lisboa a su paso por Extremadura".
"Informaciones recientes hablan de que el tren Lusitania se puede perder, esto ocurriría no sólo por decisión de Portugal sino también porque el Gobierno del PSOE lo deja caer, olvidando los 130 años de historia en transporte de viajeros y mercancías por ferrocarril", ha afirmado Hernández Carrón.

"Esta noticia es especialmente perjudicial para los extremeños, ya que las medidas adoptadas por Portugal a este respecto afectan" a dos enlaces ferroviarios con el país vecino, pues incluyen, "el cierre total de la línea Torre Das Vargens-Marvao-Valencia de Alcántara, y la supresión del servicio de viajeros en la línea Abrantes-Elvas-Badajoz, por la que solo circularán mercancías", ha detallado Carrón.

"Esto supondrá el desvío del tren hotel Lusitania Madrid-Lisboa por Salamanca, y dejará de circular por Cáceres" con lo que "Extremadura perderá el último tren de larga distancia que aun se mantiene", ha explicado el 'popular'.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Arronches - Acidente em passagem de nível sem guarda faz um morto

Uma automotora de passageiros que circulava esta quarta feira dia 20 de Abril na Linha do Leste no sentido Portalegre Elvas, colheu mortalmente José Palmeiro de 57 anos que se descolava num motociclo.

O acidente ocorreu cerca das 12h00, numa passagem de nível sem guarda que dá acesso ao Monte da Sancha de Baixo (local de trabalho da vítima) no concelho de Arronches.

De acordo com a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, o atropelamento ocorreu quando o homem atravessou a via-férrea, que passa por uma herdade situada em Arronches.
O alerta foi dado às autoridades às 11h50 e a circulação ferroviária no troço Arronches - Assumar foi interrompida temporariamente.
Ao que conseguimos apurar junto dos Bombeiros Voluntários de Arronches, numa primeira fase existiu alguma descoordenação quanto ao local do acidente, isto pelo facto do CODU - Centro Operacional de Doentes Urgentes, ter accionado para o local a GNR de Arronches e os Bombeiros Voluntários de Elvas, ignorando os Bombeiro Voluntários de Arronches que se encontravam a escassos kms do local do acidente.

Ainda de acordo com Bernardo Bajuca, comandante dos Bombeiro de Elvas, em declarações a uma Rádio local, depois de terem percorrido todos os cruzamentos da linha-férrea na zona de Santa Eulália, localizaram finalmente o acidente já no concelho de Arronches.

Os Bombeiros Voluntários de Arronches apesar de terem sido os últimos a chegar ao local procederam à remoção do corpo da vítima para a Morgue do Hospital de Portalegre, onde deverá ser autopsiado.
Na assistência à vítima estiveram nove bombeiros, apoiados por uma ambulância e dois veículos de comando.

No local estiveram ainda a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Portalegre e uma ambulância de suporte imediato de vida do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e GNR.

O funeral realiza-se esta quinta-feira pelas 18h00 para o cemitério de Arronches.

À família enlutada, em esm especial à mãe, Arronches em Notícias apresenta sentidas condolências.




























Fotos: Manel Isaac