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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Alentejo – Exposição de artesanato para visitar em Esperança


O Centro de Convívio de Esperança, vai acolher uma exposição de artesanato do Artesão Belmiro Gonçalves, natural desta freguesia raiana do concelho de Arronches.


A exposição que vai ser inaugurada na próxima terça dia 21 de novembro, pelas 17h30, poderá ser visitada de segunda a sexta feira, no horário laboral da Junta de Freguesia, de 21 de novembro a 15 de dezembro de 2023.


Para mais informação ver programa em anexo.

Fotos/ Emílio Moitas 



 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Gavião - Promove mês da lampreia e convida a visitar espaços museológicos


No Gavião de 29 de fevereiro a 29 de março de 2020,  a lampreia será rainha em sete restaurantes do concelho com o “Tradicional Mês da Lampreia”.

Os restaurantes aderentes a esta iniciava “gastronómica” que tem por base a lampreia, vão ter na sua ementa o famoso arroz de lampreia pelo que os apreciadores vão ter a oportunidade de degustar esta iguaria tradicional.

Em nota de imprensa o município do Gavião, refere que com esta iniciativa “pretende-se promover a gastronomia local, através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais do concelho”.

Quem degustar este prato num dos restaurantes aderentes, pode ainda desfrutar de visitas gratuitas nos vários núcleos museológicos do concelho como o: Castelo de Belver, Museu do Sabão e Núcleo Museológico das Mantas e Tapeçarias de Belver.

Os restaurantes aderentes são: Sabores de Guidintesta, em Belver; O Dente Leve, em Gavião; O Castelo, em Belver; O Alamal, em Gavião; Pizzaria Alentejana, em Gavião; O Moinho, em Gavião; e O Manel, em Gavião.

Todos os restaurantes servem o petisco por marcação.
Fotos/Emílio Moitas 



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A magia do comboio aos fins-de-semana volta a visitar Portalegre

São os caminhos de ferro que hão-de unir os povos e que hão-de levar os benefícios da civilização a todos os pontos do globo. (...) O espectáculo magnifico de uma linha de caminho de ferro (...) exalta a imaginação (...) e cria entusiasmo no individuo mais indiferente e apático. As impressões são ainda mais vivas, aproximam-se do êxtase quando viajamos nos railways. (...) O movimento é insensível durante rápidos instantes, mas bem depressa se acelera (...) antes de pouco o movimento é rapidíssimo: os objectos próximos, as casas, as árvores nos fogem (...) julgamos animados os objectos que nos ficam para os lados. (...) É extraordinário! (O Atheneu,  edições 1-65, pág.11, 1850). A chegada do comboio revolucionou a vida das populações. Com um misto de medo e de fascínio foi integrado no quotidiano dos povos e tornou a distância mais curta. Miguel Torga chamou-lhe um navio de penedos a navegar num mar de mosto. Um meio de transporte que ainda hoje é escolhido por milhões de pessoas em todo o mundo. É quase axiomático que mesmo os piores comboios te levam através de lugares mágicos (Paul Theroux).

No Alto Alentejo magia dos comboios de passageiros foi interrompida em 01 de janeiro de 2012, numa medida economicista, alugando a empresa (CP), falta de passageiros e baixa rentabilidade, ignorando que foi a própria CP que ao longo de anos degradou o serviço, com horários impossíveis e falta de qualidade contribuindo para interrupção do serviço ferroviário na Linha do Leste até Badajoz, deixando ao abandono dezenas de estações e as populações desta região ainda mais isoladas.

Recentemente o serviço de passageiros nesta linha foi retomado parcialmente a partir de 25 de Setembro de 2015, por um período de 6 meses, às sextas-feiras e domingos, entre Entroncamento e Portalegre.

Foi esta magia que um destes dias de outono, numa manhã em que o nevoeiro pintava de branco a cidade do Porto, me decidiu a redescobrir o comboio, entrei no metro em Vila Nova de Gaia, depois de uma visita ao Monte da Virgem com a melhor vista da cidade do Porto, para ir até à Estação de Campanhã, ali junto ao Estádio do Dragão, local onde aguardáramos pacientemente na fila a compra do respectivo bilhete, chegada a nossa vez, ao solicitar um bilhete para Portalegre, constatei a cara de surpresa do funcionário que disse “já nem me lembro há quantos anos não vendia um bilhete para Portalegre”.

De bilhete na mão ainda deu tempo para um café ali pela praça de Campanhã, e aferir da simpatia das gentes do Porto, com um Delta a 55 cêntimos e a oferta de bolinho regional.

Há hora marcada 10h52, depois de subir à carruagem 23 e ocupar o lugar 42, iniciou-se viagem e para traz foram ficando paisagens e estações como Espinho, Aveiro, Coimbra, Alfarelos, Pombal para às 13h25, chegar ao Entroncamento e fazer transbordo para a Linha do Leste.

Do Entroncamento a Portalegre, a viagem decorreu amena com paisagens bonitas com o Tejo como cenário a alindar localidades como Barquinha, Almourol e Abrantes ou a percorrer vastos montados de sobro e azinho.

Já o comboio rolava sobre carris alentejanos, quando entre estudantes e militares surgiu um passageiro singular, um desses peregrinos do século XXI, de longas barbas brancas que de olhar distante viajava com o seu cajado, umas quantas mochilas e uma misteriosa caixa de papelão onde transportava uma pequena cadela, que em toda a viagem optou pela total descrição, possivelmente habituada a estas andanças.

Na amistosa conversa que mantivemos confessou que por voltas que a vida dá e quase sem se aperceber acabou sendo mais um sem-abrigo, a viver por ai com o pouco que a generosidade alheia lhe vai dando para sobreviver. Referiu que nasceu na terra do melão “Almeirim”, lugar onde em menino teve o que chamou de vida boa, amável e com cultura acima da média, acedeu a fazer umas quantas fotografias, e aproveitou para manifestou o seu desagrado pelos comboios terem deixado de chegar a Elvas e Badajoz, cidades que referiu serem locais onde já foi feliz, mas como o comboio não chega lá teve que ficar por Portalegre – “Sabe isto de viajar de autocarro com a casa às costas não é fácil, e depois para ir a pé na minha idade já me faltam pernas para andar”.

Pouco passava das 15h10, com o sol a dourar um rebanho de ovelhas que pastava junto á estação de Portalegre, quando chegamos ao destino, a azáfama no cais fazia lembrar tempos de outrora, com gente a correr para apanhar o autocarro da Câmara para Portalegre ou familiares que de carro ali aguardavam passageiros que vivem em localidades mais a sul como Arronches ou Monforte.

Quanto ao nosso fugaz amigo peregrino ou sem-abrigo por obrigação ou devoção, vá-se lá saber, lá rumou com as suas coisas entre as quais a cadela na caixa de papelão, à cidade que um dia um poeta de Vila do Conde, de nome José Régio, soube retractar como poucos nos seus admiráveis poemas:

TOADA DE PORTALEGRE

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada….....
Fotos: E. Moitas














segunda-feira, 20 de abril de 2015

Monforte – Alunos da Universidade Sénior foram a Mérida visitar a exposição “Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos”

No âmbito da disciplina de "Turismo & Lazer", a Universidade Sénior de Monforte foi a Mérida, visitar o Museu Arqueológico, local onde os alunos conheceram, exploraram e partilharam vivências, no "Dia Internacional de Monumentos e Sítios", comemorado a 18 de abril de 2015.

Esta deslocação a Mérida teve por objectivo a visita à exposição “Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos”, uma mostra onde estão reunidas peças de 18 instituições, 13 de Portugal e cinco de Espanha. O Alentejo está inclusive muito bem representado com peças dos atuais concelhos de Elvas, Arronches, Alter do Chão, Monforte…”, com destaque para um mosaico da Villa Romana de Torre de Palma e ainda a raríssima inscrição em língua Lusitana encontrada nos arredores de Arronches. Trata-se de um dos três ou quatro documentos escritos em língua lusitana encontrados até ao momento.

Guiaram esta visita os professores Teresa Cunha e Rui, assim como a vereadora Mariana Mota, que fez questão de acompanhar o grupo nesta deslocação a Mérida.








quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Monforte - Estudo classifica município como o pior do país para viver, investir ou visitar


Um estudo da Bloom Consulting aponta Monforte, distrito de Portalegre, como o pior local do país para se viver, investir ou visitar.

O ranking “City Brand”, que mede o valor das marcas dos 308 municípios, coloca ainda nos últimos 20 lugares da tabela os concelhos de Gavião, Nisa, Fronteira e Arronches.

Entre os lugares 211 e 256 são apontados os municípios de Campo Maior, Crato, Avis, Sousel, e Alter do Chão.

Já os concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Ponte de Sor surgem sensivelmente a meio da tabela, nos lugares 167, 168, e 174, respetivamente.

A melhor posição dos municípios do Norte Alentejano neste ranking é ocupada por Elvas, que ocupa o 68º lugar, seguindo-se Portalegre na 82ª posição.