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sexta-feira, 6 de março de 2026

Alentejo - Misteriosa cabeça de mármore representando uma criança da torre do relógio em Arronches



A torre do relógio  na praça da República em  Arronches, guarda segredos e mistérios afastados da observação direta com um pequeno busto em mármore, representando um rosto de criança masculino, com expressão intensa e maçãs do rosto altas.

Desconhece-se a origem desta  peça arqueológica, possivelmente a remeter para a época romana, com sinais evidentes de ter sido deslocada de outro local e aqui recolocada embutida na parede da torre.

As esculturas de mármore ou fragmentos das mesmas, são mais do que apenas arte; são tesouros culturais que chegaram até nós e que mostram a criatividade e a habilidade humanas, valorizando o património histórico local, que merecem ser estudadas e submetidas a cuidados e manutenção adequados. 

Fotos/ Emílio Moitas






 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Alentejo - “Tecendo Memórias” em Elvas




O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas  "António Tomás Pires" vai acolher, no próximo sábado, dia 24 de janeiro, o workshop “Tecendo Memórias”, orientado por Cristina Flor.

A iniciativa, que decorre entre as 10h00 e as 16h00, com intervalo das 13h00 às 14h00, propõe uma abordagem prática e reflexiva em torno da tecelagem, enquanto saber tradicional e veículo de memória coletiva, valorizando técnicas artesanais e o património imaterial associado.

Este workshop insere-se na programação cultural do Museu e pretende proporcionar aos participantes uma experiência de contacto direto com práticas ancestrais, promovendo a partilha de conhecimentos e a valorização das tradições locais.

A participação está sujeita a inscrição prévia, que deverá ser efetuada através do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt  ou do contacto telefónico 268 624 601.

 

terça-feira, 22 de julho de 2025

Alentejo - "𝑫𝒊𝒂 𝑰𝒏𝒕𝒆𝒓𝒏𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒂 𝑨𝒓𝒒𝒖𝒆o𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂" 2025 assinalado em Alter do Chão


  

Com o intuito de assinalar o "DIA INTERNACIONAL DA ARQUEOLOGIA", o Município de Alter do Chão vai promover, no próximo dia 24 de julho, visitas guiadas à Casa da Medusa com o acompanhamento do arqueólogo municipal e a possibilidade de participar, em conjunto com voluntários, nas escavações arqueológicas que estão a decorrer. 


Nesta atividade, pode descobrir como os arqueólogos recolhem os artefactos e documentam as emocionantes descobertas no terreno, de modo a que o público em geral possa compreender melhor os restos materiais que nos ligam ao passado. 


Uma atividade gratuita e adequada a todas as idades.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Alentejo - Vestígios romanos descobertos em S. Manços



A abertura de valas para a instalação das novas condutas de abastecimento de água e drenagem de pluviais em S. Manços, no concelho de Évora, revelou a existência de sinais evidentes da presença romana no local onde atualmente se situa a povoação de S. Manços.

A equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Évora, a investigar no terreno, localizou várias peças de cerâmica e também de construção, que identificou como originárias do período de ocupação romana.

Destas, destacam-se dois elementos em mármore que se pensa estarem associados a um grande edifício entretanto desaparecido, tudo indica de grande qualidade arquitetónica e de uma riqueza patrimonial até à data desconhecida.

Esta descoberta foi já considerada de extrema importância, dado ter relação urbanística com a grande torre do período romano que se encontra no atual altar da igreja de S. Manços.

Fotos / Gabinete Arqueologia CME



 

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Alentejo – Fomos á descoberta das Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial


Numa iniciativa organizada pelo município de Estremoz, intitulada de “Open Day” á qual se juntaram vários participantes, no passado dia 24 de julho, com o intuito de melhor conhecer a Campanha de Escavações Arqueológicas nas Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial, que estão a decorrer até ao próximo dia 28 de julho.


Esta iniciativa enquadra-se no Projeto de Investigação Plurianual de Arqueologia (PIPA), SVA_ETZ Programa de Valorização e Investigação Arqueológica apresentado à DGPC e encontra-se dividida em dois turnos de duas semanas cada, contando com voluntários locais, alunos universitários do país e estrangeiro e profissionais da área, acompanhados por Rita Laranjo, arqueóloga da Câmara Municipal de Estremoz e André Carneiro, Docente de História da Universidade e Évora.


O Município de Estremoz é, desde junho de 2021, a instituição com competências diretamente ligadas às ruínas de Santa Vitória do Ameixial, tendo assim o dever de preservar e valorizar as memórias materiais, físicas e imateriais relacionadas com o sítio arqueológico e com os trabalhos aí realizados, tendo como principal foco potenciar o valor patrimonial da villa de Santa Vitória do Ameixial que tem todas as condições para “voltar” a ser um sítio de referência a nível regional e nacional.


Esta iniciativa trata-se de uma organização conjunta do Departamento de História da Universidade de Évora e da Câmara Municipal de Estremoz.

Fotos/ Emílio Moitas
















 

domingo, 5 de setembro de 2021

Alentejo - Estátua-menir encontrada perto de Arronches

Nos últimos dias a página web do município de Arronches, deu a conhecer que “foi descoberta pelos proprietários do Monte do Rebôlo, uma propriedade agrícola localizada a escassos kms do núcleo urbano da vila, uma estátua-menir antropomórfica, que, após uma primeira observação efetuada por um arqueólogo, se julga ser do início da idade dos metais.


Ainda segundo a mesma fonte, foi manifestada a intensão de doar o referido artefacto arqueológico à autarquia para que possa estar disponível para ser apreciado por toda a população, existindo da parte da Câmara Municipal o interesse em colocar a estela em exposição num dos núcleos museológicos do concelho.”


Para já, segundo a autarquia foram encetados “contactos com uma instituição de ensino superior, tendo em vista o estudo do objeto agora encontrado”, frisou a autarquia.


Recorde-se que no concelho de Arronches têm sido descobertos, ao longo dos anos, diversos artefactos com milhares de anos de existência, hoje pouco conhecidas da maioria dos habitantes e dispersos por algumas instituições, na posse de particulares ou depositados em espaços municipais.


Em 1997 foi encontrado outro notável achado arqueológico pelo proprietário do Monte do Coelho, no decorrer de obras num antigo forno de cozer pão,  uma lápide votiva do séc. I a.C. que se juntou ao património histórico do concelho de Arronches, com destaque para diversos abrigos com pinturas rupestres, ruínas de antigas igrejas rurais, antas ou a necrópole do Zambujal entre outros.


De referir que em 1917, foi encontrada no concelho de Arronches, pelo francês Henri Breuil,  uma estela antropomórfica, Calcolítico Final - Bronze Inicial, proveniente de Vale do Junco, na freguesia de Esperança, hoje depositada no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa.


Uma réplica desta estela e designada como “Estela de Vale de Junco”, integra o acervo do Centro de Interpretação da Identidade Local, freguesia da Esperança, concelho de Arronches, local onde pode ser vista.

Com/ Emílio Moitas




 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Mosteiros - Memórias da "Villa romana do monte da Capela”


A villa romana do monte da Capela foi encontrada no decorrer de trabalhos agrícolas no início do século passado e mais tarde identificada na sequência de trabalhos de prospeção, nos finais da década de 90.


Entre as primeiras peças aqui encontradas ocasionalmente durante trabalhos agrícolas, estão uma estátua com um torço masculino, que se encontra em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia, assim como fragmentos de mosaico na época supostamente depositados na Universidade de Évora.  


No local foram efetuadas escavações arqueológicas dirigidas pela arqueóloga Isabel Pinto, sendo que, foram estas as únicas escavações ocorridas no território do concelho, dedicadas exclusivamente ao período romano.


O resultado das duas campanhas saldou-se pela identificação de uma estrutura de banhos privados da villa, composto por um compartimento, do frigidarium ou tepidarium, e um outro compartimento que corresponderia ao caldarium. A estrutura apresentaria uma planta em abside.


Além da estrutura de banhos foi recolhida abundante cerâmica comum, fragmentos de dollia, materiais de construção de diferentes tipos e dimensões, material osteológico, um prego e fragmentos de estuque com pinturas de cor vermelha e verde.


À entrada do monte da Capela encontram-se dispostas algumas colunas e bases de colunas, recolhidas pelo proprietário aquando dos trabalhos de lavoura, bem como terá sido encontrado, na mesma área, um fragmento de um mosaico policromo.


Mosteiros


Mosteiros é uma freguesia portuguesa pertencente ao município de Arronches, na região do Alentejo, com 52,99 km² de área e 456 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 8,6 hab/km².

 

A freguesia localiza-se no extremo norte do concelho de Arronches, na margem esquerda da ribeira de Arronches, afluente do rio Caia, limitando com o concelho de Portalegre. Dista da sede do concelho cerca de 9 quilómetros.

 

Foi antiga freguesia de Nossa Senhora da Graça de Mosteiros e curato anual de apresentação da mitra, no termo de Arronches, e esteve anexada às freguesias de Esperança e Degolados até 1 de setembro de 1887.

 

Do seu património histórico edificado, há a assinalar os Moinhos da Ribeira de Arronches, Igreja Matriz de N. Sra. da Graça, Igreja da S. Bento, a ermida do Monte da Venda (em ruínas), villa romana do Monte da Capela e as antas das Sarnadas, de Fartos e da Nave Fria.


Do seu património natural há a destacar galerias ripícolas de vegetação ribeirinha, com destaque para amieiros (Alnus glutinosa) na ribeira de Arronches, quedas de água do Pego do Inferno, localizadas junto a Mosteiros já na freguesia de Alegrete, Pedra da Bandeira ou os vastos Montados de Azinho.


Fotos/ Emílio Moitas

IN: Contributo para a Carta Arqueológica do Concelho de Arronches (António Miguel Fernandes Lopes)

Bibliografia: Carneiro, 2011; Lopes, 2009; Pinto, 1998, 2001.



 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Arronches / Pedras com história


As descobertas arqueológicas são sempre surpreendentes, agora, imagine-se num fim da tarde um passeio pelo campo na zona do Porto Manes em Arronches, encontrar à superfície um fragmento de uma coluna em granito que possivelmente pertenceu a um templo romano ou propriedade de uma família romana abastada.


A antiga via romana de "Olissipo a Augusta Emerita", com o percurso do “Alicerce” a localizar-se a sul de Arronches cruzando o rio Caia no porto das Carninhas, deixou inúmeros testemunhos arqueológicos encontrados um pouco por todo concelho de Arronches, hoje preservados em alguns museus como o Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa ou Museu de Arqueologia e Etnografia António Tomás Pires em Elvas.


Saiba mais sobre outras descobertas arqueológicas em Arronches:

https://odigital.sapo.pt/classificacao-de-laje-votiva.../

 Fotos/ E. Moitas / maio 2021



 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Alentejo – Laje votiva em língua lusitana de Arronches já é «Tesouro Nacional»


Se há motivos que nos fazem acreditar que valeu a pena uma vida dedicada a Arronches e a assuntos considerados por alguns de  menores, e nos apraz registar, foi ver reconhecida em Conselho de Ministros a “laje votiva em língua latina, um dos mais notáveis achados arqueológicos descobertos em Portugal 1997, na freguesia de Assunção no concelho de Arronches, mais propriamente no monte do Coelho, que foi agora classificada de bem de interesse nacional, sendo-lhe agora atribuída a designação de “Tesouro nacional”.

(Conselho de Ministros de 22 de abril de 2021)


Como ator secundário neste processo, quero aqui deixar um agradecimento especial, em primeiro lugar ao Sr. Hélder Marques, na altura proprietário do Monte do Coelho, pela sua sensibilidade, que uma tarde se dirigiu ao Posto de Turismo, para me informar, dado o meu interesse por estas coisas, como referiu, sobre o achado de uma estranha pedra escrita encontrada no decorrer de obras no velho forno do monte.


Ao Dr. Jorge Oliveira, da Universidade de Évora, a quem mandei a foto da laje, pela sua disponibilidade e interesse sempre manifestados, e visto no dia seguinte se ter deslocado propositadamente ao monte do Coelho, e ter constatado a importância do achado.


À Sr.ª professora Emília Costa, na altura vereadora da cultura no município de Arronches, pelo seu interesse e acolhimento da laje no Centro Cultural e ao processo que se seguiu e que a levou a ser exposta no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa.


Em suma um processo que decorreu até hoje e que permitiu salvar uma peça importante do Património Histórico/Cultural/Nacional, e da qual se guarda uma réplica atualmente exposta na entrada do Centro Cultural de Arronches.


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Comunicado do Conselho de Ministros de 22 de abril de 2021

Uma visão estratégica para a cultura constitui um elemento essencial para a democracia e para o futuro do país. É neste contexto que surge como imperativa a concretização de uma verdadeira política pública de cultura, que se apresente como estruturada e duradoura.


Nesse sentido, o Conselho de Ministros reuniu hoje na biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e aprovou um conjunto de diplomas que reforçam a prioridade dada pelo Governo ao setor cultural e artístico, valorizando os profissionais que compõem o setor e património artístico e cultural português.


o decreto que classifica diversos bens móveis como bens/conjunto de interesse nacional, sendo-lhes atribuída a designação de «tesouro nacional»:


É o caso da laje votiva em língua lusitana proveniente do Monte do Coelho, em Arronches, identificada em 1997.


Saiba mais em: https://www.portugal.gov.pt/.../comunicado-de-conselho-de...

Fotos/ Emílio Moitas / Arquivo









 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Alentejo - Investigadores da Faculdade de Letras de Lisboa visitaram trabalhos na cidade da Ammaia


Um grupo de docentes e investigadores do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CEC), deslocou-se ao concelho de Marvão, local onde visitou durante a passada semana os trabalhos em curso no anfiteatro da cidade romana de Ammaia, bem como as restantes áreas postas a descoberto e o Museu da Fundação.


Ao grupo constituído pelos Professores Paulo Farmhouse Alberto, Rodrigo Furtado, Ana Lóio e os investigadores Nereide Villagra e Paolo Gafofolo, juntou-se também o Professor Michael L. Allen da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos da América.

Fotos/ E. Moitas / Ammaia