Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Portalegre - Conferência "Fernão de Magalhães - Grande Navegador e Aventureiro"




É já no próximo dia 10 de maio, (sexta-feira) pelas 18h00, que o Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino vai acolher a Conferência "Fernão de Magalhães: Grande Navegador e Aventureiro".


O encontro terá início pelas 17h30, com um pequeno momento de convívio, seguindo-se, pelas 18h00, a conferência no Auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino.


Esta conferência permite-nos viajar até ao século XVI, época em que a Europa renascia das cinzas da Guerra dos 100 anos e os jovens monarcas ambiciosos protegiam cientistas, médicos, poetas, navegadores, astrónomos, cartógrafos, impressores, botânicos e historiadores.


Entre estes aventureiros, espiões e diplomatas pagos pelo Tesouro Real, que ganhavam espaço numa nova geração que viria a representar a primeira globalização, destaca-se o corajoso e confiante Português Fernão de Magalhães.


Margarida Lévy, nascida na Guarda em 1946, conferencista desde a sua aposentação, em 2009, como Inspetora Superior Principal, sobre temas ligados à Literatura e Arte Portuguesas, à História dos Judeus Portugueses e a figuras históricas, abordará a coragem e a fidelidade deste jovem fidalgo da corte e a mais desafiante viagem a que este se propôs – atingir as ilhas das especiarias do sudeste asiático e navegar para Oeste.

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Alentejo – Fomos á descoberta das Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial


Numa iniciativa organizada pelo município de Estremoz, intitulada de “Open Day” á qual se juntaram vários participantes, no passado dia 24 de julho, com o intuito de melhor conhecer a Campanha de Escavações Arqueológicas nas Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial, que estão a decorrer até ao próximo dia 28 de julho.


Esta iniciativa enquadra-se no Projeto de Investigação Plurianual de Arqueologia (PIPA), SVA_ETZ Programa de Valorização e Investigação Arqueológica apresentado à DGPC e encontra-se dividida em dois turnos de duas semanas cada, contando com voluntários locais, alunos universitários do país e estrangeiro e profissionais da área, acompanhados por Rita Laranjo, arqueóloga da Câmara Municipal de Estremoz e André Carneiro, Docente de História da Universidade e Évora.


O Município de Estremoz é, desde junho de 2021, a instituição com competências diretamente ligadas às ruínas de Santa Vitória do Ameixial, tendo assim o dever de preservar e valorizar as memórias materiais, físicas e imateriais relacionadas com o sítio arqueológico e com os trabalhos aí realizados, tendo como principal foco potenciar o valor patrimonial da villa de Santa Vitória do Ameixial que tem todas as condições para “voltar” a ser um sítio de referência a nível regional e nacional.


Esta iniciativa trata-se de uma organização conjunta do Departamento de História da Universidade de Évora e da Câmara Municipal de Estremoz.

Fotos/ Emílio Moitas
















 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Arronches – Pedras com história




Memórias do antigo Cruzeiro da ponte do Crato”


Hoje recordamos aqui o aparecimento da base de um velho cruzeiro em granito, possivelmente um dos mais antigos deste concelho, que foi encontrado há mais de 20 anos, dentro do rio Caia, junto à antiga ponte do Crato em Arronches.

A peça apareceu no decorrer de trabalhos de extração de areia e cascalho, por parte da Câmara Municipal de Arronches, junto á ponte.


Recolhida do local a peça foi exposta durante alguns anos junto ao edifício dos Paços do Concelho, por motivos que se desconhecem, mas que apontam para falta de sensibilidade pelo património histórico e sua importância para memória futura ou valorização turística, a base do cruzeiro foi removida do local e abandonada num deposito de monos onde permanece esquecida á sombra de uma oliveira.   

 

Origem dos Cruzeiros:

 

O aparecimento do Cruzeiro remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Procurou-se cristianizar todos os sítios e monumentos pagãos. A cruz era o símbolo usado para levar a cabo o processo de cristianização.

 

Com o imperador Constantino a cruz tornou-se no elemento simbólico dos cristãos. A cruz “é sempre o símbolo do triunfo eterno sobre a morte”, locais protegidos eram aqueles onde ela figurasse.


Um Cruzeiro é uma "grande cruz de pedra, erguida ao ar livre, na entrada de povoações, adro de igrejas, ou em encruzilhadas, praças, cemitérios".


Os cruzeiros podiam ainda ser encontrados como acontece no concelho de Arronches, nas bermas dos caminhos, nas praças, no alto dos montes, perto das povoações ou isoladas. São mais ou menos monumentais, com primores de pendor artístico uns, com inscrições ou lisos.

 

Os Cruzeiros representam o espírito popular da devoção religiosa. Contudo, nem sempre esta causa foi determinante para a sua construção, pois muitos serviram para marcar acontecimentos de pendores variados e para proteger contra influências maléficas e feitiçarias os caminhos, as encruzilhadas e os largos das aldeias, como acontece com o cruzeiro da herdade de Roque Vaz, em Arronches.

 

O Cruzeiro é uma forma de oração, um convite à reflexão, como um catecismo de pedra que nos introduz nos permanentes mistérios que movem filósofos, artistas e poetas: o enigma da origem da vida, a morte e o mundo.

Fotos/ Emílio Moitas

Bibliografia:

 VIEIRA, Leonel - In Seminário: «Cruzeiros de Lousada», Universidade Portucalense, 2004

CHAVES, Luís – Cruzeiros de Portugal. Lisboa: Ed. Revista «Brotéria», Vol. XIV, 1932




 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Arronches – Olarias e Telheiros / Memórias com história


A ausência de oleiros, a desatualização dos equipamentos e a crise da década de 1950, levaram as olarias e telheiros, em Arronches, a apagar os fornos.


Ainda presentes na memória de muitos arronchenses, estão as antigas olarias e telheiros dispersos pela vila ou na sua periferia como na zona do atual bairro do Telheiro.


Nas olarias de Arronches os mestres oleiros produziam artefactos vasilhas para vários usos, como alguidares, potes, cântaros, potes, panelas ou louça de decoração que ainda hoje se pode apreciar em cantareiras de algumas cozinhas antigas preservadas pelos seus proprietários.


 Nos telheiros outrora localizados principalmente no Rossio de Arronches, moldava-se e coziam-se telhas e ladrilhos utilizados na construção das habitações locais.


Embora em 1933, três anos antes de eclodir a guerra civil espanhola, (17/07/1936 – 1/04/1939), em Arronches a atividade ceramista e telheira ainda era marcante e vigorosa e muito importante para a economia local.


Contudo, foi entre o final da década de 40 e início da década de 50 que "tudo mudou", a ausência de novos oleiros, a desatualização dos equipamentos e a crise motivada pelo plástico ou o pirex espanhol, levaram as olarias de Arronches uma após outra a apagar os fornos.


Da memória das olarias e telheiros arronchenses cujos fornos se apagaram, fica a partilha da imagem destes pratos vidrados produzidos em Arronches.

Fotos/ Arquivo / Artefactos cerâmicos de Arronches / E. Moitas




 

domingo, 22 de agosto de 2021

Arronches - Pedras com História “Memórias do antigo Pelourinho”


Dois pequenos troços da coluna é hoje o que nos resta do antigo pelourinho de Arronches, um símbolo municipal do passado que remonta à Idade Média, que acabou desmantelado e depositado num quintalão no largo do castelo, por aqui permaneceram amontoadas as suas pedras em mármore por tempo indeterminado.


Pouco antes da Revolução de Abril de 1974, a pretexto de limpeza as pedras e outros materiais ali depositados e considerados sucata, foram vendidos por um particular a um sucateiro da zona de Estremoz, que além da compra de ferro velho se dedicava também a adquirir cantaria e outras velharias um pouco por toda a região.


Por estarem ocultas ou perdidas entre outros materiais ficaram esquecidos em Arronches dois pequenos troços da coluna, que mais tarde no decorrer de obras no mesmo local, foram removidas e consideradas entulho.


Felizmente foram resgatadas “in extremis” do entulho, aguardando atualmente por um local digno que perpetue e represente a memória e a identidade deste símbolo arronchense.


Hoje possivelmente voltar a localizar o seu paradeiro ou resgatar as restantes peças em mármore do antigo pelourinho de Arronches, devera ser missão muito difícil, fica, no entanto, para memória futura este pequeno fragmento do antigo pelourinho.


De referir que “As forcas e os pelourinhos” por norma localizavam-se nas principais praças das vilas, em Arronches possivelmente frente à Câmara Municipal ou no antigo Largo do Castelo.


Quanto á forca de Arronches é conhecida a sua localização e vestígios no terreno, situava-se fora das muralhas, no ponto mais alto nas proximidades da igreja de Santo António, como se pode constatar no desenho de Duarte de Armas, inserido no Livro das Fortalezas, um manuscrito quinhentista, executado em 1509-1510 por iniciativa de D. Manuel I de Portugal.


A obra contém desenhos de 56 castelos fronteiriços do reino de Portugal, no qual se inclui Arronches visitados pelo autor para o propósito.


Quais são os motivos de destruição do pelourinho?


Os mesmos são desconhecidos, mas não andaremos muito longe da verdade se conjugarmos a sua destruição com obras municipais ou com a causa liberal.


No caso de Arronches segundo residentes mais idosos, consta que se deveu a obras municipais em miados do século XIX, mas importa não esquecer que, embora símbolo de liberdade municipal, o pelourinho era também visto como objeto de desonra e tortura (para os liberalistas) uma vez que as suas funções passavam pela execução de penas,  açoites, mutilação ou amputação, sendo ainda visível no troço da coluna existente em Arronches aquilo que se crê serem vestígios de “ferros de sujeição”, através dos quais eram agarrados artefactos para prender aqueles que iriam ser castigados.


Fotos/ Emílio Moitas

Gravuras:

- Duarte de Armas / Livros das Fortalezas

- Arronches / Planta do Século XVIII (A.H.M.)

- Pelourinho de Alvalade








 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Turismo do Alentejo e Ribatejo - “Há um lugar” quer atrair turistas nacionais


A segunda vaga da campanha promocional multimeios dos destinos Alentejo e Ribatejo com o claim “Há um Lugar”, dirigida ao mercado interno, acaba de ser lançada ni início de junho, pela Entidade Regional de Turismo

 

Desenvolvida pela agência Cápsula, a campanha, que já está presente nos meios digitais – nomeadamente em sites e nas redes sociais – arranca esta quarta-feira com mupis digitais e tradicionais nas estações de metro de Lisboa.


A partir da próxima semana, o spot “Há um Lugar” vai passar em prime time nos canais generalistas RTP, SIC e TVI, assim como na RTP3, SIC Notícias e TVI 24, num total de 224 exibições.

 

Com um conceito criativo que apela à visitação dos territórios Alentejo e Ribatejo, onde há tempo, espaço e um mundo de experiências para vivenciar, este é um dos maiores investimentos feitos até agora pela Entidade Regional de Turismo numa campanha de marketing operacional, cujo valor, para esta vaga especifica, ultrapassa os 150 mil euros.

 

Promovida faseadamente, “Há um Lugar” vai estar visível até à primeira semana de julho, desafiando os portugueses a escolher as múltiplas ofertas das duas regiões para passarem férias ou para usufruírem de uma pausa de lazer.

Foto/ Emílio Moitas

(Arte Rupestre Vale do Junco / Esperança / Arronches 

 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Conferência - "Maçonaria - Sua História com Algumas Referências ao Concelho de Arronches"


A Biblioteca Municipal de Arronches vai acolher a Conferência "Maçonaria - Sua História com Algumas Referências ao Concelho de Arronches".

O Evento vai acontecer no dia 12 de maio (sábado), pelas 15H00, com a presença do Prof. Dr. António Ventura, e conta com a colaboração do município de Arronches. 
Foto: Emílio Moitas 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

História da Casa do Concelho de Arronches em Lisboa num trabalho de investigação de Fátima Velez de Castro

A Biblioteca Municipal de Arronches, acolheu na tarde deste domingo, dia 18 de junho, pelas 16h30, um ensaio histórico-geográfico sobre a Casa do Concelho de Arronches em Lisboa, num trabalho da Dr.ª Fátima Velez de Castro.

A apresentação do estudo que está integrado na programação das Festas de São João, 2017, esteve a cargo da autora, que foi acompanhada pela senhora Presidente de Câmara, Fermelinda Carvalho, Presidente da Casa do Concelho de Arronches em Lisboa, João feiteira e Fernando Marques, diretor do Jornal Notícias de Arronches.

No decorrer de cerca de 2 horas os assistentes a esta apresentação ficaram a saber mais sobre a história desta Casa Regional em Lisboa, assim como alguns episódios ou curiosidades alusivas à mesma.

A Casa do Concelho de Arronches foi Fundada por um grupo de arronchenses a residir na capital, com destaque para o Eng. Ataíde dos Reis Delicado, abrindo as suas portas a 3 de junho de 1953 na rua dos Anjos, no prédio da Junta de Freguesia dos Anjos.
Este ensaio histórico-geográfico sobre a Casa do Concelho de Arronches em Lisboa, vai estar acessível a todos os arronchenses, com a inclusão de uma separata na próxima edição do Jornal Notícias de Arronches, a ser distribuída nos próximos dias.
Fotos: Emílio Moitas








sábado, 21 de março de 2015

Badajoz – Homenageou Humberto Delgado assinalando os 50 anos do seu assassinato pela Pide

A cidade de Badajoz assinalou os 50 anos do assassinato do General Humberto Delgado, em terras Extremeñas de Villanueva del Fresno, com um Congresso que abordou a morte do General e da sua secretária brasileira pela polícia política de Salazar, num evento que decorreu, no Salão de Plenos da Diputación, um Congresso que aborda a morte do General e da sua secretária brasileira pela polícia política de Salazar.

O programa de actividades teve início na passada quinta-feira dia 19 de março, às 19h30, com a projecção do documental “Operação Outono” (ano 2012), prosseguindo durante a sexta-feira dia 20 de março, com conferências de prestigiados historiadores espanhóis e portugueses, que se dedicaram a este caso, com destaque para Hipólito de La Torre, Josep Cervelló, Juan Carlos Jiménez Redondo, António Costa Pinto, Luís Nuno Rodrígues, Moisés Caytano e Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado.

No decorrer do congresso, o realizador de cinema italiano, Umberto Berlenghini, estreou aqui o documentário “La Conexión italiana en el asesinato de Delgado”, um documento com imagens recolhidas pela RAI (Radiotelevisione Italiana), na zona do crime e com excertos de entrevistas a diversas testemunhas e intervenientes no caso Delgado.

O congresso termina este sábado dia 21 de março com os participantes a realizar uma visita guiada, aos locais conhecidos dos últimos passos com vida de Humberto Delgado pela cidade de Badajoz, Olivença e Villanueva del Fresno.

No decorrer do mesmo foram muitos os cidadãos anónimos ou com cargos de destaque que assistiram ao evento, como foi o caso do ex-presidente de la Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra.

Este congresso teve a participação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Faculdade de Geografia e Historia de la UNED e o seu centro associado em Mérida-Badajoz, contado ainda com patrocínio da área de cultura e deporte da Diputación Pacense, entre outras entidades.