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domingo, 10 de novembro de 2019

Alentejo - Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas

Mais de 300 pessoas manifestaram-se este sábado, dia 09 de novembro, em frente ao quartel dos Bombeiros de Borba em solidariedade para com os dois operacionais feridos há uma semana, numa iniciativa em que participou o deputado do partido Chega, André Ventura.

Aos poucos, as pessoas foram-se juntando nas imediações do quartel para a manifestação que estava marcada para as 15:00 e cujos promotores são desconhecidos, tendo o evento sido divulgado através do grupo "Amigos de Borba" da rede social Facebook.

O deputado único do Chega, que tinha uma reunião com a direção dos bombeiros de Borba às 14:30, mas que chegou pouco depois das 15:30, já a manifestação tinha começado e à qual se juntou uns minutos, afirmou aos jornalistas ter-se deslocado à cidade para mostrar que está "ao lado" destes operacionais.

"O politicamente correto tem morto este país há muito tempo e hoje é o momento de dizermos" que estas "agressões não se podem voltar a repetir, sejam da comunidade cigana, sejam de qualquer outra", argumentou.




terça-feira, 5 de novembro de 2019

Alentejo - Ataque aos bombeiros Borba dá origem manifestação e motiva onda de solidariedade

O ataque por parte de um grupo de “cerca de 20 pessoas de etnia cigana” que invadiu o quartel dos bombeiros de Borba durante a madrugada do passado sábado, tendo agredido os membros da corporação que se encontravam ao serviço, está a gerar uma onda de solidariedade por parte de outras corporações de bombeiros e população que marcou uma manifestação de apoio aos bombeiros par o próximo sábado, dia 9 de novembro ás 15h00, frente ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Borba.

Neste ataque dois elementos do corpo de Bombeiros Voluntários de Borba ficaram feridos, um ao ser agredido a murro, outro por ser atingido por estilhaços de vidro da porta principal do edifício. Ambos receberam assistência no Centro de Saúde de Estremoz. Três pessoas foram identificadas pelas autoridades, mas não houve detenções.

De referir que o ataque aos quartéis e bombeiros com tentativas de agressão e ameaças de morte no decorrer do desempenho das suas funções, tem vindo a tornar-se frequentes nos últimos tempos, com casos que chegaram à opinião pública em Elvas e Campo Maior.

Uma situação preocupante e que está a ser repudiada por parte de outras corporações de bombeiros, como por exemplo, Salvaterra de Magos ou a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora.

“O presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros de Salvaterra de Magos vem em nome dos sócios desta instituição expressar publicamente a devida solidariedade aos homens e mulheres dos Bombeiros de Borba nesta hora difícil.
Salvaterra de Magos, 4 de novembro de 2019
O presidente da MAG da AHBVSM,
Alberto dos Santos João”

“A Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora solidariza-se com a sua associada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Borba, que viu nesta madrugada, as suas instalações danificadas e os seus bombeiros atacados e agredidos por cidadãos de etnia cigana”.

Exara ainda o seu veemente protesto, pois esta criminalidade não pode ficar impune.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Activistas Ibéricos exigem o encerramento da Central Nuclear de Almaraz

No próximo sábado dia 11 de Junho, cidadãos espanhóis e portugueses, assim como diversas organizações, vão-se juntar-se para exigir o encerramento da Central Nuclear de Almaraz.

A iniciativa vai ocorrer em Cáceres, na Extremadura Espanhola, e pretende mostrar aos Governos de ambos os lados da fronteira que as populações de Espanha e Portugal estão unidas na defesa do Ambiente e de um futuro mais seguro e sustentável, sem Centrais Nucleares como a de Almaraz, que representam um risco enorme para todos, junta organizações ambientalistas do movimento espanhol e português, como a Adenex e Quercus.

De referir que a Central Nuclear de Almaraz dista de Arronches 241,2 km, através de A-5.
Fotos: E. Moitas 

Activistas de España y Portugal piden el cierre de Almaraz

El Movimiento Ibérico Antinuclear convocan para el próximo sábado dia 11, en Cáceres una protesta para exigir el cierre de la Central Nuclear de Almaraz en 2020, en la que participarán activistas de España y Portugal y representantes del Bloco de Esquerdas, presente en el gobierno luso, así como eurodiputados de Podemos e Izquierda Unida.

Según indicó en rueda de prensa Paca Blanco, una de las responsables del Movimiento Ibérico Antinuclear, la central "ya ha superado su vida útil con más de 30 años y tras una primera ampliación "hay que impedir una segunda".

Así bajo el lema Por um Tejo vivo, Por un Tajo vivo se concentrarán en la capital cacereña en una jornada que acabará con una manifestación a las 19 horas por las calles de la ciudad. En total se darán cita 43 organizaciones del movimiento español y luso.
Fotos: E. Moitas 




sexta-feira, 14 de março de 2014

Trabalhadores da função pública de todo o país protestaram em frente à Assembleia da República

Centenas de pessoas provenientes de todo o país iniciaram esta sexta feira dia 14 de março, pelas 15h30 horas, no Príncipe Real, em Lisboa, um desfile em protesto promovido pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, contra a austeridade e para exigir a demissão do Governo.

À medida que os manifestantes se iam concentrando junto à escadaria do edifício, algumas dezenas de manifestantes que participavam no protesto promovido pela Frente Comum tentaram subir a escadaria da Assembleia da República, mas foram travados por dezenas de elementos das forças policiais. Os manifestantes gritaram como palavra de ordem "O povo unido jamais será vencido" ou  "Vocês deviam era proteger o povo e não esses ladrões!".

Dezenas de elementos da polícia de intervenção foram mobilizados para o cimo da escadaria e, após a tentativa de subida da escadaria, os ânimos acalmaram.

Os manifestantes exigem ao Executivo a reposição dos cortes nos salários e nas pensões, bem como a reposição das 35 horas de trabalho semanal e a reivindicação da aplicação dos Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública (ACEEP), assinados entre os sindicatos e as autarquias e que aguardam a promulgação do Ministério das Finanças para que possam ser aplicados, permitindo a manutenção das 35 horas, contra as 40 horas semanais em vigor na Administração Pública.

Arménio Carlos, Jerónimo de Sousa, Mário Nogueira e Ana Avoila participaram na manifestação que terminou cerca das 18h00 frente à Assembleia da República.











segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Estremoz - Câmara Municipal não apoia Manifestação



Em comunicado, a Câmara Municipal de Estremoz informa que não irá apoiar a Manifestação do próximo dia 4 de Setembro contra o possível encerramento do Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Estremoz, pois "todas as informações que foram veiculadas à autarquia pelos responsáveis regionais e governamentais vão no sentido da manutenção desta valência em Estremoz".

No mesmo comunicado, o Município considera "extemporânea" a iniciativa, dizendo também que "a mesma está a ser utilizada para confundir a população e dela retirar dividendos político-partidários".

Ainda no comunicado é avançada a informação de que em Setembro decorrerá uma reunião entre o presidente da autarquia, Luís Mourinha, e o Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Arronches – Comemorou Abril falando de Maio

Conversas de Maio “Os primeiros 1º de Maio”, serviram de mote para juntar no Centro de Educação Ambiental de Arronches um grupo de arronchenses, que associando-se ás comemorações do 25 de Abril, falaram de Maio lembrando a organização dos primeiros 1º de Maio, já comemorados em liberdade após a revolução do 25 de Abril de 1974, facto histórico que em Arronches juntou por uma única vez os partidos Comunista e Socialista na comemoração conjunta do 1º de Maio.

O evento decorreu pelas 16h00 da passada segunda feira dia 25 de Abril, intervindo no mesmo Daniel Balbino, da organização do 1º de Maio de 1974 e Diogo Júlio Serra, coordenador da USNA e dirigente da CGTP-IN.

Estas comemorações aconteceram 6 dias após a manhã da liberdade, com os arronchenses a comemorarem o 1.ºde Maio com uma das maiores manifestações realizadas na vila, organizada pela juventude da terra. Era a alegria incontida de um povo que enterrava 48 anos de terror, de miséria, de obscurantismo. Era a consagração popular do 25 de Abril.

Segundo os organizadores desta palestra, houve um reforço da luta do movimento operário português, no final do século XIX. Entre 1852 e 1910, ter-se-ão realizado cerca de 550 greves em Portugal. A subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições eram as principais exigências dos operários.

Durante a Iª República, festejou-se o Dia do Trabalhador. Mas, com a instituição da Ditadura, um dos primeiros diplomas aprovados dizia respeito ao estabelecimento dos feriados nacionais e destes não constava o Dia do Trabalhador. Em 1933 foi decretada a "unicidade sindical" e o "controle governamental dos sindicatos". Durante o Estado Novo, as manifestações no Dia do Trabalho - e não do Trabalhador - eram organizadas e controladas pelo Estado.
Embora em Arronches alguns habitantes sempre tenham contornado a proibição e festejado a data, num caso lançando foguetes, invocando quando questionado pelas autoridades que estava a festejar o seu aniversário e os do Sr. Padre, por sinal também presidente da Câmara.
Noutro caso um senhor já idoso no dia 1º de Maio vestia sempre um fato de macaco de operário e passeava pela vila, explicava a alguns jovens o significado de comemorar o 1º de Maio, um perigo para a época caso fosse detectado pelos inúmeros informadores da ditadura.
Com o derrubar da ditadura, o primeiro 1 de Maio em Portugal passou a ser comemorado em liberdade.

Ficam algumas imagens duma grande lição de história, com pequenas grandes histórias das gentes de Arronches pela conquista da liberdade.