O Município de Arronches, com a colaboração de associações e clubes locais, comemora os 49 anos do 25 de Abril com um programa de atividades de 22 a 25 de abril, no concelho.
Para mais informação ver programa em anexo.
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O Município de Arronches, com a colaboração de associações e clubes locais, comemora os 49 anos do 25 de Abril com um programa de atividades de 22 a 25 de abril, no concelho.
Para mais informação ver programa em anexo.
Numa organização do Município de Monforte realiza-se no próximo dia 25 de abril, a tradicional romaria à Senhora dos Prazeres.
Em dia de feriado municipal em Monforte,
e depois da interrupção motivada nos festejos pela pandemia Covid-19, as gentes
de Monforte voltam a cumprir a tradição com os romeiros a festejarem Nossa
Senhora dos Prazeres, num evento que leva à igreja dos Prazeres, situada a
cerca de 8 km da sede do concelho, centenas de romeiros.
Perde-se no tempo a origem desta
romaria à Senhora dos Prazeres, venerada pelas gentes da região, com o primeiro
testemunho documental referente à sua existência da romaria data do ano de 1758,
realizando-se anualmente, na segunda-feira de Pascoela.
Fotos/Arquivo/E. Moitas
O capitão de Abril Otelo Saraiva de Carvalho morreu este domingo aos 84 anos, no Hospital Militar. O coronel de artilharia elaborou o plano de operações militares do 25 de Abril de 1974.
A notícia foi confirmada pelo presidente da Associação 25 de
Abril, Vasco Lourenço, que explicou que Otelo Saraiva de Carvalho se encontrava
doente no Hospital Militar.
Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho nasceu em Lourenço
Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique, em 31 de agosto de 1936.
Otelo Saraiva de Carvalho foi mobilizado para Angola, em
1961, como capitão de artilharia, ali permanecendo em comissão de serviço até
1963.
Reconhecido como um militar particularmente vocacionado para a tática de artilharia, foi o responsável pela elaboração do plano global do golpe militar que pôs fim termo à ditadura do Estado Novo.
Desempenhou o papel
de estratega do setor operacional da comissão coordenadora do MFA, condição em
que dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando
clandestino instalado no quartel da Pontinha.
À medida que as divisões internas do MFA se foram
acentuando, Otelo tornou-se um dos militares mais radicais do movimento.
Na sequência dos acontecimentos de 25 de novembro de 1975,
Otelo foi afastado de todos os cargos, nomeadamente o papel do comando efetivo
do COPCON, acusado de ter determinado uma série de ordens de prisão
arbitrárias, e de maus tratos a centenas de cidadãos moderados, envolvidos no
processo político. Manteve-se, porém, como membro do Conselho da Revolução,
lugar que ocupava desde março de 1975, e onde permaneceu até dezembro do mesmo
ano.
Em 1976, foi candidato às primeiras eleições presidenciais
pós-25 de Abril, eleições ganhas por Ramalho Eanes. Otelo foi o segundo mais
votado, com 16% dos votos.
Em 2011 admitiu que se soubesse como o país ia ficar não
teria realizado o 25 de Abril. Otelo lamentava as "enormes diferenças de
caráter salarial existentes na sociedade portuguesa".
O coronel de artilharia que elaborou o plano de operações
militares do 25 de Abril de 1974, visitou o concelho de Arronches vindo
propositadamente para conhecer as Pinturas Rupestres de Esperança e as quedas
de água existentes na ribeira de Arronches, na freguesia de Alegrete, nas
proximidades de Mosteiros.
Fotos/ Emílio Moitas