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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Arronches – Equipa de Intervenção Permanente dos Bombeiros Salva Cegonha


A Associação Humanitária dos Bombeiros de Arronches, através da sua “E.I.P Equipa da Intervenção Permanente”, resgatou com sucesso esta manhã de quinta feira, dia 11 de julho, um juvenil de cegonha branca (Ciconia ciconia), que nos últimos dias era vista no centro urbano de Arronches a voar com uma corda amarrada a uma das patas.

O alerta para o resgate foi dado pelos funcionários das obras que decorrem na Santa Casa da Misericórdia, que repararam na cegonha presa na zona do ninho existente na torre da igreja da Misericórdia, e avisaram ambientalistas que alertaram o SEPNA da GNR.

O resgate da ave aconteceu cerca das 11h00, com a intervenção da “E.I.P. Equipa de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de Arronches”, que acederam à zona do ninho pelo interior da torre do campanário, num trabalho rápido e eficiente por parte dos bombeiros.

O animal foi recolhido no local por uma patrulha da GNR de Arronches, para posteriormente ser entregue ao SEPNA/GNR Elvas e encaminhado para um Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, de forma a avaliar possíveis lesões na pata provocadas pela corda de nylon e reabilitação da ave.

Por último fica um agradecimento especial aos funcionários que graças à sua sensibilidade alertaram para esta situação, à Santa Casa da Misericórdia de Arronches, que facilitou o acesso ao interior da torre e em particular aos bombeiros que no local fizeram o seu trabalho sem se preocupar se a cegonha já estava morta ou viva.

Assim como um apelo aos agricultores para que não deixem cordas e cordéis de nylon abandonados nos campos agrícolas de forma a evitar acidentes com animais.
Vídeo/Fotos/ Vídeo no Facebook/Emílio Moitas 









segunda-feira, 13 de maio de 2019

Elvas – Mais um fogo rural a consumir as encostas do Forte da Graça


Com o início do tempo quente que se tem feito sentir os incêndios rurais estão de volta ás encostas do Forte de Graça em Elvas, a zona que maior número fogos tem registado nos últimos anos no concelho de Elvas.

Esta segunda feira dia 13 de maio, o fogo deflagrou, junto à auto-estrada A6, e progrediu para a encosta do forte, com uma densa coluna de fumo visível de localidades como Arronches ou Alburquerque em Espanha, com o alerta a ser dado às 13h04, segundo o CDOS de Portalegre.

No combate ás chamas, estiveram cerca de 90 operacionais, dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Campo Maior, Alandroal, Alter do Chão, Sousel, Gavião, Nisa, Ponte de Sor e Vila Viçosa, apoiados por cerca de 30 veículos e dois meios aéreos.

Aos operacionais dos bombeiros juntaram-se elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR.

A meio da tarde o incêndio foi dado como controlado e entrou em fase de rescaldo, deste incêndio cuja origem para já é desconhecida, fica uma vasta área ardida e os custos inerentes à sua extinção que envolveu dezenas de viaturas dos bombeiros e dois meios aéreos. 
Fotos/ E. Moitas e Facebook

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Tribunal de Setúbal aplica a pena mais pesada por maus tratos a animais

Surpreende esta sentença do Tribunal de Setúbal, isto quando em qualquer zona rural do Alentejo e outras regiões de Portugal, ainda se podem observar cães amarados com escassos metros de corrente e quase sem uma casota para se protegerem nas noites frias de inverno ou uma sombra nos meses de verão, ou quantos animais passam uma vida encerrados, com falta de higiene e a passar fome em garagens ou casas de campo, nos arredores de qualquer povoação ou cidade, pessoas essas que quando questionadas por esta prática desumana, alegam alegremente que são animais de guarda ou de caça.

Fica a pergunta será eficaz a fiscalização do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), ou a falta de meios impede que sejam detetadas situações anómalas.

Crime:

Criador de Palmela foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por maltratar 24 cães. Juíza disse que homem foi indiferente à dor e sofrimento que provocou aos animais.

O Tribunal de Setúbal condenou nesta quarta-feira um criador de cães, de Palmela, a uma pena de prisão de quatro anos e seis meses, suspensa por igual período, pelos crimes de maus-tratos a animais de companhia. É a condenação mais pesada em Portugal desde que a lei entrou em vigor, em 2014.

Nesta mesma comarca já tinha também sido condenado, a pena de prisão com pena suspensa, um homem de Grândola (ver caixa), mas nesse primeiro caso estava em causa um único cão, sendo que neste processo mais recente são 24 cães.

O condenado desta quarta-feira, de 60 anos, agricultor e gerente de uma empresa agrícola, foi considerado culpado de 17 crimes de maus tratos a animais de companhia e de oito crimes de maus tratos agravados, estes últimos relativos aos animais que morreram, e incorria numa pena máxima de cinco anos de prisão.


sábado, 23 de dezembro de 2017

SEPNA Fiscalizou Espécies Protegidas


A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), entre os dias 15 e 20 de dezembro, em todo o território nacional, realizou ações de fiscalização no âmbito da proteção de espécies da vida selvagem com o intuito de prevenir, detetar e reprimir situações de tráfico, exploração, comercialização e detenção de exemplares deste tipo.

Durante a operação, militares dos comandos territoriais, em coordenação com a estrutura SEPNA, fiscalizaram 209 estabelecimentos comerciais, 29 feiras e duas exposições, tendo registado:

-  68 contraordenações
-  164 aves apreendidas

Esta operação decorreu no âmbito da Convenção Sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que regula o comércio internacional de espécimes das espécies da fauna e da flora selvagens (espécimes vivos de animais e plantas e suas partes e derivados) com base num sistema de licenças e certificados que provam a sua origem legal.

No que diz respeito ao distrito de Portalegre, a GNR registou:

- Apreensão de 53 aves
- Identificou um homem
- Elaborados três autos de contraordenação.

sábado, 15 de outubro de 2016

Degolados – Por suspeita de maus-tratos a animais homem é identificado


Um crime de alegados maus-tratos animais ocorrido na freguesia de Degolados, no concelho de Campo Maior, foi agora denunciado ao (SEPNA), da GNR.

Após a intervenção das autoridades e segundo a GNR, o cão apresenta sinais evidentes  de estar bastante debilitado, estando o caso agora a ser analisado, “Poderá eventualmente ser uma situação de maus-tratos, mas em termos formais não configurar, depende da situação em que o animal acabou por ficar doente”, referiu à Rádio campo Maior o tenente-coronel Belchior, da GNR de Portalegre.

O animal em causa é um cão de caça, de raça Galgo, que estará com sarna e poderá ser alvo de maus-tratos por parte dos donos.

De referi que é bastante frequente encontra-se cães de raça Galgo, a deambular nas bermas da estrada de Campo Maior para Arronches, principalmente entre Campo Maior e Degolados.

Depois de recolhido pelo SEPNA, da GNR, o animal foi entregue à custódia duma Associação de Acolhimento de Animais Abandonados.
Foto: Emílio Moitas /Blasgalgo/ilustrativa 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Barragem do Caia – Milhares de Peixes gatos e Barbos apareceram mortos


 Centenas de peixes têm aparecido mortos na barragem do Caia nos últimos dias, uma situação recorrente com o início do calor e que atingem algumas barragens e albufeiras.

O Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente, da GNR, realizou algumas diligências junto de entidades competentes e procedeu- à recolha de amostras dos peixes mortos”.

Embora no local o cheiro vindo da barragem ser desagradável e a mesma ser utilizada por alguns banhistas, como pudemos constatar, segundo as autoridades até ao momento “não existem indícios qualquer tipo de risco para as populações e actividades agrícolas abastecidas pela Barragem do Caia.

Os peixes mortos foram encontrados dispersos por toda a com especial incidência na zona do Parque de Campismo de Campo Maior e paredão da barragem.

A área afetada está a ser limpa pelas aves que sobrevoam a zona às centenas e pelos militares do serviço SEPNA, da GNR, e por funcionários da Câmara Municipal de Campo Maior. De entre as espécies mortas há a destacar maioritariamente peixe-gato e barbos.
Texto e fotos: E. Moitas  










sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Alentejo - GNR lança operação "Floresta Protegida"

O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Portalegre, através da estrutura (SEPNA), apoiada por todo o dispositivo territorial, vai executar em toda a sua zona de ação, nos períodos compreendidos entre 1 de Fevereiro a 14 de Maio e 1 de Novembro a 31 de Dezembro de 2016, a “Operação Floresta Protegida 2016”.

Trata-se de um conjunto de ações de sensibilização junto das populações e muito especialmente junto das comunidades escolares, com o intuito de alertar para a importância de todo um conjunto de procedimentos preventivos a adotar, nomeadamente sobre o uso do fogo, a limpeza e remoção de matos e a manutenção das faixas de gestão de combustível, com o intuito de reduzir o número de ocorrências e minimizar o risco de incêndio florestal.
Fotos: Emílio Moitas - (Rosas albardeiras - Zona de Tagarrais - Parque Natural Serra S. Mamede- Esperança – Arronches)


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Passareiros apanhados a caçar á noite espécies protegidas


Em comunicado a GNR informa que quatro indivíduos foram detidos na passada sexta-feira, dia 8 de janeiro, por caça ilegal de espécies protegidas na Mata da Gatuna, em Veiros, concelho de Estremoz.

Os militares do Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial de Estremoz, com o apoio do Posto Territorial da GNR de Estremoz, detiveram os suspeitos, com idades entre os 25 e os 65 anos, quando estes utilizavam, à noite, diversas armas de ar comprimido e lanternas na captura das aves.

Os indivíduos tinham na sua posse cinco armas de ar comprimido, oito caixas de munições, onze lanternas e 205 aves mortas. O material foi apreendido e as aves entregues a uma instituição de solidariedade.

Colabore com as autoridades: Denuncie qualquer acto que observe contrário à protecção e conservação do meio ambiente, em especial: Caça ilegal, Comércio ilegal de espécimes e fauna e flora protegidas.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Elvas - PJ prende suspeito de atear fogo na serra do Falcato que chegou a ameaçar um Lar de Idosos

Um homem, residente em Elvas, foi esta quinta-feira dia 23 de julho, detido pela Polícia Judiciária (PJ) por, alegadamente, ter sido o responsável pelo incêndio que deflagrou ontem, quarta-feira, ao início da noite na zona da Serra do Falcato, em Elvas, e mobilizou centenas de operacionais dos Bombeiros dos distritos de Portalegre e Évora e chegou a ameaçar um Lar de Idosos e algumas habitações.

Como vem sendo habitual nos últimos anos os incêndios em Elvas são uma constante em redor da cidade, e no que levamos de verão 2015, este foi o quinto incêndio registado, com o presidente da autarquia elvense em declarações hoje, a uma estação de televisão, a apontar o dedo à possível ação criminosa nestes fogos.

A notícia da detenção foi avançada pela Rádio Elvas, referindo que a mesma resultou de uma investigação levada a cabo pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR.

O indivíduo agora detido, recolheu ao estabelecimento prisional de Elvas, e vai, amanhã, sexta-feira ser presente a tribunal para interrogatório.
Fotos: E. Moitas 

terça-feira, 7 de julho de 2015

SEPNA de Elvas atua contra caça ilegal junto a autoestrada


Na sequência de investigações desenvolvidas no terreno, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republica de Elvas procedeu no passado dia 30 de junho de 2015, à constituição de arguido um indivíduo do sexo masculino que incorria em várias infrações, por suspeita de exercício da caça ilegal em zona de caça municipal sem consentimento, por meios não permitidos, em área de proteção (a menos de 100 metros de uma autoestrada) e pelo transporte de arma fora das condições de segurança.

Foi elaborado auto de notícia para o Tribunal Judicial de Elvas e procedeu-se à apreensão de uma arma de caça, diversos cartuchos e sistemas de iluminação e relógio usados na prática de este ilícito.
Fotos: (SEPNA)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Falcão naumanni recolhido pelo SEPNA em Santa Eulália


Militares do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR procederam hoje recolha de um Falcão naumanni, que foi encontrado debilitado por um habitante de Santa Eulália.

A ave, um juvenil desta espécie protegida que nidifica na região foi encontrada, ao início da manhã pousado na estrada de Elvas na zona do monte da Majorreira, nas proximidades de Santa Eulália, sendo recolhido por se encontrar bastante debilitado e sem conseguir voar.

Avisado o SEPNA em Elvas a ave foi encaminhada para recuperação aos cuidados do Parque Natural da Serra de S. Mamede.  

De referir este gesto praticado por um cidadão anónimo que com a sua atitude de cidadania contribuiu para salvar esta ave protegida, que embora nidifique na região tem uma população residente ainda muito reduzida. 
Fotos: David Silva 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mosteiros – Crime Ambiental com métodos ilegais na captura de aves

A Quercus (Arronches) foi alertada via e-mail para a existência de um crime ambiental, com uma rede de malha fina instalada desde há vários meses na área do largo principal da freguesia, com a finalidade de capturar aves por métodos ilegais.

Nas imagens e vídeo facultados, por um residente que não se identificou, podem observar-se diversas aves já em decomposição, com destaque para Pintassilgos (Carduelis Carduelis), (Melro-pretoTurdus merula), (Chapim-real Parus major) entre outras, dispersas por uma rede de grandes dimensões.

O mais chocante neste caso é constatar-se que as aves que nos últimos tempos caíram na rede foram ali abandonadas, acabando por morrer de sede e fome, num ato desumano.

Ao que conseguimos apurar confirmou-se a existência do ilícito, com a rede a ser  retirada já esta semana, após protestos de um residente na zona.
 
Esta prática ilegal, assim como a caça de aves nos dormitórios durante a noite, regista-se com alguma regularidade na época de cria, com destaque para áreas da ribeira de Arronches na freguesia de Mosteiros e nas Hortas em Esperança.

De referir que só no primeiro semestre de 2012, com os escassos meios que dispõe para efectuar vigilância o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA -GNR), registou um total de 1314 crimes ambientais em Portugal, mais 725 do que em igual período do ano passado.

Conheça aqui a Missão Geral do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA):




sexta-feira, 30 de julho de 2010

Elvas – Providências cautelares salvaram Colónia de Andorinhão-preto

Um mês depois da Quercus ter denunciado a iminente destruição de uma das maiores colónias de Andorinhão-preto do sul do país, em Elvas, e após três providências cautelares terem conseguido travar a obra, a maioria das aves já terminou por esta altura o seu ciclo de nidificação e prepara-se agora para abandonar o local em segurança.


Obra ilegal do Exército começou no final de Maio e no final de Junho ICNB concedeu licença para remover ninhos
Há cerca de dois meses e através de diversas denúncias, a Quercus tomou conhecimento que uma obra avançava na antiga Igreja de S. Paulo, em Elvas, numa muralha onde nidificam cerca de 300 casais de Andorinhão-preto (Apus apus). Mesmo após ter sido alertado para a presença da colónia de aves, o empreiteiro decidiu iniciar a demolição da parede, destruindo já na altura dezenas de ninhos, pelo que a Quercus se viu forçada a denunciar o ocorrido ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA).
Na sequência desta denúncia, veio a verificar-se que o dono da obra (Exército Português – Ministério da Defesa) levava efectivamente a cabo uma intervenção ilegal, na medida em que não possuía a necessária licença para a remoção/destruição dos ninhos, conforme a legislação determina. Só após este incidente, o Ministério da Defesa solicitou a referida licença de remoção de ninhos ao ICNB, argumentando com uma das poucas excepções que a legislação permite – “razões de segurança pública”. Posteriormente, e num processo atabalhoado e mais político do que técnico, o ICNB acabou por conceder a licença de remoção de ninhos, acordando com o Ministério da Defesa que as crias retiradas do local seriam transportadas para Centros de Recuperação.
Esta medida, apesar de poder fazer transparecer perante a opinião pública que os danos causados seriam minimizados, não passava contudo de um discurso teórico, dado que a ser implementada, seria incorrecta do ponto de vista técnico e desajustada do ponto de vista da situação existente. Para além do fraco acesso que existe aos ninhos no local (apenas 1 em cada 10 está acessível), a taxa de sobrevivência das crias desta espécie é muito baixa em cativeiro, pelo que apenas, e na melhor das hipóteses, entre 2 a 3% das crias totais sobreviveriam ao processo de remoção/demolição e as restantes crias (entre 400 e 500) morreriam fruto do mesmo.
Quercus apresenta providências cautelares para travar remoção de ninhos e morte de aves
Apesar de todos os alertas da Quercus, da mobilização que se gerou na sociedade e do destaque na comunicação social, assim como das tentativas de propor às entidades envolvidas alternativas e medidas simples que garantissem a tranquilidade no local e não pusessem em risco a segurança pública, garantindo o final da época de reprodução das aves, as entidades responsáveis não se mostraram disponíveis para estudar outras opções que não passassem pela demolição imediata dos locais de nidificação.
Assim, no início de Julho, e perante a iminência de se iniciar a remoção de ninhos e a demolição da estrutura a qualquer momento, o que a acontecer traria danos graves e irreparáveis, a Quercus apresentou três providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, tendo em vista suspender o processo. Ao tomar conhecimento destas acções judiciais, o ICNB e o Ministério da Defesa, decidiram numa primeira fase por precaução, e numa segunda por imperativo legal, suspender a remoção dos ninhos e por consequência a destruição do edifício, situação que se mantém até hoje. O bom senso e a legalidade acabaram assim por prevalecer, embora de forma algo forçada e sem a responsabilidade e a consciência ambiental que julgamos serem necessários
A suspensão na obra possibilitou assim que, conforme era o objectivo inicial da Quercus e de muitos cidadãos, a maioria das aves tenha conseguido terminar o seu ciclo de nidificação e se prepare agora para abandonar o local em segurança, rumo à sua migração anual. Contudo, e para que se fique na posse de todos os dados detalhados e necessários, a Quercus solicitou desde já que o ICNB realize uma vistoria técnica ao local para determinar com precisão se ainda existe alguma pequena minoria de aves a nidificar no local e qual o número desta.

Que futuro para a Igreja de S. Paulo e para a colónia de Andorinhão-preto?
Ao longo destas semanas em que a obra tem estado suspensa, algumas outras entidades intervieram no processo, nomeadamente em relação ao património cultural que o edifício encerra. Entre elas está o IGESPAR, que se revelou publicamente contra a demolição da Igreja e exige ter um parecer vinculativo em qualquer decisão que venha a ser tomada. Também a Câmara Municipal de Elvas aprovou por unanimidade uma moção em defesa da Igreja de S. Paulo, onde solicita ao Ministério da Defesa que preserve a fachada e as ruínas desta.
A Quercus considera desde o início do processo que deve ser avaliada a real possibilidade de risco de derrocada do edifício, através de uma perícia independente do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, para que se tome uma decisão ponderada e correcta em relação ao futuro deste local. Por outro lado, estranha que sendo a “segurança pública” um argumento usado e repetido até à exaustão, até ao momento, e ao longo destes meses, não tenham sido tomadas pelas entidades responsáveis quaisquer tipo de medidas que reforçem a segurança no local, conforme já foram propostas e se tornam cada vez mais indispensáveis.
Em qualquer uma das opções que se venham a tomar para o futuro do edifício, a Quercus considera que estas deverão passar por conservar o espaço de nidificação da colónia de aves no local, de acordo com a legislação em vigor, criando medidas de compensação caso parte do edifício esteja irremediavelmente afectado, ou levando a cabo um plano de requalificação do edifício que tenha igualmente em conta a colónia de Andorinhão-preto aí existente. A Quercus aproveita também para manifestar desde já toda a sua colaboração para a implementação destas soluções técnicas que permitam conciliar o património cultural com o património natural.

Lisboa, 30 de Julho de 2010
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Anilhagem de Tagazes na Albufeira do Caia

Realizaram-se nos passados dias 14 e 27 de Junho e 4 de Julho 2009, três sessões de anilhagem de juvenis de Tagaz (Sterna nilotica) na Albufeira do Caia. As sessões estiveram a cargo de diversos anilhadores, sob a responsabilidade de Carlos Pacheco, e contaram com a participação de Juan Gomez Navedo, da Universidade da Extremadura (Espanha). A operação foi coordenada pela SPEA e contou com a participação das brigadas de Elvas e Nisa do SEPNA, tendo sido prestado apoio logístico pela associação GEDA, de Campo Maior. O Trabalho foi efectuado com o apoio de voluntários oriundos de vários pontos do país.

Anilharam-se um total de 431 juvenis, incluindo 278 com anilhas de PVC legíveis à distância, tendo sido recapturadas 174 aves. Entretanto e apesar de que este ano as aves abandonaram a zona mais cedo do que o esperado, ainda foi possível ler as anilhas de 76 juvenis, tanto em diversos locais da albufeira, como em charcas da zona envolvente.


Como nota positiva registou-se que esta colónia tinha 600-700 casais e é a maior alguma vez registada em Portugal. Em sentido contrário e à semelhança de anos anteriores, continuou a registar-se a destruição de ninhos de diversas espécies devido ao pastoreio ilegal no leito da albufeira do Caia, algumas bastante ameaçadas.


DESCRIÇÃO DA IBA:

O sítio inclui a albufeira do Caia, um pequeno troço do rio Caia a jusante da barragem e a área envolvente limitada pelas estradas pavimentadas mais próximas. A albufeira do Caia é uma das maiores do Alentejo, com 1.970 ha de área inundada no nível de pleno armazenamento. As margens são pouco declivosas e geralmente apresentam pouca vegetação ripícola. Existem inúmeras ilhas, de dimensão variável e em diversos níveis de armazenamento. Enquadra-se numa paisagem onde predominam o montado de azinho, os campos cerealíferos e as pastagens, existindo também alguns olivais, culturas de regadio, pequenas áreas de mato e vegetação ripícola. Os afloramentos rochosos, principalmente de granito, são característicos de grande parte da zona.



Protecção legal

Nacional: SIC proposta Caia (PTCON0030; Resolução do Conselho de Ministros nº 142/97 de 28 de Agosto; 31.115 ha, inclui parte da IBA); SIC proposta São Mamede (PTCON0007; Resolução do Conselho de Ministros nº 142/97 de 28 de Agosto; 116.114 ha, inclui parte da IBA); Plano de Ordenamento da Albufeira do Caia (Despacho conjunto dos Ministérios do Planeamento e da Administração do Território e do Ambiente e Recursos Naturais, publicado no Diário da República nº 162/93, II Série, de 13/7).
Internacional: candidaturas SIC Caia e SIC São Mamede.

Fonte:
http://www.spea.pt/
Fotos: vigilante da IBA