segunda-feira, 10 de junho de 2019

Portalegre – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2019

Portalegre - Marcelo Rebelo de Sousa "Temos a nossa história de quase 900 anos e uma comunidade das mais inclusivas e coesas apesar das desigualdades"

O presidente da República apelou à união dos "Portugais" espalhados pelo Mundo, durante as cerimónias comemorativas do 10 de Junho, esta manhã realizadas em Portalegre no Alentejo, num discurso virado para o futuro em que não esqueceu as fragilidades do passado.

Elogiando o atual modelo de dupla comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado hoje em Portugal e amanhã em Cabo Verde, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a "diversidade" e "riqueza" dos vários "Portugais esquecidos" que fazem do país "uma só pátria".

"Uma pátria irmã de muitas outras pátrias que connosco partilham comunidades, língua, pessoas, sonhos, futuro", começou por dizer o chefe de Estado, em Portalegre, depois de honras militares, de uma cerimónia em homenagem aos mortos em combate e de uma intervenção do presidente da Comissão Organizadora das Comemorações, o jornalista João Miguel Tavares.

Na mesma linha, e combatendo o "pessimismo" português, deixou uma palavra aos tantos cidadãos lusos que, nas várias áreas, se distinguem no estrangeiro. "Quando somos muito bons, somos dos melhores dos melhores", afirmou, lembrando que não são só política e o futebol que catapultam o nome de Portugal além-fronteiras. "[Os portugueses] São todos os dias, cá dentro e lá fora, líderes sociais, cientificos, académicos, culturais (...)"

Na presença do presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e do primeiro-ministro, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a que as comemorações do 10 de Junho sejam, mais do que uma formalidade imposta pelo calendário, um "compromisso de futuro para com esta terra e esta gente".

Não esquecendo nem minimizando "insatisfações, cansaços, indignações, impaciências, corrupções, falências da justiça, exigências constantes de maior seriedade ou ética na vida publica", Marcelo afirmou que "somos muito mais do que fragilidades e erros" e é por isso que "temos a nossa história de quase 900 anos e uma comunidade das mais inclusivas e coesas apesar das desigualdades". "Resistimos à perda de independência, às crises económicas, financeiras, políticas e sociais (...) Sobrevivemos e queremos apostar no futuro", continuou, apelando a uma "mobilidade alargada" de pessoas.

Uma cerimónia que decorreu na Avenida das Forças Armadas, e que contou com as presenças a nível local da Srª. presidente de Câmara de Arronches, Engª. Fermelinda Carvalho e do alcalde da vizinha localidade de La Codosera, Joaquin Tejero Barroso.

Do Alentejo para Cabo Verde

As comemorações do Dia de Portugal começaram no passado domingo, já em Portalegre, com uma cerimónia de içar da bandeira nacional presidida pelo chefe de Estado. Sempre acompanhado pelo ministro João Gomes Cravinho, Marcelo visitou demoradamente a exibição das atividades militares, antes de se dirigir ao Mercado Municipal de Portalegre e visitar o Museu da Tapeçaria e Igreja do Bonfim em Portalegre.

Marcelo Rebelo de Sousa viajou finalizadas as cerimónias militares em Portalegre, para a cidade da Praia, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, com António Costa e o presidente caboverdiano, Jorge Carlos Fonseca, onde falará perante representantes da comunidade portuguesa no país, composta por cerca de 21 mil pessoas.

A cerimónia de receção decorrerá na Escola Portuguesa e contará com atuações musicais do cantor Tito Paris e da fadista Raquel Tavares.
Vídeo/no Facebook/Fotos/ Emílio Moitas




















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