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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Concerto Natal, em Badajoz com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento e Pedro Mestre



O Festival "Terras sem Sombra" vai estar em  Badajoz a 13 de dezembro, num concerto único de Natal, com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento e Pedro Mestre.


Um evento a ter lugar pelas 17h30 (local time) em Badajoz, no  "El Hospital Centro Vivo - Centro Cultural de la Diputación Provincial de Badajoz".


"O Menino nascido éi! (¡El Niño nacido es!): El Canto alentejano y las tradiciones de Navidad y Año Nuevo".


Terras sem Sombra:

Criado em 2003, o Festival Terras sem Sombra é uma iniciativa da sociedade civil que pretende dar a conhecer a um público alargado um território, o Alentejo, que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta, em termos gerais, um dos melhores índices de preservação da Europa.


​Fiel aos valores e à missão que o guiam desde a sua génese, o Festival mantém o carácter itinerante, a tónica na descentralização cultural, a formação de novos públicos, a inclusão e a sustentabilidade. A programação abrange concertos de música erudita, master classes, conferências, visitas ao património cultural e acções de salvaguarda da biodiversidade, todos de acesso gratuito.


​O diálogo entre as grandes páginas do passado e a criação contemporânea, a abertura a jovens compositores e intérpretes, a encomenda regular de novas obras, a transversalidade das artes, a interacção com o mundo científico e tecnológico, o resgate do património musicológico, o conhecimento dos territórios e das comunidades e a visão ecuménica do Sagrado são elementos estruturantes de um projecto que rasga fronteiras.


​Nas últimas temporadas, o carácter internacional do Festival tem-se consolidado com a participação de países convidados (v.g., Estados Unidos da América, Brasil, Espanha, Hungria, República Checa, Bélgica). De igual modo, o desenvolvimento de novos projectos – como o Terras sem Sombras Kids – visam reforçar uma oferta cultural, de carácter lúdico e didáctico, especialmente dirigida a novos públicos e às famílias.

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Arronches – Rancho de mosteirenses nos tomatais do Caia em 1970



Quando da inauguração da barragem do Caia, (1967), o regadio deu origem à cultura do tomate principalmente nos concelhos de Campo Maior e Elvas, com esta cultura a alimentar a    indústria agro-alimentar e a ocupar cerca de cinquenta por cento da área de regadio disponível e a atrair centenas de trabalhadores rurais.

Sendo a conceção da obra o fornecimento de água por gravidade, ocupava a grande maioria da mão-de-obra de cinco concelhos da zona da barragem do Caia como Arronches, principalmente na época de primavera-verão onde a crise de desemprego era mais acentuada fazendo sair de séries dificuldades de sobrevivência milhares de trabalhadoras e trabalhadores que encontraram o ganha pão nos regadios de Campo Maior.


Durante semanas ou mesmo meses famílias completas oriundas dos diversos concelhos ali desenvolviam a sua atividade, auferindo um melhor salário, mas sujeitas a condições de trabalho e habitabilidade penosas, convivendo com produtos químicos utilizados na cultura do tomate ou as picadas de insetos que ao final do dia surgiam aos milhares das águas estagnadas dos canais e regadio.


A partir do ano de 1975 a evolução dos salários, a diminuição da mão de obra e dificuldades na exportação dos produtos derivados do tomate, sobretudo concentrado, originou o aparecimento de culturas alternativas na área da barragem do Caia, já bastante ou totalmente mecanizadas como o milho, girassol e o alho, manteve-se por algum tempo a cultura do arroz que tinha evoluído para novas tecnologias de sementeiras superando assim a falta de mão de obra e aumento de custos da mesma.


Atualmente o olival intensivo e amendoal vão ocupando a área de regadio do perímetro do Caia.


Memórias da vivência da ruralidade que já não existe, mas que formou gerações de pessoas num espaço do Alentejo hoje já irreconhecível.


Preservar estes testemunhos, talvez se volte a olhar para o espaço rural alentejano, agora desertificado, como um controverso lugar também de vida, onde muitas pessoas, ao ritmo das estações e dos trabalhos agrícolas, desenvolveram os seus projetos pessoais, assumiram interesses comuns e se envolveram numa dinâmica social e política ímpar em Portugal em que deixaram ficar a sua marca.


Fica a memória local com um rancho de trabalhadores rurais oriundos da freguesia de Mosteiros no concelho de Arronches, no tomatal de Campo Maior em 1970.

Com/ Emílio Moitas

domingo, 28 de junho de 2015

Arronches - Festival de Folclore animou Jardim do Fosso em noite de muito calor


 O Jardim do Fosso em Arronches acolheu na passada noite de sábado dia 27 de junho, o XXX IV Festival de Folclore do Rancho Folclórico de Arronches.

O Festival teve início pelas 21h30, com a subida ao palco de todos os ranchos participantes, vindos de Bragança, Paredes, Leiria e Marvão.

Numa noite quente com a temperatura num dia em que rondou os 40 graus, foi muita a animação e alegria com excelentes demonstrações folclóricas por parte de todos os ranchos participantes, sempre muito aplaudidas pelo público presente no recinto das festas.

A organização foi do Rancho Folclórico de Arronches em colaboração com a Câmara Municipal de Arronches, Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros. Apoiam esta iniciativa a Fundação INATEL – Agência de Portalegre e diversas empresas da região.
Fotos: E. Moitas 



















sábado, 27 de junho de 2015

Festival de Folclore esta noite no Jardim do Fosso em Arronches

O Jardim do Fosso em Arronches vai acolher esta noite de sábado dia 27 de junho, o XXXIV Festival de Folclore do Rancho Folclórico de Arronches.

O Festival tem início pelas 21h30, com a subida ao palco de todos os ranchos participantes, vindos de Bragança, Paredes, Leiria e Marvão.

A organização é do Rancho Folclórico de Arronches em colaboração com a Câmara Municipal de Arronches, Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros. Apoiam esta iniciativa a Fundação INATEL – Agência de Portalegre e diversas empresas da região.

Para mais informação e horários consultar programa em anexo.
Fotos:E.Moitas


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Arronches – Inauguração da Sede do Rancho Folclórico

A sede do Rancho Folclórico de Arronches foi inaugurada hoje, dia 10 de Junho, aproveitando o feriado das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, numa cerimónia que foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Arronches, Gil Romão e pelo secretário do Rancho Folclórico de Arronches, António Adelino Caiadas.

A cerimónia iniciou-se pelas das 17.30 horas com o descerrar de uma lápide alusiva ao acto, seguido de visita às novas instalações.
Pelas 18,00 horas tiveram lugar as actuações do Rancho Folclórico dos Fortios/Portalegre e do Rancho Folclórico de Arronches. No final foi servido um beberete a todos os presentes.

O Rancho Folclórico de Arronches foi fundado em 24-05-1981, por um grupo de arronchenses, com objectivo de divulgar o folclore do Alentejo e os usos e costumes da região. Desde essa data que estava sediado nas instalações da antiga Casa do Povo de Arronches.
Hoje passados 28 anos e ao abrigo de um protocolo recentemente assinado com a Câmara Municipal de Arronches, passou a dispor de amplas e modernas instalações para desenvolver a sua actividade futura.
Situada num dos antigos celeiros da ex EPAC a nova sede do rancho foi construída em tempo recorde.

O Rancho Folclórico de Arronches actualmente é composto por cerca de 40 elementos que vão dos 5 aos 85 anos, fazendo ainda parte do mesmo o Grupo das Pedrinhas de Arronches.
Um bom trabalho efectuado no passado por alguns elementos do grupo, com destaque para a D. Teresa Reia com a recolha de trajes, modas usos e costumes da região permite ao rancho representar o Alentejo e mais propriamente o Concelho de Arronches com autenticidade.

Ao longo destes 28 anos de actividade o Rancho Folclórico de Arronches pode contar com o empenho e dedicação de alguns bons técnicos de folclore (Ensaiadores), tais como a D. Irene Barradas da Urra, o Sr. João Nunes Vidal de Marvão, ou ainda o Sr. Álvaro Parreira de Portalegre.
Actualmente o Rancho é dirigido pelo jovem acordeonista do grupo Francisco Almeida.

Neste dia de festa é com saudade que recordamos os companheiros já desaparecidos e que contribuíram para aquilo que hoje é o Rancho Folclórico de Arronches, entre eles o tio Joaquim da Moagem, a D. Teresa Reia, o Sr. Marcelino Salgueiro, o Sr. José Francisco Trabuco, o Sr. Joaquim Baleia, o Sr. Francisco Tavares entre outros.