terça-feira, 16 de junho de 2020

Arronches - Reunião ordinária da Assembleia-geral da AHBVA


Dando comprimento aos Estatutos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Arronches, está convocada para dia 26 de junho, pelas 19h30, uma reunião ordinária da Assembleia-geral da Associação, a realizar na sede da Associação, com a seguinte ordem de trabalhos:

1 – Leitura e aprovação da ata anterior
2 – Apresentação, Discussão e Votação do Relatório de Atividades e Conta de Gerência do ano de 2019 e parecer do Conselho Fiscal.
3 - Outros Assuntos

Para mais informação, consultar convocatória em anexo.






segunda-feira, 15 de junho de 2020

Elvas - Piscina Municipal abriu a 15 de junho



O espaço de ar livre das Piscinas Municipais de Elvas abriu ao público na passada segunda-feira, dia 15, de junho, para receber os veraneantes.

O horário deste espaço municipal é o seguinte: segundas-feiras, entre as 15h00 e as 19 horas e, nos restantes dias, das 10h00 às 13 horas e das 15h00 às 18 horas.

A Câmara Municipal de Elvas chama a atenção dos utilizadores deste espaço público para o cuidado a ter com a exposição solar, aconselhando-se o uso de protetor e a adoção de outros cuidados, nas horas de maior incidência do sol, bem como o cumprimento das normas da Direção Geral de Saúde.

Recorde-se que é obrigatório utilizar máscara e calçado (chinelos) dentro das instalações; haverá controlo na entrada; não é permitida a utilização dos chuveiros dos balneários; serão disponibilizados doseadores de álcool gel nas instalações.

No espaço vão ser estabelecidos circuitos de entrada e saída para os utilizadores, devendo ser sempre respeitada a distância social.

sábado, 13 de junho de 2020

Alentejo - Memórias da limpeza da vila de Arronches no “Ano de 1895”


A limpeza dos aglomerados urbanos foi sempre motivo de preocupação para os seus habitantes e autoridades municipais, sempre que a limpeza era descorada não tardavam em aparecer as temíveis pestes, que por vezes num curto espaço de tempo causavam dezenas de vítimas mortais.

Nessa época Arronches não constituía exceção às restantes vilas da região, onde não havia recolha imundices líquidas ou sólidas, sendo as primeiras despejadas nas poucas retretes públicas, espalhadas pela vila ou simplesmente lançadas das muralhas, quanto as segundas as mesmas eram depositadas nas denominadas “esterqueiras”, que em Arronches se situavam junto às muralhas da vila.

As três principais lixeiras existentes nessa em Arronches localizavam-se, uma detrás do castelo, junto às retretes públicas, outra na zona da Porta do Rio, por detrás das retretes da muralha, e a terceira no local onde hoje existe o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Arronches.

Era principalmente, nestas lixeiras que os arronchenses lançavam toda a classe de desperdícios, eram locais nauseabundos, enfestados de moscas, em que duas ou três vezes por ano, o lume se encarregava de reduzir o volume de resíduo e envolver todo o núcleo urbano numa densa fumarada.

No final dos anos quarenta a recolha do lixo passou a ser efetuada por uma carroça, que percorria as ruas da vila, onde directamente a população despejava o lixo, visto não existirem contentores ou caixotes nas ruas.

O lixo passou então a ser depositado um pouco mais afastado da vila, frente à igreja de Santo António, da qual ainda restam vestígios.

Até à chegada dos Dumpers Municipais por volta de 1960, o Senhor José Claudino, com a sua carroça deu início a um novo ciclo na recolha do lixo, prestando um importante contributo na melhoria da higiene pública no núcleo urbano da vila.

Preocupados com as frequentes epidemias provocadas, principalmente pela falta de higiene, como a cólera, as autoridades locais, no Código de Posturas Municipais, das que apenas destacamos alguns artigos, faziam saber que no respeitante à Limpeza, passava a haver novas regras, sendo que nas ruas ou largos da vila passou a ser proibido:


1.º Lançar imundices sólidas ou líquidas, compreendendo-se naquelas animais mortos, suas entranhas e resíduos, e bem assim estrumes, sob pena de 500 réis de multa;


 2.º Sangrar, operar, tosquiar e abater qualquer animal sem que seja logo limpo o local sujo, sob pena de 400 réis de multa;

3.º Malhar ou joeirar, crivar e limpar quaisquer géneros sob pena de 200 réis de multa,


4.º Ferrar as rodas dos carros em outro lugar que não seja ao destinado pela Câmara, o qual actualmente (1895), é fora da Porta do Rio, sob pena de 500 réis de multa;


5.º Sujar ou riscar os letreiros das denominações das ruas e praças e os números das portas das casas, pintar bonecos, escrever palavras ou sinais desonestos nas paredes e portas, sob pena de 500 réis de multa.


\\ 1.º Os animais mortos ou seus despojos serão enterrados na ribanceira denominada Correntões, à Fonte d’Elvas, e quem os lançar em qualquer lugar fora da vila ou os enterrar fora do local indicado, pagará 1$200 réis de multa.


\\ 2.º Fora os casos do nº 2.º d’este artigo fica proibido: varrer as ruas, praças e largos, e sobretudo apropriar-se dos estrumes e lixos que essa varredura produzir, sob pena de 400 réis de multa; e se deixar de haver varredores camarários incumbirá então aos moradores, e sob a mesma pena, varrer as testadas dos seus prédios nas quartas feiras e sábados.

O artigo 15.º refere que: Os moradores do concelho são obrigados:

1.º A vazar as águas limpas ou do uso doméstico nas valetas ou regadeiras, quando nas casas que habitem não haja canos de esgoto, sob pena de 300 réis de multa;

2.º A fazer o despejo das imundices, somente nas estacadas e depois das 8 horas da noite no Outono e inverno, e das 10 horas na Primavera e Verão; os que assim não fizerem pagarão 400 réis de multa.


Artigo 17.º Só é permitida a entrada e divagação dos porcos n’esta vila, para virem comer das 7 até ás 8 horas da manhã, e das 6 ás 7 da tarde, na Primavera e Verão; e das 8 até as 9 horas da manhã e das 4 até ás 5 da tarde, no Outono e Inverno, sob pena do seu dono pagar 300 réis de multa por cada cabeça.


Artigo 18.º Nas casas e suas pertenças é proibido:

1.º Ter depósitos de imundices e conservar estrumes nas cavalariças por mais de 8 dias, sob pena de 1$000 réis de multa.

2.º Criar porcos ou recolhe-los e consentir que as marrãs ali façam criações, sob pena de 1$000 réis de multa;

3.º Ter depósitos de tripas, couros, peles, cebo ou semelhantes objetos em lugar que não seja previamente autorizado, sob pena 800 réis de multa;

4.º Pendurar, nas janelas ou sacadas, panos molhados ou outros objetos que pinguem ou sujem os transeuntes, sob pena de 600 réis de multa.


Artigo 19.º Todo aquele que lançar ao abandono, em qualquer lugar público, os animais incapazes de servir, por doença, avançada idade ou magreza, incorrerá na multa de 1$000 réis , sendo o animal maior e 800 réis se for menor.

Artigo 20.º Se um indivíduo publicamente espancar, ou tratar com crueldade qualquer irracional, pagará de multa 500 réis.
Emílio Moitas
Bibliografia / Código de Posturas Municipais / Editado 1895 – Fotos E. Moitas e AML/Lisboa



terça-feira, 9 de junho de 2020

Alentejo – Divulgadas as 21 finalistas do Alentejo às 7 Maravilhas da Cultura Popular



Foram divulgadas no passado domingo, os 21 finalistas regionais, por distrito, do concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular no Alentejo, um concurso com 140 finalistas regionais a nível nacional promovido pela RTP.

Dos agora divulgados 140 candidatos, passa-se à fase das eliminatórias regionais, que só chegará ao fim quando forem apuradas 20 finalistas.

A gala final, onde serão eleitas as “7 Maravilhas da Cultura Popular”, irá acontecer no dia 5 de setembro de 2020, em direto na RTP.

No distrito de Portalegre os 7 finalistas são as Festas do Povo de Campo Maior, o Barro Branco de Flor da Rosa (Crato), as Samarras e a Ronca de Elvas, os Bordados com Casaca de Castanha e as Choças de Marvão e a Olaria Pedrada de Nisa.

PORTALEGRE:

– Crato / Barro Branco da Flor da Rosa

– Campo Maior / Festas do Povo de Campo Maior

– Elvas / Samarras e Roncas de Elvas

– Marvão / Bordados com Casca de Castanha e Choças

– Nisa / Olaria Pedrada de Nisa

ÉVORA:

– Arraiolos / Tapetes de Arraiolos

– Estremoz / Bonecos de Estremoz

– Mourão / Procissão em Honra de Nossa Senhora das Candeias

– Viana do Alentejo / Feira D’Aires e Romaria a Cavalo

– Redondo / Ruas Floridas

– Reguengos de Monsaraz / Mantas de Reguengos

BEJA:

– Beja / Talhas de Beringel

– Cuba / Botas Alentejanas

– Odemira / Pesca artesanal no Litoral Alentejano

– Odemira / Viola Campaniça e Cante ao balcão com viola campaniça

– Serpa / Cante Alentejano

– Vidigueira / Abertura das Talhas

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Alentejo – A cultura também está adoentada com museus a fecharem portas

Que nos últimos anos a Cultura no Alentejo regrediu é algo fácil de constatar, um sintoma grave para o qual nem a Covid-19, consegue servir de escusa, com museus e outros espaços culturais a fecharem portas por falta de funcionários ou manutenção de equipamentos.

Uma situação que ganhou visibilidade na passada semana, com o Museu da turística cidade de Évora a fechar mais cedo e onde até o diretor teve de fazer vigilância.

Se isto se verifica em Évora, capital do Alentejo e cidade-museu património mundial Unesco desde 1986, imagine-se o que acontece um pouco por toda a região.

Atualmente o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, não tem funcionários suficientes que assegurem a vigilância do espaço o que na passada semana obrigou até o diretor fazer esse trabalho, antes de mandar fechar as portas.

“É quase um milagre nós conseguirmos manter o museu aberto”, admitiu o diretor do museu de Évora, António Alegria, em declarações à imprensa, segundo o responsável, o espaço museológico tem uma “falta crítica de pessoal” para a vigilância e “as diversas tutelas têm sido sempre informadas da situação”.

O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, instalado no antigo Paço Episcopal, junto à Sé e ao Templo Romano, tem um acervo de cerca de 20 mil peças de pintura, escultura e arqueologia, possuindo ainda azulejaria, ourivesaria, paramentaria, mobiliário, cerâmica, numismática e naturália (objetos curiosos da natureza).

O núcleo original das coleções permanentes de arqueologia é constituído por um conjunto de antiguidades recolhidas, no sul do país, por Frei Manuel do Cenáculo, nomeado bispo de Beja em 1777, e indigitado arcebispo de Évora em 1802.
Fotos/Emílio Moitas / Arquivo 


Alentejo - Câmara de Portalegre procura Nadadores Salvadores



Com o início da época balnear e de forma a proceder à abertura das Piscinas descobertas da Serra, Ribeira de Nisa, Reguengo e Alegrete a Câmara Municipal de Portalegre encontra-se a recrutar Nadadores Salvadores por um período de três meses. O prazo de envio de candidaturas estendeu-se até 15 de junho.

Os candidatos interessados deverão apresentar o certificado de nadador salvador emitido pelo Instituto de Socorros a Náufragos e enviar a respetiva candidatura para o e-mail: desporto@cm-portalegre.pt

A prestação de serviço será nas Piscinas descobertas da Serra, Ribeira de Nisa, Reguengo e Alegrete no entre as 11h00 e as 19h00 com duas folgas semanais e o vencimento mensal de 897,91 euros

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Arronches – Fontes do Jardim do Fosso reabilitadas


A autarquia de Arronches, em nota de imprensa informou que avançou com a empreitada de requalificação das fontes do Jardim do Fosso, espaço de lazer onde se realizam anualmente as festas de São João, entre outras actividades culturais e desportivas.

O contrato de adjudicação da empreitada foi firmado na passada terça-feira, dia 2 de junho, nos Paços do Município, entre o município e uma empresa de Manutenção de Fontes Luminosas.

Segundo a Câmara Municipal a intervenção implicou um investimento de 33.125,00€ por parte do Município de Arronches.