sábado, 7 de junho de 2014

Arronches - Pescador captura na barragem do Caia Lucioperca com 8.200kgs


Como grande aficionado e expert que é na pesca o nosso amigo António Augusto,  bateu mais uma vez o seu record com uma lucioperca a bater nos 8.200kgs.

A captura à linha deste bonito exemplar ocorreu na Barragem do Caia na zona da Contenda no Concelho de Arronches, hoje ao final da tarde de 6 de junho de 2014.

A lucioperca, com o nome científico Stizostedion lucioperca, é uma espécie relativamente recente nas nossas águas. Fisicamente é bastante esguia e acastanha escura na zona lombar, e esbranquiçada na ventral. Possuir uma boca grande, dois grandes dentes caninos em cada maxilar e uma cauda proporcionalmente grande, bem como as barbatanas dorsais, o que indicia grande facilidade em desferir ataques às suas potencias presas.

É originária da Europa de Leste: regiões dos mares Negro, Báltico e Aral, zona dos Urais e rio Volga. Prefere zonas de águas frias, limpas e oxigenadas, embora se mostre uma verdadeira adaptada a todas as que não reúnem estas exigentes condições, como são a generalidade as albufeiras portuguesas onde tem surgido.

Desova na Primavera, ou logo que a temperatura atinja valores entre os 7 e os 12 ºC. Os ovos com cerca de 1,5mm são colocados na vegetação ou directamente no substrato do fundo.
O crescimento da lucioperca é bastante rápido, segundo estudos efectuados no rio Volga. No primeiro ano de vida podem atingir mais de 500 gramas para um tamanho de 34 centímetros e após os sete de idade, ultrapassar 4,800 Kg para o tamanho de 68 centímetros. Noutras regiões da Europa onde foi introduzida, são frequentemente capturados exemplares que ultrapassam os 10 quilos de peso, dependendo das condições de disponibilidade de alimento.

Em Portugal existe já nos rios Douro, Tejo e Guadiana e em algumas albufeiras como o Caia e seus afluentes, mas encontra-se em franca expansão por outras mais afastadas destes rios internacionais.

Não sendo um peixe com particular interesse desportivo é um predador voraz para as nossas espécies autóctones – maioritariamente peixes de pequeno porte: bogas, barbos, e escalos, - pelo que seria desejável sempre tentar conter a todo o custo, toda e qualquer introdução desta espécie, em toda e qualquer massa de água.

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