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domingo, 9 de novembro de 2025

Alentejo - Presidente da República deixou em Vila Viçosa “palavras de gratidão e carinho” aos antigos combatentes




Vila Viçosa foi palco das celebrações do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) e da evocação do seu Patrono, o Condestável Nuno Álvares Pereira, também conhecido como São Nuno de Santa Maria.

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu este domingo, 9 de novembro, à cerimónia militar comemorativa do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), que decorreu no Terreiro do Paço Ducal, em Vila Viçosa.

A cerimónia  contará com a participação de unidades da Marinha, do Exército e da Força Aérea, bem como de dezenas de antigos combatentes da região.

O evento  incluiu honras militares, revista às tropas, homenagem aos mortos, alocuções oficiais e desfiles, reforçando o espírito de serviço e memória coletiva.

A iniciativa é promovida pelo EMGFA, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Viçosa e da Fundação da Casa de Bragança. 

O Alentejo e em particular Vila Viçosa viveram este domingo um dia grande com uma ampla adesão de público e representantes institucionais, consolidando Vila Viçosa como um centro de referência na celebração da identidade militar e espiritual portuguesa.

No final da cerimónia militar o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, cumprimentou os antigos combatentes da região que prestaram serviço no Ultramar ou participaram em missões militares no estrangeiro, deixando palavras de carinho e gratidão para todos os presentes nas celebrações do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) e da evocação do seu Patrono, o Condestável Nuno Álvares Pereira.

Clip/ Vídeo  (Ver no facebook) / Fotos / Emílio Moitas 












 

quinta-feira, 17 de março de 2022

La Codosera – Homenageia antigos mochileiros/contrabandistas e promove turismo em Badajoz



A vizinha localidade raiana de La Codosera, apresentou esta quinta feira dia 17 de março, a escultura dedicada ao “Contrabandista” na sala de imprensa da “Diputación de Badajoz”, assim como promoveu as diversas atividade que vão decorrer no fim de semana de 19 e 20 de março, entre as quais se  incluí uma “Ruta Senderista”, um "Circuito Pedestre" que decorre pelos antigos caminhos da serra  usavam os "mochileiros"  no pós-guerra pela raia entre La Codosera  e a freguesia de Esperança em Portugal.


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La Codosera rinde homenaje al contrabandista con una escultura

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 El "mochilero" era quien realizaba el contrabando con Portugal desde La Codosera en épocas de escasez.


Es una figura importante en la localidad, a la que se rinde homenaje con una escultura obra de David Carballo. En ella se le muestra huyendo al monte con su atuendo típico, el bastón como ayuda y la mochila con el alijo.


La obra ha sido presentada esta mañana en la Sala de Prensa de la Diputación de Badajoz por el vicepresidente primero, Ricardo Cabezas, acompañado por el primer teniente de alcalde del Ayuntamiento de La Codosera, Juan Ángel Martínez, y el técnico de turismo de la localidad, Carlos Cuesta.


Para conmemorar esta figura se llevarán a cabo varias actividades, entre las que se encuentra una ruta senderista que transita los caminos que usaban aquellos "mochileros", entre La Codosera y la freguesía portuguesa de Esperança.

Con/ E. Moitas 




 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Arronches – Exposição Comemorativa do espólio de brinquedos de Delmira Maçãs no Museu (A) Brincar


O Museu (A) Brincar de Arronches, vai acolher uma exposição comemorativa da sua abertura ao publico, com uma mostra do espólio de brinquedos antigos que pertenceram à ilustre alentejana Dr.ª  Delmira Maçãs, e cedidos ao museu Arronches, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

A exposição vai ser inaugurada no dia 24 de junho, pelas 17h30, numa das salas do museu, localizado no edifício da Fortaleza.
A mostra é integrada nas festas de São João 2018, e tem organização é do Município de Arronches.

De vida solitária e estudiosa, Delmira Maçãs, falecida em 2007, dedicou a vida ao estudo académico. Nunca casou nem teve filhos. As suas especialidades sempre foram a Filologia e a Genealogia, áreas onde tem algumas obras publicadas. Viveu sozinha os últimos anos num palacete na Praça da República, em Portalegre.

Deixou em testamento a sua fortuna à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)

A sua fortuna era constituída por 71 prédios - 40 rústicos e 31 urbanos - nos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide, Crato, Monforte e Portalegre, avaliada em mais de 25 milhões de euros, além de objectos de valor incalculável, como, por exemplo, talvez a maior colecção conhecida de sinetes (anéis) romanos, guardados no cofre de um banco, ou uma grande colecção de vidros romanos, em parte proveniente das ruínas da cidade Romana de Ammaia, também de extraordinário valor, e uma valiosíssima colecção numismática "com as moedas desde D. Afonso Henriques, mas de que vendeu uma parte".

Só sobreiros a dar cortiça serão cerca de um milhão, a que se junta dinheiro (que se estima que possa ser mais de 2,5 milhões de euros), fundamentalmente em contas na CGD e no Santander Totta, e variadíssimos bens móveis, onde avultam muitas e raras peças de loiça de grande valor, uma importante biblioteca e todo o recheio das 55 divisões do palacete da Praça da República, em Portalegre, construído parte sobre a sacristia do beatério de S. Brás e outra parte sobre a casa que foi de D. Iria Gonçalves, mãe de D. Nuno Álvares Pereira.

Em memória dessa grande senhora e alentejana que foi a Dra. Delmira Maçãs, venho hoje partilhar uma das últimas fotos que lhe efetuei, junto ao seu palacete da Praça da República em Portalegre, e um pequeno texto da sua autoria.
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Portalegre – O Corro visto pela Dr.ª Delmira Maçãs
…. Como a nossa casa tinha frente para o Corro, quartas-feiras e sábados era uma festa. Logo de manhãzinha, começavam a chegar os vendedores. Os de mais longe vinham das herdades em carros de bois ou carroças, os das hortas circundantes nos burros. No Inverno, os homens vestiam safões e pelicos, as mulheres usavam chaile e lenço e saias rodadas. Na véspera à tarde, já tinham sido colocados os estrados onde os produtos seriam expostos…

O Joaquim do Peixe vendia o pescado muito fresco, acabado de chegar num camião de Sesimbra. As hortaliças e a fruta, os cestos com ovos e queijos, as galinhas vivas e os coelhos davam o colorido que harmonizava com a algazarra das vozes e dos zurros. No Corro de Cima, estendia-se a loiça do Redondo, alguidares, panelas e tachos de barro, pratos com flores e bichos pintados. Apareciam também bufarinheiros, certo dia um vendia lenços de assoar, que apregoava: “Um ranhoso a dez tostões!”

Vinham senhoras finas com as criadas de avental branco e as menos ricas com criaditas de avental de riscado e descalças.
Nesse tempo a variedade e qualidade das frutas produzidas na região era uma orgia, conforme as estações, pêras dona Joaquina, pérola, francesa, e da rata, abrunhos de França e gostos da vida, maçãs giralda, de espelho, reineta, cerejas, ginjas, maracotões e carecas… tudo fresco, acabadinho de colher. Ainda não se usavam os pesticidas, podiam comer-se com casca, sem perigo de envenenamento. Então as batatas, cozidas com a pele e só depois peladas desfaziam-se na boca, uma delícia, ali mesmo, numa das casas subterrâneas, a Adelina vendia o leite acabado de mugir.

As tabernas do Corro, nesses dias, não tinham mãos a medir. O Cara d’ Anjo era afamado pelas iscas, que a mulher preparava. A tia Maria, assava sardinhas no fogareiro da sua pequena tasca, o vizinho Joaquim vendia pirolitos muito frescos, porque tinha poço, que fazia as vezes de frigorífico, objecto ainda então desconhecido. O Trindade fornecia o melhor vinho, embora bocas aventassem que ele fazia vinho de carne, não introduzindo no pote o cabrito, mas gatos.

A certa altura começaram a desaparecer os felinos da cidade. Foi apanhada a Joaquina Maluca, que os vendia por coelhos.”…

Delmira Maçãs
(in Pela Europa de Celtas e Romanos 1993)

Fotos/ Emílio Moitas / Global News 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Almoço convívio juntou atuais e antigos Comandantes e Dirigentes das Associações de Bombeiros do Distrito de Portalegre


No passado dia 18 de janeiro, realizou-se pela 4.ª vez, o almoço convívio que decorreu em Avis, com os  atuais e antigos Comandantes e Dirigentes dos Corpos e Associações de Bombeiros do Distrito de Portalegre e elementos da Liga de Bombeiros Portugueses que fazem atualmente parte da "Reviver Mais - Associação dos Operacionais e Dirigentes dos Bombeiros Portugueses" cuja delegação Distrital estará brevemente sediada em Arronches.

Estiveram presentes 31 elementos que são já sócios efetivos desta Associação, que espera brevemente ver esse número elevado a algumas centenas.

A delegação Distrital de Portalegre terá como Presidente e Secretário os Senhores Comandante Nuno Amaral, de Arronches e ex-Inspetor Distrital Jorge Rodrigues, respetivamente.