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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Exposições caninas em Elvas e Badajoz juntam centenas de Cães este fim-de-semana


Elvas - sábado dia 7 maio

A 28ª edição da Exposição Canina Internacional de Elvas realiza-se sábado, dia 7 de maio, no Centro de Negócios Transfronteiriços de Elvas, numa organização da Câmara Municipal de Elvas, Clube Português de Canicultura e Federation Cynologique Internationale.

Nesta edição, pode ver de perto exemplares caninos de várias raças, como Cão da Serra da Estrela, Cão de Castro Laboreiro, Cão de Fila de São Miguel, Cão de Gado Transmontano, Rafeiro do Alentejo, Pinschers, Rottweiler, Schnauzers, Deutscher Boxer, English Bulldog, Cão de Água Português, American Cocker Spaniel, Flat Coated Retriever, Labrador Retriever, entre muitos outros.

A iniciativa tem entrada livre de público e faz parte do calendário nacional de provas deste género.

Badajoz – domingo dia 8 mayo

Este domingo 8 de mayo tendrá lugar en IFEBA la 35 Exposición Internacional Canina, que abrirá sus puertas a las 9:30h hasta las 18:30h de la tarde.

La Exposixción reunirá en Ifeba a más de 1.100 perros, una cifra superior a la de los últimos años. Las actividades se desarrollarán a partir de las 9.30 de la mañana y entre las 15.30 y las 18.00 horas tendrán lugar las grandes finales en las que participan los campeones.

Los ejemplares, de 178 razas, proceden de toda Europa (Finlandia, Suecia, Alemania, Gran Bretaña, Francia, Hungría, Luxemburgo y Portugal), además de Puerto Rico.


sábado, 9 de abril de 2016

Arronches - Túberas ou "trufas alentejanas" juntam amigos à mesa


 Em ano de túberas como é o caso de 2016, ou das “trufas brancas alentejanas”, como são conhecidas por muitos, mas seja como for, as túberas são fungos, comestíveis, de forma arredondada (mais ou menos irregular), com sabor e aroma intenso, que se encontram com relativa facilidade nos campos do Alentejo. Desde a época romana que as “trufas” constituem uma iguaria muito apreciada, podendo atingir preços verdadeiramente exorbitantes.

Um pouco por todo o Alentejo e Extremadura espanhola, e em particular na zona raiana de Arronches, esta época foi excepcional na “apanha da túbera”, num ritual que passou de geração em geração e que consiste na capacidade de observação do terreno e de sinais (evidentes ou não) da presença das ditas túberas.

Um sacho para revolver a terra, e uma dose (grande) de paciência e sabedoria, são o essencial para encontrar as túberas no campo, normalmente, é nos terrenos mais “moles”, segundo os entendidos, lavrados há 2/3 anos e com “mato novo” que as túberas aparecem com maior frequência. Há, inclusive, uma linguagem muito própria deste ritual. A presença de uma zona do solo com fendas, o chamado “escarchão” é, por norma, um sinal a reter. Caso se encontre alguma túbera isolada, também, não deve abandonar-se o local, pois nas proximidades estará, diz quem sabe, um conjunto maior das ditas – a chamada “leira”. Os idosos por norma expert na matéria, depois de encontrarem uma túbera isolada, tinham por hábito trautear uma espécie de lengalenga que, segundo a sua crença, ajudaria a encontrar o referido conjunto: “Parceira, parceira, dá-me a tua leira!”

Como a tradição (neste domínio) ainda é o que era, apanhar túberas continua a ser um acontecimento frequente nos campos alentejanos, sobretudo, nos meses de março e abril, as túberas continuam a juntar amigos à volta da mesa em tascas e cafés, como aconteceu por exemplo no Snack Bar 14, em Arronches numa tarde de abril, com umas “Túberas com Ovos”, acompanhadas com um bom tinto da região.
Fotos: E. Moitas