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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Alentejo – A Fortaleza de Arronches revive a época da restauração com a "Raia Viva"


A Fortaleza de Arronches e zona envolvente ao antigo convento de Nossa Senhora da Luz, regressa à época da restauração portuguesa, que começou com o fim da União Ibérica em 1640, graças ao movimento que ficou conhecido como Restauração.


Esse movimento significou o retorno da autonomia política de Portugal, agora sob a dinastia dos Bragança, sendo o seu primeiro rei D. João IV, depois de 60 anos de monarquia dual em Portugal e Espanha.


O evento, designado "Raia Viva" que vai decorrer este fim de semana de sábado e domingo, 26 e 27 de outubro, no antigo largo da Cadeia e Convento de Nossa senhora da Luz, e integra recriações históricas, concertos de música, artes de malabarismo, cuspidores de fogo e um mercadinho alusivo à época com produtos regionais, entre os quais, fruta, doçaria e enchidos.


Uma iniciativa patrocinada pelo Turismo de Portugal, e que conta com o apoio da Câmara Municipal, que acolhe pela primeira vez em Arronches a "Raia Viva".


Para mais informação ver programa em anexo.




 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Ruínas da Fortaleza de Juromenha vão ser recuperadas através do Alentejo 2020

A candidatura do Município de Alandroal para a recuperação da Fortaleza de Juromenha foi aprovada pela Comissão Directiva do Alentejo 2020, num investimento total de 3,5 milhões de euros de financiamento comunitário, o que vai permitir restaurar as ruínas da antiga Fortaleza de Juromenha, que actualmente apresenta um cenário de desleixo onde o que resta da bandeira portuguesa flutua ao vento esfarrapada.

O município de Alandroal irá realizar ainda um investimento de cerca de 1,2 milhões de fundos próprios destinados a restaurar as muralhas abaluartadas, estando inserido num projeto de recuperação mais amplo que inclui a recuperação do interior da fortaleza no âmbito do programa Revive.

O programa Revive, destinado à recuperação e requalificação de património histórico, a fortaleza, com planta de modelo poligonal, é constituído por duas cinturas de muralhas, uma interna, onde se situa a torre de menagem, e outra externa, sendo esta de tipo abaluartado, com planta estrelada.

No espaço interior da fortaleza foram edificadas as igrejas da Misericórdia e a matriz, e também os antigos Paços do Concelho e respectiva cadeia, e ainda uma cisterna de planta rectangular que no passado abastecia a população.

Actualmente, no interior do recinto muralhado existem as ruínas das duas igrejas, da cadeia e dos antigos Paços do Concelho.

Situada numa colina sobre o rio Guadiana, a antiga fortaleza de Juromenha em termos paisagísticos possui uma localização privilegiada, com magnificas vistas sobre o rio Guadiana e regolfo do Alqueva no Alentejo com a Olivença de fundo.
Fotos/ E. Moitas / 2019







sábado, 14 de março de 2015

Arronches – Amigos dos Castelos visitaram a antiga Fortaleza e Igreja Matriz


 Um grupo membros da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, acompanhados pelo Dr. Carlos Santos, realizou esta tarde de sábado dia 14 de março, uma visita ao Centro Histórico de Arronches.

A visita teve início no Largo Serpa Pinto, local onde foram recebidos por um técnico da autarquia, que levou o grupo à descoberta do edifício da antiga Fortaleza de Arronches, que em 1255, D. Afonso III mandou construir, sobre as ruínas de uma fortaleza romana. Com D. Dinis o castelo foi reconstruído e remodelada a torre de menagem, mais tarde viria a sofrer sucessivos ataques durante a crise de 1383-85 e a Guerra da Restauração (1640/62).

No decorrer da visita este interessado grupo vindo de Lisboa teve oportunidade conhecer o interior do edifício da Fortaleza e visitar o Museu (A) Brincar, local onde ponderam rever muitos  brinquedos da sua infância aqui expostos.

Ainda no decorrer da tarde seguiu-se a visita à Praça da República e  Igreja Matriz e Convento de Nossa Senhora da Luz, com passagem pela muralha na zona do jardim do Fosso e baluarte.

A visita terminou ao final da tarde no antigo Largo da Cadeia, frente ao Posto de Turismo, com o grupo visivelmente satisfeito a elogiar Arronches pela conservação do seu património e limpeza da vila, a partir para terras do Prior do Crato, local que vai visitar este domingo. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sociedade de História da Independência de Portugal visitou Concelho de Arronches

Conhecer a fortaleza e muralhas, assim como pormenores arquitectónicos, curiosidades, lendas e as histórias da História do concelho de Arronches, foi uma iniciativa cultural promovida pela da Sociedade de História da Independência de Portugal, esta quinta feira dia 4 de abril.  
  
A iniciativa teve início na parte da manhã com uma visita guiada à Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção, acompanhada pela prof. Maria dos Anjos, do grupo de voluntariado da Igreja.

Seguiu-se ainda na parte da manhã uma visita guiada ao Centro Histórico, com destaque para a Praça da República, exterior do edifício da Santa Casa da Misericórdia e antiga rua de Paço, Largo da Cadeia e zona da Fortaleza, para finalizar a manhã no Museu de (A) Brincar, local onde para além da importante colecção do museu os visitantes tiveram ainda oportunidade de apreciar a arquitectura de interior da Fortaleza de Arronches.

O período da tarde, depois de um almoço tipicamente alentejano no Hotel Rural de Santo António, a comitiva com mais de cinquenta pessoas foi até à freguesia de Esperança, para conhecer as Pinturas Rupestres da "Lapa dos Gaivões", localizada em Vale de Junco no Parque Natural da Serra de S. Mamede.

Já ao final da tarde o passeio terminou com uma visita à barragem do Caia com início na zona das Garças no Baldio de Arronches e passagem pelo paredão da barragem.

Esta visita da Sociedade de História da Independência de Portugal ao concelho de Arronches, teve o apoio do Município e foi acompanhada por um técnico do Posto de Turismo.

De referir que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal, conhecida também pelo acrónimo SHIP, com sede e actividades no Palácio da Independência, é uma associação sem fins lucrativos de direito privado, com o estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública, que visa a defesa da identidade e da independência de Portugal, actuando essencialmente através das áreas da defesa e promoção da educação e da cultura patriótica portuguesa.

A instituição foi fundada com o nome de "Associação Nacional 1.º de Dezembro de 1640" que em 24 de Maio de 1861 indicou uma Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640 com 40 simbólicos membros para a dirigir, qual os 40 Conjurados, tendo os seus primeiros estatutos aprovados por decreto do Ministério do Reino datado de 1 de Dezembro de 1869.

A partir de 1927 adoptou a actual designação, com a sigla SHIP, depois da aprovação de novos estatutos, os quais foram ratificados pelo Decreto n.º 15 827 de 9 de Agosto de 1928.





terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Arronches – Pintura e limpeza de beirais no edifício da fortaleza

O município de Arronches procedeu nos últimos dias à limpeza e remoção de ninhos de andorinha dos beirais do edifício da fortaleza
Esta colónia de andorinha dos beirais constituída por centenas de aves que aqui nidificava vinha ocasionando reclamações de alguns residentes e visitantes a pretexto da sujidade ocasionada pela grande concentração de aves na época de reprodução.
Na intervenção agora efectuada no edifício foi ainda pintado o beirado do antigo edifício da cadeia e instalado um dispositivo que evita a reocupação do espaço por parte destas aves.

Este tipo de acções nunca é pacifico dada a diferente sensibilidade, consciência ambiental ou ainda interesses pessoais de cada um, embora tolerado desde que cumpridos os pressupostos legais estabelecidos para o efeito, e praticado fora da época de nidificação para evitar a morte de crias, nunca reúne consensos, se para alguns dos residentes que diariamente conviviam com as andorinhas foi um bom trabalho, outros questionavam a acção dado serem tolerados os excrementos dos cães em diferentes artérias da vila mas não os das andorinhas.

Saiba mais - andorinha-dos-beirais:

A andorinha-dos-beirais é uma espécie colonial, o que significa que os seus ninhos raramente aparecem isolados, surgindo antes em grupos, que recebem o nome de colónias. A dimensão das colónias é muito variável, podendo ir de poucas dezenas a muitas centenas de ninhos. A densidade de ninhos numa dada colónia é, também ela, variável, em função das características do local e da disponibilidade de espaço. A situação mais típica é aquela em que os ninhos se encontram lado a lado, formando uma fiada contínua. Contudo, há casos de colónias pouco coesas, em que cada prédio apenas tem dois ou três ninhos (com um ninho por baixo de cada varanda), havendo outras que são tão densas, que os ninhos formam várias fiadas horizontais paralelas e compactas, dispondo-se verticalmente em vários “andares” (conhecem-se casos de sete andares sobrepostos).

Andorinhas mal-amadas

A andorinha-dos-beirais alimenta-se de insectos, que captura quase exclusivamente em voo. Da sua dieta fazem parte principalmente os afídeos (vulgarmente conhecidos por pulgões), que constituem uma praga para a agricultura, e também as pequenas moscas, tantas vezes incómodas para as pessoas. Assim, a andorinha-dos-beirais, ao eliminar insectos nocivos ou incómodos, contribui positivamente para o bem-estar do ser humano.

Apesar disso, as andorinhas nem sempre são bem acolhidas, especialmente porque a existência de colónias de aves desta espécie é, muitas vezes, sinónimo da presença de dejectos que caem dos ninhos. Por causa disto, são frequentes os casos de destruição intencional das colónias de andorinhas, cuja proximidade é indesejada. Muitas vezes as aves “despejadas” voltam a construir os ninhos no ano seguinte, no mesmo local, por isso nalguns casos as operações de limpeza dos ninhos são acompanhadas da colocação de redes nas paredes, a fim de evitar a recolonização do local em causa. Sendo a andorinha-dos-beirais uma espécie protegida por lei, estes actos de destruição de ninhos são ilegais e podem dar origem a processos na justiça. Um dos casos mais mediatizados aconteceu em 1999, no Alto Alentejo: os cerca de 400 ninhos da grande colónia de andorinhas-dos-beirais, situada no palácio da justiça de Nisa, foram mandados destruir pelo próprio tribunal, com uma autorização especial do Instituto da Conservação da Natureza. Esta destruição motivou a apresentação de uma providência cautelar pela associação ambientalista FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens) e desencadeou um processo que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) acabou por decidir a favor das andorinhas-dos-beirais, tendo ordenado ao tribunal de Nisa a retirada das redes de protecção que aquele havia mandado instalar para evitar a reocupação do espaço por parte das andorinhas. O acórdão do STJ alerta para o facto de que o Estado português não se pode alhear da responsabilidade que lhe cabe na «defesa da vida selvagem».

Ficha técnica:



Nome vulgar: Andorinha-dos-beirais
Nome científico: Delichon urbicum
Dimensão: 14-15 cm.
Descrição: preta e branca. O preto abrange as partes superiores, as asas e a cauda, ao passo que o branco se estende desde a garganta até ao ventre e também abrange o uropígio.
Espécies semelhantes: a andorinha-das-chaminés também tem as asas e o dorso pretos e a cauda comprida, mas falta-lhe o tom dourado no uropígio; a andorinha-dáurica tem o uropígio e as partes inferiores de tom dourado e não branco, sendo a cauda mais longa.
Habitat: para nidificar, utiliza sobretudo construções humanas, como casas, igrejas, tribunais e escolas, mas também pontes, barragens e depósitos de água; para se alimentar, pode ocorrer em qualquer habitat, enquanto procura os insectos de que se alimenta.


Distribuição: distribui-se por todo o território continental; de acordo com o Novo Atlas das aves de Portugal, a espécie é mais frequente na Estremadura, nas bacias do Tejo e do Douro e no litoral do Algarve. Não nidifica nas regiões autónomas (embora ocasionalmente aí apareça durante as migrações).


Estatuto migratório: estival, pode ser observada principalmente desde meados de Fevereiro até Setembro ou Outubro, havendo observações ocasionais durante a estação fria.
Ficha técnica: Gonçalo Elias















sexta-feira, 1 de julho de 2011

Alunos de Ponte de Sôr visitam Arronches

Um grupo de quarenta alunos acompanhados de oito professores da Escola Pedro d'Andrade de Ponte de Sôr, visitaram esta sexta feira dia 01 de Julho a vila de Arronches inseridos no programa "Férias Activas Escolares".

A comitiva vinda de terras do Sôr, foi recebida no Centro Cultural de Arronches, pelos elementos da Associação Formapelativa que os acompanharam ao longo do dia nas diferentes actividades.

A parte da manhã foi preenchida com um passeio pelos principais pontos de interesse da Vila, entre eles o Edifício da Fortaleza e Museu de (A) Brincar, assim como tiveram ainda oportunidade de assistir uma demonstração de toque de Pedrinhas, com o senhor Carlos Maurício, seguida de visita à oficina de Artesanato de Manuel Palmeiro, com artesãos a trabalhar a cortiça.

A Piscina Municipal foi o local escolhido fugir ao calor e passar a tarde em salutar convívio.

Actividade organizada pela Associação Formapelativa em colaboração com a Escola Pedro d'Andrade de Ponte de Sôr e Município de Arronches.
Foto de Grupo: Fernando Neves Marques