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quinta-feira, 5 de março de 2020

Alentejo - Algumas barragens alentejanas abaixo da sua capacidade no final fevereiro


O mês de fevereiro terminou com algumas das barragens alentejanas ainda abaixo da sua capacidade.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, no último dia do mês de fevereiro de 2020 e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se um aumento do volume armazenado em 6 bacias hidrográficas e uma descida em 6.

Das 59 albufeiras monitorizadas em todo o Alentejo, 18 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 14 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.

No que diz respeito às albufeiras alentejanas existem quatro albufeiras com níveis abaixo dos 20% da sua capacidade e uma abaixo dos 10%.

Fique de seguida com os dados registados nas principais barragens do distrito Portalegre
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Abrilongo - Campo Maior: 51,1%
Caia  - Campo Maior / Elvas: 34,2%
Apartadura – Marvão 100%
Montargil - Ponte de Sor: 95,4%
Póvoa - Castelo de Vide: 64,8%
Maranhão – Avis: 95,1%
Fotos/Emílio Moitas 



sábado, 24 de junho de 2017

Arronches – 4º Concurso de Ganadarias Alentejanas Festas de São João 2017

Hoje, sábado dia 24 de Junho, de 2017, pelas 22h00, realiza-se em Arronches o 4º concurso de Ganadarias Alentejanas, integrado nas Festas de S. João.

Frente a toiros das ganadarias de Romão Tenório, David R. Telles,Eng. Luís Rocha, Vale Sorraia, Monte Cadena e Nuno Casquinha, vão estar Luís Rouxinol, João M. Branco e António Prates.

Em praça vão pegar dois valorosos Grupos de Forcados, Arronches e Monforte.
Fotos: E. Moitas




quinta-feira, 8 de março de 2012

Á Mulher Alentejana

No dia da mulher a nossa homenagem à mulher alentejana com um passado sofrido de pobreza e dura luta nos campos do sul, aqui simbolizado nesta foto com Marcelo Caetano, a lembrar tempos passados sem Troikas como cenário.

Com Caetano as camponesas do sul sonharam com um futuro melhor, que acabaria por não as trair e houve de facto melhores condições de vida nos campos do sul e alguma "liberalização".

O erro da altura foi pensar que nos regimes ditatoriais "liberalização" queria dizer democratização. Sem Guerra Colonial, talvez a esperança de uma democratização elitista se concretizasse. Mas os valores e as ideias moldam mais os homens do que o pragmatismo da democracia.

Caetano, no fundo, também não imaginava Portugal sem império e sabia que em democracia ele desapareceria em meses como de facto veio a acontecer, com o 25 de Abril, um virar de página sofrido sem pena nem glória, com a esperança de tempos melhores que como a lenda de D. Sebastião ainda estão para vir numa manhã de nevoeiro… para os portugueses e novas nações do velho império lusitano.


Á Mulher Alentejana

Mulher Alentejana é madrigal

É aragem fresca, água que corre

É sentimento que nunca morre

Mulher Alentejana é farol

A sua luz faz inveja ao sol


É força agreste, terra barrenta

Fruta silvestre, amora preta

Veste-se de negro simples discreta

Esconde o choro num riso franco

Olha o campo é filho seu

Morreu na guerra, luto lhe deu

Raiva bravia, fundo barranco

Que lhe engoliu os sentires

Rugas na pele gasta p'lo sol

Já foi menina de frescas carnes

Foi rainha de alguns amores

Hoje velhinha pensa na prol


Olha pró sol, aqui estou eu

Vivi a vida que Deus me deu

Posso morrer vou descansada

Perdi os passos naquela estrada

Ganhei o chão onde vou morar

Com o meu filho vou descansar


Olha pró sol, último adeus

À terra virgem, barro gasto

Já não há trigo, já não há pasto

Ai Alentejo dos olhos meus

Antónia Ruivo