Logo que a Páscoa se avizinha e com ela o Espírito de União
e Fraternidade entre famílias e grupos de amigos, são muitos os arronchenses e
gentes vindas de localidades da região incluída Espanha, que procuram o melhor
lugar para acampar nas margens da barragem do Caia, sempre que a meteorologia o
permite, mantendo assim uma tradição antiga.
Com alguns dias ou mesmo semanas de antecedência aqui são
reservados locais e instalados verdadeiros acampamentos, faça chuva ou esteja
sol estas mini férias de Páscoa são mesmo passadas na barragem em contato com a
natureza com destaque para as zonas do Baldio, Pedra da cegonha ou Furadas.
Por estes dias a habitual tranquilidade da zona com o canto
das aves ou a balir dos rebanhos de ovelhas é substituída pelo roncar de
motores de motos e veículos todo o terreno ou música até bem entrada a
madrugada.
Mas embora desde o dia de quinta-feira Santa, os
acampamentos já tenham movimento, é sábado e domingo que atingem maior
animação, mas o dia grande na barragem é mesmo a Segunda-feira de Páscoa, com o
almoço do borrego no campo a marcar a tradição, chegando a faltar espaço para
encontrar uma sombra ou um bom lugar para estender a toalha para ao almoço e
saborear um belo ensopado ou assado de borrego, acompanhados de uma boa pinga
da região.
Ao fim da tarde come-se o folar e dá-se mais umas voltas
pelo campo, para ao anoitecer de Segunda Feira de Páscoa ou nos dias imediatos
começam a ser desmontadas as tendas e a paz regressa às margens do Rio Caia, a
natureza algo ressentida do impacto humano e alguns excessos de gente menos
respeitosa com o ambiente aos poucos todo volta à normalidade aguardando a próxima
invasão que vai ocorrer no próximo ano.
Deixamos algumas imagens registadas ao início da tarde
desta Sexta-feira Santa na zona do Baldio de Arronches.
Fotos: Emílio Moitas/ João Vinagre
nas estrada cortadas não falas tu lambe-botas
ResponderEliminarCaro anónimo até sei que és amigo, mas deixa que te diga e já que me chamas de lambe-botas, mas falta-te os colhões para dares a cara, e dizeres que não concordas com essa ilegalidade de caminhos abusivamente cortados.
ResponderEliminarAbraço e cumprimentos á família.