sexta-feira, 5 de março de 2021

Glifosato - Os perigos tóxicos dos herbicidas que silenciam a primavera

Os perigos tóxicos dos herbicidas que contêm glifosato, uma substância química usada nos meios rurais para matar ervas daninhas em pomares, olivais, terrenos florestais e espaços urbanos.


Poluir o meio ambiente com pesticidas tóxicos ainda é permitido, é legal e “nem sequer está mal visto”, considerando que é uma solução barata e eficaz de "limpar o campo de ervas ou arbustos como silvas" ou ainda “curar culturas agrícolas ou árvores de fruto".


Uma prática que dá origem á poluição de cursos de água e ao desaparecimento de abelhas, libélulas e outros insetos polinizadores, com um impacto muito grave na flora e fauna silvestre.


Atualmente a utilização de venenos não conhece restrições na sua aplicação inclusive em áreas naturais protegidas como a Red Natura 2000, a facilidade e ligeireza com que se aplicam pesticidas tóxicos no campo continua a ser assustadora e indignam-te.


O Glifosato foi considerado potencialmente cancerígeno pela Agência Internacional de Investigação para o Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde, esta substância é utilizada generalizadamente no mundo.


Em Portugal é usada não só por agricultores e proprietários rurais, mas também por autarquias no espaço urbano e bermas de caminhos para eliminar vegetação em passeios e jardins.


Veja as imagens do antes e depois da aplicação do herbicida em Arronches e La Codosera.

Fotos/ Emílio Moitas e Godfried Schreur / 2021







 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Alentejo - Colisão com javali na estrada dos Mosteiros destrói viatura

Um grande susto e danos avultados num veículo ligeiro foi o resultado de uma violenta colisão com um javali, que ocorreu recentemente ao anoitecer na estrada da serra, a municipal Nº 517, que liga Arronches a Mosteiros e Alegrete.


Segundo apuramos junto da acidentada, uma senhora residente em Arronches, a colisão aconteceu ao anoitecer quando o animal selvagem atravessou a referida via inesperadamente, com a condutora a não conseguindo evitar a violenta colisão que lhe destruiu a viatura e vitimou o javali.


Fica o alerta para a elevada perigosidade desta via, com os locais de maior incidência ao anoitecer e amanhecer, com javalis a atravessar a estrada a procura de alimento, com destaque para zonas dos ribeiros dos Passões, e das Pias, assim como no vale da Canada, já nas proximidades da localidade de Mosteiros.

Com/ Emílio Moitas  





 

Maria José Valério morre aos 87 anos, vítima de covid-19


A cançonetista Maria José Valério morreu, na passada terça-feira, dia 2 de março, aos 87 anos, vítima de Covid-19.

 

Maria José Valério, que estava internada no Hospital Santa Maria depois de um surto de Covid-19 na Casa do Artista, foi a intérprete de "Menina dos Telefones" (1961), deu a voz à «Marcha do Sporting” e protagonizou “Olha o Polícia Sinaleiro” e “As Carvoeiras”.


Maria José Valério, passou por Arronches, em 2010 com grande sucesso, onde participou na noite de festa em Honra de Nossa Senhora D’ Assunção, Padroeira da vila de Arronches, que aconteceram a 15 de agosto na escadaria da Igreja Matriz, na praça da República.

O Sporting reagiu à morte da artista enviando uma nota de condolência.


«O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu pesar pela morte de Maria José Valério Dourado, que faleceu, nesta quarta-feira, aos 87 anos.


Voz inconfundível e imagem singular, Maria José Valério, como era artisticamente conhecida, interpretou várias canções e deu voz à Marcha do Sporting.

 

 A artista, Sportinguista de coração, marcava presença em Alvalade sempre que podia e participava em várias das festas Leoninas espalhadas pelo País.

 

 Aos familiares e amigos, o Sporting CP manifesta o seu mais profundo pesar, não deixando de enaltecer e agradecer os anos de amor e dedicação ímpar de Maria José Valério ao Clube.»

 

Sobrinha do compositor Frederico Valério (1913-1982), logo na década de 1950 participou em vários espetáculos de variedades da então Emissora Nacional, e nas emissões experimentais da RTP, na Feira Popular, em Lisboa, depois de ter frequentado o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional.

 

Já em 2000, participou na série televisiva "Casa da Saudade", de autoria de Filipe la Féria, tendo contracenado com Carmen Dolores, Anita Guerreiro, Virgílio Teixeira, Raul Solnado, João d'Ávila, Helena Rocha e Artur Agostinho, entre outros.

 

Dez anos antes, participou na série televisiva "Um Solar Alfacinha" ao lado de Deolinda Rodrigues, Pedro Pinheiro, Carlos Cabral, Natalina José e Natália de Sousa, entre outros.

 

No cinema, participou no filme "O Homem do Dia" (1958), de Henrique Campos e Teresita Miranda, protagonizado pelo ciclista Alves Barbosa (1931-2018).

 

Segundo a "Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX", a sua "interpretação vocal privilegia a emancipação do texto com uma voz aberta, do peito, potente, com um timbre rouco", e destaca "a sua gestualidade como forma de potenciar a dimensão emotiva do texto".

 

Na década de 1960, foi eleita rainha da Rádio de Goa, território então sob administração portuguesa.

Foto/ Emílio Moitas 

 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Arronches – Um drama chamado covid-19 que nos coloca entre os piores


Arronches é um dos três concelhos portugueses que ainda se encontram em risco “extremamente elevado” de contágio por covid-19, com maior número de novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes.


Uma situação que levou Arronches a ser notícia de abertura nos telejornais das principais estações de televisão e Rádio do país.


Os números foram divulgados esta segunda feira, dia 1 de março, pela Direção Geral da Saúde (DSG), no período compreendido entre os dias 10 e 23 de fevereiro, Arronches registou uma incidência cumulativa de 1.773 novos casos/100 mil habitantes.


Os outros dois concelhos do país no patamar mais elevado de contágio por Covid-19 são Manteigas, com 1.986 casos, e Resende (1.421).

Vídeo/ RTP 1 – Fotos / Emílio Moitas + TVI 


 

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Arronches – Cheia deixou árvores de grande porte presas na Ponte do Tinte

As marcas do mau tempo deste inverno que atingiu Portugal, e em particular o distrito de Portalegre, recentemente ainda são visíveis na ribeira de Arronches, com a queda de árvores de grande porte que foram arrastadas pela última cheia a ficar presas em pontes, como se pode observar na zona da Porta do Rio, na Ponte do Tinte em Arronches.


A ponte do Tinte, na ribeira de Arronches, foi construída em 1998, numa iniciativa da Junta de Freguesia de Assunção, que melhorou os acessos a Santa Luzia, Quinta dos Lagartos e outras quintas e propriedades agrícolas.  

Fotos/ E. Moitas / 27/02/2021






 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Monforte – Corte e poda ilegal de cerca de 3 000 azinheiras na zona da Ponte do Almuro


O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Elvas, ontem, dia 24 de fevereiro, detetou o corte rente e a poda mal executadas de cerca de 3 000 azinheiras (Quercus ilex),  no concelho de Monforte.

 

No âmbito de uma ação de patrulhamento de proteção florestal, os militares da Guarda detetaram, na propriedade de São Sebastião, nas proximidades da ponte do Almuro, numa área aproximada de 42 hectares, o corte rente de 1 939 azinheiras em bom estado vegetativo e a poda mal executada de 1 058 azinheiras, também em bom estado vegetativo.

 

No decorrer das diligências policiais, foi solicitada a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para avaliar o impacto no ecossistema e a destruição do estado vegetativo das árvores, tendo sido elaborado um auto de contraordenação por falta de autorização do corte de azinheiras adultas e de poda mal executada.

 

Foi ainda elaborado um auto de notícia por danos contra a natureza. Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Portalegre.


O corte ou arranque das espécies de azinheira e sobreiro em povoamento ou isolados, carece de autorização prévia, uma vez que estas espécies incluem alguns dos biótopos mais importantes ocorrentes em Portugal continental em termos de conservação da natureza. Desempenham assim uma importante função na conservação do solo, na regularização do ciclo hidrológico e na qualidade da água.


Têm ainda um elevado interesse económico a nível local, desempenhando um papel fundamental na produção animal, nomeadamente destinada a produtos tradicionais.

Fotos/ GNR




 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Portalegre - USNA manifestou-se com cordão humano “pela defesa dos salários e pelo emprego de qualidade”

A CGTP-IN levou a efeito esta quinta feira, dia 25 de fevereiro uma “JORNADA DE LUTA NACIONAL” descentralizada em todos os Distritos e Regiões Autónomas, sob o lema “Salários, emprego, direitos! Confiança determinação e luta por Portugal com futuro!”


Em Portalegre a ação da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) consistiu num cordão humano, pela defesa dos salários e pelo emprego de qualidade, que teve lugar pelas 17h00, com início junto ao Centro Distrital da Segurança Social, na Praça João Paulo II, e o Centro Comercial Fontedeira, na Avenida Movimento das Forças Armadas.


A ação de luta em Portalegre, terminou com uma tribuna pública, por volta das 18h00, frente ao Centro Comercial Fontedeira.


A coordenadora da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), Helena Neves, na sua intervenção, sublinhou a importância desta ação de luta, justificando que um ano depois do início da pandemia da covid-19, “os direitos laborais encontram-se suspensos, havendo várias entidades empregadoras que continuam a aumentar os níveis de exploração dos funcionários e a praticar despedimentos”.


Para a CGTP-In, “com a justificação da epidemia e à boleia das medidas desequilibradas do Governo, o patronato aproveitou para desregular horários, impor laborações contínuas e bancos de horas, roubar férias, chantagear e ameaçar os trabalhadores e despedir aqueles que têm vínculos precários, como se de peças descartáveis se tratassem”.


Por tudo isto, a CGTP-IN defende “condições de Higiene e Segurança adequados, e mais e melhores salários que garantam uma vida digna a quem trabalha e às suas famílias”.


A CGTP-In avança “rumo à mobilização para as comemorações do 25 de Abril e para realizarmos um grande 1º de Maio, de afirmação das reivindicações dos trabalhadores e exigência da mudança de rumo necessária aos trabalhadores e ao país”.


A CGTP-IN adianta que “esta luta que terá outros momentos de convergência nas ações da Semana da Igualdade, de 8 a 12 de março, com iniciativas em todos os sectores nos locais de trabalho e na rua, com o lema “Defender a saúde, dignificar o trabalho, avançar na igualdade!” que assinalarão em luta o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher e no Dia de Luta dos Jovens Trabalhadores, a 25 de Março, 25 de Março, com ações em Lisboa e no Porto que trarão à rua a exigência de + emprego, + salário, + estabilidade e do futuro a que têm direito”.

Fotos/ E. Moitas