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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Arronches - Águia-calçada caçava pombos e colidiu com a torre


Que os pombos domésticos que nidificam às dezenas nas torres da vila de Arronches são disputados por caçadores e aves da rapina, não constitui motivo de admiração, os primeiros por diversão a pretexto de supostos prejuízos nas culturas agrícolas vão dando uns tiros e comendo alguns pombos, os segundos (aves de rapina), por necessidade dada a escassez de peças de caça no campo, encontraram aqui um importante reservatório de alimento fácil.

Sendo frequente observar quer de dia ou mesmo durante a noite (bufo-real Bubo bubo), aves de rapina a tentar caçar algum pombo junto das torres, o insólito desta situação reside apenas no fato de uma destas tardes de fim de verão, uma Águia-calçada Hieraaetus pennatus,  numa tentativa falhada de caça acabar por colidir com a torre e cair ferida numa rua adjacente à Praça da República.  

Recolhida pela GNR, a ave foi encaminhada para o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, local onde está a recuperar com sucesso da colisão com a torre, para logo que esteja totalmente recuperada ser devolvida novamente à natureza.

A Águia-calçada, é uma rapina de médias dimensões, que se caracteriza pela sua cauda quadrada e pelas patas emplumadas. Os indivíduos de fase clara são fáceis de identificar, a plumagem é preta e branca, conferindo um forte contraste nas partes inferiores, o que torna estas aves distinguíveis à distância.

Embora escassa na maior parte do território nacional, pode ainda ser vista no Alentejo, com destaque para as zonas das barragens do Caia e Montargil e na região de Barrancos. Durante o Inverno surge no estuário do Sado e na lagoa de Santo André.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Santa Eulália – Colidiu com cavalo mas só parou em Elvas



Um automóvel de matrícula espanhola colidiu com um cavalo na noite da passada quarta-feira, dia 26 de dezembro, na EN 246 perto de Santa Eulália. Apesar do embate, que danificou bastante a viatura envolvida, o condutor e único ocupante do veículo prosseguiu a sua marcha até Elvas, vindo no entretanto a parar junto ao nó do Vedor da A6.

Desconhece-se o motivo que levou o automobilista não imobilizou o carro no local do acidente, o certo é que o BMW que conduzia percorreu mais de uma dezena de quilómetros com o capot todo amolgado e os vidros dianteiro e traseiro quebrados.

Os Bombeiros Voluntários de Elvas ainda acorreram a este insólito incidente, mas não foi necessária a sua intervenção.

A GNR tomou conta da ocorrência.