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terça-feira, 9 de abril de 2019

Azinheiras em perigo no Alentejo


Norbert Wenzi, cidadão alemão e residente em Vila Nova da Baronia denunciou o arranque de dezenas de sobreiros numa herdade do concelho de Alvito.

Este cidadão estrangeiro a viver no Alentejo interroga a autarquia relativamente à legalidade do arranque das árvores.

Segundo palavras de Norbert Wenzi nesta Rede Social, “Novamente outra vergonha no Município de Alvito depois num licenciamento pela uma morada ilegal. Uns brutos estão a cortar muitas azinheiras quais estão protegidas. Por que sempre as pessoas quais não vivem aqui podem fazer o que querem?".

Dezenas de comentários na sua página de facebook criticam o arranque das árvores e passividade das autoridades.
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Campo Maior 530 azinheiras em risco

De referir que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo colocou na passada segunda-feira, 1 de abril, em consulta pública o projeto do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, que “implica o corte de 530 azinheiras”.

Com um impacte negativo sobre a avifauna estepária e habitat ripícolas, com a construção de infraestruturas que permitem o abastecimento de água de rega a uma área de 2 160,30 hectares, a partir da Albufeira de Abrilongo.
Fotos/ Norbert Wenzi / E. Moitas




terça-feira, 21 de março de 2017

Arronches – No Dia Mundial da Árvore ou da Floresta destacamos os Montados de Azinho

O Dia Mundial da Árvore ou da Floresta celebra-se anualmente a 21 de março.

Neste dia chama-mos a atenção para a importância dos montados de azinho que envolvem de verde Arronches, são sistemas agro-silvo-pastoris que têm desempenhado um papel de grande importância desde tempos imemoriais, para a preservação da biodiversidade, revelando-se como sistemas equilibrados e sustentáveis, que favorecem a conservação dos recursos naturais. Se por um lado permitem a exploração agrícola e pecuária, bem como, actividades de lazer, por outro favorecem a conservação de habitats de espécies ameaçadas, e a mitigação dos processos de desertificação, desempenhando funções ecológicas, económicas e paisagísticas.

Neste dia decorrem várias ações de arborização e reflorestação, um pouco por todo o mundo, no passado Arronches também não era excepção, com as crianças das escolas a participarem em actividades que assinalavam a chegada da primavera.  

O objetivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono).

30% da superfície terrestre está coberta por florestas, sendo nestas que se realiza a fotossíntese - produção de oxigénio a partir de dióxido de carbono. As florestas são apelidadas dos pulmões do mundo, não apenas pela sua função de manutenção e renovação dos ecossistemas, como também pela sua importância em áreas estratégicas como a economia e a produção de bens e alimentos.

Origem do Dia:
A celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou a 10 de abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA). O seu mentor foi o jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação ordenada de árvores no Nebraska, promovendo o "Arbor Day".

Em Portugal, a 1.ª Festa da Árvore comemorou-se a 9 de março de 1913 e o 1.º Dia Mundial da Floresta a 21 de março de 1972.
Fotos: Emílio Moitas
1-      Azinheiras centenárias
2-      Monte do Rebolo 1987
3-      Mosteiros – anos 1990
4-      Herdade das Algueireiras - 1923
5-      Vara de Porcos Arronches – Anos 1990
6-      Vaso com azinheira em Angola Gentileza de Nelito Cardoso 

CORTICEIROS

No silêncio ardente do dia parado,
Há lida de gente no denso montado.

Há troncos despidos, já lívidos, frios,
E troncos que esperam, em funda ansiedade,
Com gestos convulsos, de sonhos sombrios,
Em dor e silêncio, por toda a herdade.

Os pés descalços trepam ágeis,
Sobem...
O machadinho crava-se e segura,
Como se fora um croque de abordagem,
O homem
A subir, na faina dura.
E lembra-me, assim vistos a distância,
- Os vultos a trepar pelos troncos gigantes –
Como em contos de infância,
Cornacas dominavam enormes elefantes.

Que os troncos majestosos e inermes
Têm o ar daqueles paquidermes,
Lentos, laboriosos, resignados. –
Desses trágicos braços contorcidos,
Que mais tarde, a sangrar,
São a gala maior desta paisagem,
E, agora, estão gelados, confrangidos
Pela tortura sem par,
No pino da estiagem,
Vão homens rudes, escuros e suados,
Lenço metido sob o chapéu largo,
Arrancando aos bocados,
Em férrea luta obscura,
Com qualquer coisa de febril e amargo,
A epiderme dura.

-Oh, velhas árvores dos montados!

E há pasmo na canícula.
E há silêncio, de assombro, na paisagem!

-Troncos dilacerados!...
Poesia de:Francisco Bugalho






segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Reflorestação na Serra de S. Paulo em Castelo de Vide

Em nota informativa a Câmara Municipal de Castelo de Vide convida os cidadãos interessados em participar em mais uma campanha de reflorestação na Serra de São Paulo, que terá lugar no dia 13 de janeiro de 2013, pelas 10h30, a efetuar a sua inscrição no Gabinete Florestal Municipal (Centro Municipal de Cultura) ou através do telef. 245 905 154 ou pelo e-mail  gtf.cmcv@gmail.com  até ao próximo  dia 11.

Esta acção visa a plantação de cerca de 1000 árvores autóctones, respectivamente Carvalhos, sobreiros e azinheiras, com vista à valorização da flora e da biodiversidade da Serra de São Pedro que nos últimos anos foi atingida por um incêndio.

A concentração dos voluntários tem lugar na Praça Valência de Alcântara pelas 10h00.