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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Alentejo – Caçavam em terrenos incendiados e foram detidos pela GNR


Em nota e imprensa o Comando Territorial de Beja, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Beja, informou, que no passado dia 10 de outubro, deteve cinco homens, com idades compreendidas entre os 37 e os 59 anos, por caça ilegal, no concelho de Beja.

 

O ilícito foi detetado no decorrer de uma ação de fiscalização, com os elementos do NPA a detetaram os homens a caçar em terrenos onde tinha acontecido um incêndio há menos de 30 dias, o que é proibido, nomeadamente por tornar mais vulneráveis as espécies cinegéticas que lá tentam sobreviver.

 

No decorrer da ação foram apreendidos: Cinco espingardas de caça, uma cartucheira e 42 cartuchos.

Os detidos foram constituídos arguidos, e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Beja.

Foto/ Emílio Moitas (arquivo)

 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mega operação prende 17 caçadores furtivos no sul de Espanha


Elementos da Guardia Civil e do Servicio de Protección de la Naturaleza (Seprona) prenderam nos últimos dias 17 pessoas na denominada “Operação Pardina” uma ação em que os agentes utilizaram um importante dispositivo de forma a erradicar a caça furtiva nos territórios que constituem o habitat do lince ibérico.
Segundo nota informativa da Benemérita (Guardia Civil), o que desencadeou esta operação foi o facto de continuarem a aparecer linces feridos a tiro ou com lesões provocadas por armadilhas, situação já verificada em 2011/2012 e que na altura levou a detenção de 13 furtivos.

Em 2014, técnicos do serviço do Medio Ambiente constataram o reaparecimento da atividade furtiva nos territórios do lince, dando início a uma investigação durante quatro meses no espaço de Natural de Doñana, e zonas envolventes de expansão desta espécie em perigo de extinção, que culminou com a detenção de 17 caçadores furtivos, e ainda na apreensão de um verdadeiro arsenal utilizado nesta prática ilícita, assim como animais entre os quais um javali vivo utlizado como reclame numa jaula.    

Com esta operação as autoridades tentaram erradicar o uso de meios não seletivos como laços, ferros, nestas áreas, assim como gaiolas com iscos, que constituem um perigo para qualquer espécie de carnívoro entre os quais se encontram Linces, raposas ou texugos.
Do mesmo modo as autoridades deixaram o aviso que estão atentas a esta prática criminosa não deixando impunes os seus autores.

A prática da atividade furtiva não é exclusiva apenas do território espanhol, em Portugal quer a caça em áreas protegidas ou o controlo de predadores com iscos envenenados em algumas reservas de caça é uma prática ilegal que vem nos últimos anos dizimando diversas espécies protegidas por lei.

A existência de dezenas de cães utilizados na caça e a viverem em locais em condições inumanas, sem vacinas ou documentação, assim como a captura de gatos domésticos ou raposas para depois utilizados vivos no treino desses cães, são queixas que chegam com alguma regularidade às Associações de Defesa da Natureza, e mereciam uma resposta adequada por parte das autoridades.