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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Arronches - Igreja acolhe Festival de Música Sacra


A paróquia de Arronches, na diocese de Portalegre-Castelo Branco, vai realizar o 3.º Festival de Música Sacra, com um ciclo de concertos de Páscoa, durante os meses de abril e maio, em colaboração com o município local. O evento tem início no próximo domingo, 27 de abril, na Igreja Matriz de Arronches, às 18h00, com uma sagração do período barroco através da organista Marília Canhoto e do flautista Jorge Álvaro Ferreira.

Em nota informativa o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, avança que serão executadas peças de Dietrich Buxtehude, Jacques Arcadelt, Clemens non Papa, Giovanni Bassano, Johann Pachelbel, Johann-Adolph Hasse, Cipriano de Rore, Carlos Seixas, Nicolas Chédeville, John Travers e Jean Baptiste Loeillet.

No sábado seguinte, 3 de maio, à mesma hora, irá realizar-se no mesmo espaço (Igreja Matriz) um encontro de coros com a participação do Coro Polifónico de Ponte de Sor (maestro Rui Picado) e do Grupo Vocal Ad Libitum de Coimbra (maestrina Isilda Margarida). Entre outras, serão apresentadas peças de Mozart, Haendel, Lopes Graça, Giuseppe di Marzi, Jacques Arcadelt, Tomás Luis de Victoria, Oswald Jaeggi, Asíns Arbo, Antonio Lotti, Mário de Sousa Santos e Manuel Faria.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Arronches - Festival de Música Sacra em remate polifónico


 Encerrou no dia 28 de Abril o II Festival de Musica Sacra de Arronches, com as actuações dos coros Stella Matutina de Évora e Cristo-Rei da Portela de Sacavém. Para além de se ter constituído como um concerto de boa qualidade, sem momentos mortos – eliminados pelos solos de organísticos –, a população de Arronches aderiu em número significativo para também assim dignificar o evento, ainda que fosse desejável uma Igreja Matriz muito mais assistida.

O coro Stella Matutina demonstrou desde cedo a maturidade de vozes habituadas a ler partituras e a respeitar a condução impecável do maestro (também organista) Rafael Reis. Com efeito, o Stella Matutina, que apresentou um repertório variado, desde a escola portuguesa, passando pelo (desta vez) pouco dissonante Maurice Duruflé, e por Palestrina, além de abordar o espiritual negro (Rollo Dilworth), apresentou-se como um coro com uma capacidade interpretativa invulgar – podemos afirmar que nas duas edições do festival foi mesmo o melhor conjunto vocal –, atestada pela combinação dos efeitos contrastantes não demasiado acentuados entre pianos sem oscilação e fortes dinâmicos, para além de entradas e finais de uma precisão imaculável. A peça de Maurice Duruflé, um autor considerado relativamente difícil pela sobreposição de vozes discordantes, foi o exemplo da claridade inequívoca e convincente do grupo.

Também o coro litúrgico Cristo-Rei apresentou um repertório variado, apostando no canto gregoriano, em compositores nacionais, em peças de Schubert, Rachmaninov e Palestrina (para apenas se mencionarem os mais sonantes), e apresentando-se em cambiantes de grande contraste, ainda que com pequenos desacertos nos timbres (em especial no contralto). No entanto, o coro Cristo-Rei apostou em peças de grande intensidade melódica e notou-se a alegria emprestada à sua actuação, reforçada pela mestria do maestro Rui Gonçalves Fernandes, que, aliás, enriqueceu a actuação com os esclarecimentos às peças ouvidas.

Acabou, pois, da melhor forma, um festival que contamos prosseguir no ano de 2014.
Fotos/Texto: A. Pascual 


sexta-feira, 26 de abril de 2013

II Festival de Música Sacra com encontro de coros este domingo


II Festival de Música Sacra que começou a 7 de abril com um ciclo de Concertos de Páscoa, termina este domingo dia 28, ás 17h00, na Igreja Matriz de Arronches, com o organista Rafael Reis e os coros Stella Matutina, de Évora, e Cristo Rei, da Portela de Sacavém, que apresentam peças de Maurice Duruflé, Diogo Dias Melgás, Georg Friedrich Haendel, Tomás Luis de Vitoria, Manuel Mendes e compositores litúrgicos portugueses, além de espirituais negros e gospel.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Concerto de Órgão - António Duarte – os dedos de Deus


O concerto inaugural do Ciclo de Concertos de Órgão – Música nas Igrejas, integrado no II Festival de Música Sacra de Arronches contou, no dia 7 de Abril, com as excelentes interpretações de António Duarte, organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, agora apresentando-se no órgão positivo da Igreja Matriz de Arronches. António Duarte escolheu, como explicou Rafael Reis, um repertório que se poderia dividir em dois conjuntos de quatro peças (os temas de autores do século XVII e os dos autores do século XVIII), começando por um exuberante e majestático tento de 6º Tom, de autor anónimo, resultado da combinação de registos dialogais em fuga; passou depois para a sonoridade recolhida de Bartolomeu de Olague, em cadência lenta e melancólica (com momentos de combinações melódicas quase dissonantes); interpretou Manuel Rodrigues Coelho num colorido tímbrico decorrente de uníssonos agudos em contínuo; e acabou com o registo leve mas claro (e quase místico), próximo do baixo contínuo, da obra anónima “6º Tom para o Levantar o Deus”. De seguida, o organista interpretou duas sonatas em lá maior de Carlos Seixas, com um contraste entre ambas muito acentuado (a primeira a usar dos tons agudos e a segunda, algo repetitiva, a apostar em sonoridades graves), ainda que o ritmo italianizante dos allegros não permitisse fazer esquecer Seixas. Já a acabar, ouviu-se a fuga lenta e entrelaçada de José da Madre de Deus, mantendo uma gravidade hierática que atingiu o apogeu quando a cadência, próxima do final, parece morrer e recupera pouco depois.

A finalizar, António Duarte presenteou o auditório da Igreja Matriz com mais um tema exuberante e surpreendente pela força contrastante dos volumes sonoros e dos coloridos tímbricos daí resultantes, obra de Soror da Piedade (Discurso de 1º Tom).

A Igreja Matriz, longe de estar cheia, contou ainda assim com um público significativo, tendo, no final, o Pároco Fernando Farinha agraciado o executante – de resto um músico de uma discrição e delicadeza exemplares –, acompanhado no reconhecimento pela Sra. Presidente do Município de Arronches.  



segunda-feira, 25 de março de 2013

Arronches recebe II Festival de Música Sacra



A paróquia de Arronches, diocese de Portalegre-Castelo Branco, organiza em abril o II Festival de Música Sacra com um ciclo de Concertos de Páscoa, anuncia uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

No dia 7 abril, às 18h00, na igreja matriz, António Duarte, professor de órgão na Escola de Música do Conservatório Nacional e organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, inaugura a iniciativa com obras de Bartolomeu de Olague, Manuel Rodrigues Coelho, Carlos Seixas, José da Madre de Deus e Soror da Piedade.

Pelas 19h15 do dia 20 a igreja de Nossa Senhora da Luz acolhe o organista João Cavaco, o violinista André Fresco e o Coro do Carmo, de Beja, regido pelo padre António Cartageno, com um programa que inclui obras de Haendel, Grell e do próprio sacerdote, colaborando ainda o organista João Cavaco e o violinista André Fresco.

O ciclo que começou em 2012 termina no dia 28, às 17h00, na igreja matriz de Arronches, com o organista Rafael Reis e os coros Stella Matutina, de Évora, e Cristo Rei, da Portela de Sacavém, que apresentam peças de Maurice Duruflé, Diogo Dias Melgás, Georg Friedrich Haendel, Tomás Luis de Vitoria, Manuel Mendes e compositores litúrgicos portugueses, além de espirituais negros e gospel.

Fonte: Diocese de Portalegre-Castelo Branco