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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Estremoz – FIAPE 2009 com Recorde de Visitantes

A FIAPE Feira Internacional de Agro-pecuária de Estremoz, encerrou as suas portas este Domingo perante uma verdadeira avalanche humana atraída em parte pelo Show de Tony Carreira, o recinto foi pequeno para os milhares de visitantes. O evento que vai na sua 23ª edição e já conheceu altos e baixos embora sempre se tenha realizado. Este ano estava bonita a feira e os visitantes responderam á chamada.

Não deixa de ser curioso a coincidência de datas com Ovibeja e inclusive o facto de terem copiado todo o cartaz de espectáculos musicais a levar a efeito na FIAPE, ou lá pelos lados de Beja andam com falta de imaginação ou então algo existe por detrás desta estranha forma de organizar eventos no Alentejo? Foram coincidências a mais!!!

De parabéns esteve a organização da FIAPE e Câmara Municipal de Estremoz pelo o sucesso alcançado nesta 23ª edição da feira. Deixamos em jeito de sugestão para edições futuras, que seria conveniente a instalação de mais Bilheteiras de acesso ao recinto da feira, isto para evitar as filas que se registaram este Domingo. Importante seria também alterar a localização do Palco Principal da feira, dado que a sua baixa localização impedir que a maioria do público presente nos concertos consiga ao menos avistar os artistas em palco, esta situação não se verifica por exemplo no Crato local onde também se realizam espectáculos de grande nível que envolvem milhares de pessoas.

Este Domingo no concerto do Tony Carreira realizado na FIAPE para muitos foi quase como estar em Roma e não avistar o Papa… a culpa foi exclusiva da má localização do palco.

Muito mais havia para dizer sobre este importante evento de Estremoz mas não me vou alongar, que o sucesso da FIAPE se repita em 2009, são os votos de Arronches em Notícias.

Como nota final aqui ficam mais algumas fotografias da Feira 2009.

sábado, 2 de maio de 2009

Estremoz – Exposições de Fotografia de Eduardo Gageiro e Pedro Lobo

Integradas no Mês da Imagem (Maio) 2009, foram inauguradas na tarde do dia 02 de Maio as Exposições: “Fé – Olhares Sobre o Sagrado”, de Eduardo Gageiro e “ Favelas: Arquitectura de Sobrevivência”, do fotografo brasileiro Pedro Lobo.
Estas duas exposições de fotografia de grande qualidade poderão ser vistas de 02 a 31 de Maio de 2009 na cidade de Estremoz.

As fotografias de Eduardo Gageiro estão patentes na Galeria Municipal D. Dinis, acolhendo a sala de exposições do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho a mostra fotográfica de Pedro Lobo.
O horário de ambas as exposições é de 3ª a Domingo das 9h00 – 12.30h - 14h00 ás 17h30.


Eduardo Gageiro expõe na Galeria Municipal D. Dinis a “Fé - olhares sobre o sagrado, conjunto de fotografias feitas para o livro “Manifestações Religiosas de todo o Mundo” de José Matoso.
Através da sua objectiva, Eduardo Gageiro, consegue captar momentos únicos, que permitem retratar as diferentes manifestações do Sagrado no quotidiano e que espelham imagens, pinturas e objectos que definem crenças, devoções e actos litúrgicos.
Com apenas 12 anos Eduardo Gageiro viu uma fotografia sua publicada na 1ª página do Diário de Notícias.
Começou a sua actividade de repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado, e a partir daí dedicou toda a sua vida ao foto-jornalismo.
Foi colaborador das principais publicações portuguesas e estrangeiras e da Presidência da República. Tem trabalhos reproduzidos um pouco por todo o mundo, com os quais ganhou mais 300 prémios internacionais. Em 10 de Junho de 2004 foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.


Pedro Lobo, um fotógrafo brasileiro que divide o seu tempo entre o Rio de Janeiro, Arronches e Lisboa, expõe no Museu Municipal de Estremoz – Prof. Joaquim Vermelho um trabalho denominado “Favelas: arquitectura de sobrevivência”.
No excelente catálogo desta sua exposição para além das fotografias aqui reproduzias Pedro Lobo num pequeno texto danos a conhecer um pouco mais da realidade das Favelas:

“Já faz bastante tempo que tenho utilizado a fotografia de arquitectura como um meio de tecer comentários a respeito das pessoas que vivem e ocupam estes espaços. A princípio, fotografei as favelas da cidade do Rio de Janeiro com o objectivo de mostrar a luta pela dignidade, apesar de todas as dificuldades, destas pessoas que não tem outra escolha a não ser viver nestas comunidades excluídas. A maior parte das pessoas de classe média nunca entrou em uma favela e não tem a menor ideia a respeito do universo paralelo existente nestes lugares.

A exclusão é a força criadora de um universo paralelo nas favelas: poder paralelo, economia paralela, sociedade paralela, vidas paralelas. A cidade expõe suas feridas abertas, permanentes, paralelas e, no terceiro mundo, decorrentes do idealizado no passado pelos que excluíram parcelas significativas da população.

Eu fotografo estas construções da mesma maneira que fotografaria monumentos ou residências privilegiadas. Construo estas imagens com geometria, composição e estrutura cuidadosamente planejadas buscando um resultado formal contemporâneo que inclui referências históricas da arte e, em especial da fotografia.

“Quem não entra não sabe”

As favelas do Rio de Janeiro expandem os limites da compreensão: estatísticas e de cidade, confinadas em área reduzidas, com pouca ou quase nenhuma infra-estrutura urbana. Quem não mora lá não sabe direito o que é uma favela carioca. Quero fazer com que todos entrem em uma favela e, como eu, aprendam um pouco mais sobre estas pessoas e suas condições de vida.

Estas imagens reflectem a responsabilidade com a qual lido em meu trabalho. Estas imagens não são a respeito de pobreza ou miséria, mas sim sobre seres humanos que se encontram, em situações extremamente adversas e, que apesar de tudo, decidiram não abandonar a luta por uma existência digna.”

PEDRO LOBO -
www.lobofoto.com
Uma mostra imperdível, fica a sugestão de uma visita a estas exposições destes dois grandes mestres da fotografia.