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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Universitária elvense desaparecida foi assassinada em Lisboa

A jovem universitária, Beatriz Lebre, de 23 anos, foi assassinada em Lisboa, supostamente pelo namorado e companheiro de faculdade, um jovem de 25 anos.

Procurada pela família desde o passado dia 18, quando regressou a Lisboa, altura em que deixou de entender os contatos da família, o que motivou a preocupação de familiares e amigos, que não a voltaram a conseguir contatar.

Procurada em casa no passado dia 22 de maio, por familiares que não a encontraram decidiram participar o seu desaparecimento às autoridades.

Na sequência das investigações o namorado confessou o crime e encontra-se detido.

As autoridades continuam a realizar buscas para encontrar o corpo da vítima que terá sido ocultado perto do Rio Tejo.

O jornal Linhas de Elvas na sua página web, avança que a vítima, faz parte de uma família elvense ligada ao ramo óptico, e que fez o seu percurso de vida na cidade de Elvas.
Foto/ Emílio Moitas


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Acidente em Espanha vitima camionista elvense


Um camionista residente em Elvas, de 50 anos de idade, morreu na tarde de sexta-feira, dia 2 maio, cerca das 15 horas, vítima de um acidente de viação na província de Badajoz.

O camião conduzido por Gonçalo Lérias despistou-se junto à localidade de Monesterio, ao km 720 da estrada N-630, segundo dados avançados pelo Centro 112 da Extremadura.

No local do acidente esteve uma Unidade “medicalizada del Servicio Extremeño de Salud (SES) localizada em  Zafra, e “ personal sanitario del Punto de Atención Continuada de Monesterio”, assim como as corporações de bombeiros de Zafra, Llerena e Monesterio,  e ainda efectivos da Guardia Civil de Tráfico, que pouco  puderam  fazer para resgatar com vida o condutor, que ficou debaixo do camião que ia carregado de carvão.
Foto: Hoy.es 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Elvas - Hospital de Santa Luzia vai continuar a funcionar 24 horas por dia

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), a Direcção Regional de Saúde do Alentejo (ARS), médicos e enfermeiros do Hospital e Santa Luzia (HSL) de Elvas, reuniram esta sexta-feira, 5 de Abril, para abordar os rumores que pairavam sobre o futuro do hospital elvense.

As conclusões desta reunião foram apresentadas à Comunicação Social pelo Presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, que garantiu aos trabalhadores e à população em geral o funcionamento "da Urgência do HSL", tal como "o Bloco Operatório", e "os serviços de Ortopedia bem assim como todas as outras valências inerentes, 24 horas por dia".

Fonte: Jornal Linhas de Elvas 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Arronches - Capitão Augusto Picão Tello Escritor e Combatente da Grande Guerra



Augusto Picão da Silva Tello nasceu em Arronches a 15 de Fevereiro de 1894. Filho de José da Silva Lobão Telo e de Ana Teodora da Silva Telo.
Nasceu numa família numerosa, tendo tido quatro irmãos, a Ana o Miguel, Mário, António e o conhecido jornalista elvense José Picão Telo.
Estudante distinto Augusto Telo, obteve excelentes classificações em todas as escolas por onde passou.
Frequentou os Liceus de Portalegre e Pedro Nunes, de Lisboa, a Escola Politécnica, o Instituto Superior Técnico, a Escola Militar e a Universidade de Coimbra. Além do curso da arma de artilharia, possuía o quarto ano completo de engenharia.
Alistado como voluntário no Regimento de Cavalaria 1, em 26 de Setembro de 1916, foi promovido a alferes a 22 de Outubro de 1917, sendo aspirante a oficial do regimento de Artilharia 3, a Tenente por decreto de 1 de Dezembro de 1921 e a Capitão em Dezembro de 1927.
A 28 de Março de 1921 casou com Maria Júlia Nunes da Silva, de cuja união nasceriam dois filhos.

O Capitão Augusto Tello fez parte do Corpo Expedicionário Português a França, combateu na Grande Guerra de 1917 a 1918, onde foi atingido por gases. Na batalha de 9 de Abril foi feito prisioneiro dos alemães, sendo internado no campo de Uchester meen Fuchesberg.
Os maus-tratos que sofreu durante a prisão neste campo e a intoxicação pelos gases, de que foi vitima no campo de batalha, foram as causas principais de uma doença que durante alguns anos lhe causou atroz sofrimento, acabando por o falecer a 8 de Fevereiro de 1932.
Possuía as seguintes condecorações: Cruz de Guerra, Oficial da Ordem Militar de Aviz, medalha comemorativa da campanha de França 1917 -1918, medalha da Vitoria e medalha militar de Prata da classe de comportamento exemplar.

Aos 21 anos fez Augusto Tello, na Liga Naval Portuguesa, uma conferencia subordinada ao tema “A Família e a Tradição”, tendo realizado outras conferencias na Escola de Guerra, na Associação Académica de Coimbra, no Liceu de Portalegre, pouco tempo antes de piorar o seu estado de saúde, havia sido convidado para fazer uma conferencia no Grémio Alentejano, sobre os “Campos do Alentejo”.A sua actividade literária, condicionada pela doença de guerra que afectou, resumiu-se á publicação de um único livro de versos, intitulado “Intimas”, publicado em 1921 pela Casa Moura Marques, de Coimbra, livro dedicado a seus pais, onde numa dedicatória manuscrita diz: «A meus pais, a quem tudo devo, com um beijo de gratidão e amor eterno, ofereço os meus primeiros versos».

Com apenas 15 anos Augusto Tello, dedicou a seu pai, que pela força do destino, se viu forçado a ir procurar em terras de África o pão para o sustento da sua numerosa família, um sentido soneto que transcrevemos do seu livro “Intimas”.
Quando a morte o surpreendeu tinha prestes a entrar no prelo, possivelmente na Imprensa da Universidade de Coimbra, um valioso estudo sobre “Os Barros de Estremoz”. No seu espólio literário deixou “Breves elementos para o estudo do estilo romântico”, cuja publicação se iniciou no extinto jornal “Correio Elvense”.

A sua casa de Coimbra, aquando dos seu tempos de estudante foi uma espécie de cenáculo onde em animadas tertúlias participaram nomes brilhantes da literatura e da cátedra portuguesas, tais como Eugénio de Castro, Virgílio Correia os doutores Serras e Silva e Elísio de Moura, Vitorino Nemésio, António Vitorino entre outros.
Grande amigo e admirador do escritor António Sardinha, foi quem maior influencia exerceu no seu espírito, com António Sardinha manteve até a morte do poeta de Monforte, as mais fraternas relações pessoais e intelectuais.
Nascido em Arronches, 
e prematuramente desaparecido, o Capitão Augusto Picão da Silva Tello, pela sua actividade literária e postura exemplar como homem de cultura e militar, foi um arronchense ilustre digno de reconhecimento público.

Fica a sugestão porque não homenagear-mos o Capitão Augusto Tello, reeditando o seu livro “Íntimas”, ou mesmo editando algum dos seus trabalhos ainda inéditos, efectuar uma pequena mostra na Biblioteca Municipal alusiva ao Capitão Augusto Telo. Ou ainda porque não homenagear este e outros ilustres arronchenses na área da toponímia local atribuindo o seu nome a uma das ruas de Arronches, agora simplesmente denominadas por ruas A ou B.

Soneto dedicado ao pai
Desde o dia chuvoso, em que partiste
A procurar o pão p’ra todos nós,
Anda a minh’alma amargurada e triste,
Com ânsias loucas de te ouvir a voz.

Dentro do peito, no meu peito existe,
Rio de mágoas, de ignorada foz,
Desde o dia chuvoso em que partiste,
A procurar o pão p’ra todos nós.

Como Cristo subindo o seu calvário,
Cingindo já em mente o seu sudário
Tinha saudades de Seu Pai Celeste,

Assim também pela vida adiante,
Suporto a minha cruz de cada instante,
Lembrando o beijo que no cais me deste.


Referências bibliográficas:

-Intimas, Coimbra: Viana e Dias, 1921.

- Artigo publicado no nº. 76 (2ª série) do jornal “Correio Elvense”, correspondente a domingo, 14 de Fevereiro de 1932.

«A Participação de Portugal na Grande Guerra», Luís Alves de Fraga, in História Contemporânea de Portugal (Dir. João Medina), Primeira República, tomo II, Lisboa, Amigos do Livro, Editores, 1985, pp. 34-53.