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sexta-feira, 18 de março de 2011

Alentejo - ladrões deixam igrejas sem sinos

Nos últimos tempos as igrejas do Alentejo vem sofrendo uma segunda vaga de assaltos, se na primeira visita os ladrões as visitaram à procura de arte sacra, nesta segunda vaga de roubos os alvos são os sinos dos campanários.

No início de Dezembro a população de Vila Fernando no concelho de Elvas, ficaria surpreendida pela audácia e profissionalismo dos ladrões que a coberto da noite apearam o pesado sino da torre do Centro Educativo de Vila Fernando.

Em Évora no passado domingo, dia 6 de Março foi a vez do Mosteiro de S. Bento de Cástris receber a visita dos inimigos dos sinos, que não contentes com o sino roubado ainda vandalizaram este imóvel classificado Monumento Nacional.

No Gavião a Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Vale de Grou, assistiu-se também ao desaparecimento de dois sinos na noite da passada quinta feira dia 17 de Março.
Segundo o pároco desta igreja, os sinos em cobre, foram feitos na fundição Sinos de Braga, e "um deles é muito valioso". Esta igreja foi construída em 1755, no local onde em Setembro se realiza a tradicional romaria de Nossa Senhora das Necessidades.

Por serem considerados obras de arte, a investigação destes roubos foi entregue à PJ.














terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Elvas – Património a saque sino desaparece do Centro Educativo de Vila Fernando

O património histórico do concelho de Elvas está a saque desde que os responsáveis decidiram encerrar as portas de algumas instituições e mandar para casa, e com vencimento, os funcionários que zelavam pela segurança desses espaços hoje vandalizados e votados ao abandono.

O Centro Educativo de Vila Fernando, Forte da Graça, Museu do Forte de Santa Luzia assaltado no mês passado ou ainda a antiga Moagem de Elvas recentemente atingida por um incêndio são exemplos gritantes de incúria, desleixo e ousadia dos ladrões.

Em Vila Fernando na noite da passada sexta feira nem o frio que se fez sentir foi dissuasor da pilhagem do pouco que ainda restava de valor na antiga colónia, com o desaparecimento do sino existente na torre do pátio central da antiga colónia, facto que deixou consternados os habitantes o velho sino de bronze com 114 anos era um símbolo para freguesia, sendo audível inclusive em Barbacena.


Segundo notícia avançada na edição desta segunda feira do Correio da Manhã

“Nos últimos tempos o estado de abandono e furtos no Centro Educativo eram de tal ordem que nem a GNR recebeu qualquer queixa.
Primeiro, desapareceram objectos de valor, como um crucifixo em marfim, e até as alfaias agrícolas. Posteriormente, foram as mobílias e portas blindadas.

Dividido por vários edifícios, numa área de 30 hectares, o centro fechou no dia 31 de Dezembro de 2009. O último jovem saiu há três anos. Na altura, o Ministério da Justiça prometeu uma cadeia de alta segurança para aquele espaço, com capacidade para mil reclusos. Mas o investimento de 40 milhões, prometido para 2009, não passou do papel. Em Agosto desse ano, os últimos 23 funcionários que zelavam pela segurança do centro foram obrigados a ir para casa. "Está tudo ao abandono. Já levaram o recheio e agora só sobram as paredes", acrescentou José Carlos Freitas ao diário Correio da Manhã. A degradação dos edifícios enche também de tristeza os olhos de Vicente Pedra, 73 anos, reformado do centro. "Mataram a aldeia. Tinha tudo, porque, além do centro, havia a parte agrícola, com 1070 hectares, que só não dava sal", disse.
A terra, que chegou a render mais de 450 mil euros em cortiça e eucaliptos, em 2001, está emprestada a agricultores. O Estado nada recebe em troca. O CM contactou o Ministério da Justiça, mas não obteve resposta”.

Para memória futura deixamos as fotos do antes ainda com o sino na torre, e o depois como símbolo de incúria e desleixo.