Embora não se pretenda questionar a actuação das autoridades nesta acção de repressão ao estacionamento dito desordenado, mas pelo direito que nos assiste como cidadãos, Munícipes e contribuintes perguntamos:
Antes de partir para a repressão em massa porque não seguiu o exemplo do Governador Civil de Portalegre que ainda há poucos dias numa acção louvável, passou por Arronches com algumas Forças de Segurança e Protecção Civil, sensibilizando os automobilistas no âmbito da campanha “ Para a diminuição de mortes na estrada em Tempo de Férias”.
Se por cá o exemplo de Jaime Estorninho, teve-se sido seguido com uma Campanha de sensibilização – “Primeiro Avisar de depois Multar”certamente teria dado frutos evitando a paragem de viaturas (com as inevitáveis coimas prontamente aplicadas) servindo ao mesmo tempo para mostrar à comunidade que a autoridade é amiga e não está só para passar multas". Nestas zonas da sempre super movimentada Arronches, embora a infracção possa ser apenas por alguns minutos para proceder à entrega de um documento na Câmara ou efectuar um movimento numa caixa multibanco pode acabar em multa.
Muitas destas situações no mínimo injustas e caricatas tendo em conta a pacatez de Arronches, tem origem apenas por breves minutos acontecendo devido à falta de lugares para estacionamento nestes locais, onde se situam serviços como a Câmara Municipal, Farmácia, Banco e outras Repartições Publicas como o serviço de Finanças, mas em contra partida onde abunda sinalização proibindo o estacionamento sem facultar alternativas.
Depois chega a GNR “limita-se a cumprir a lei e a agir em conformidade com o que está estipulado no código da estrada”, as probabilidades de ser multado por estacionamento indevido em Arronches ou qualquer outro lugarejo do concelho é manifestamente superior a qualquer cidade ou estancias turísticas Algarvias.
Esta foi a causa que nos levou a receber correio da GNR, "parar por escassos minutos junto à Fonte da Praça da República" (embora informação constante da notificação da GNR seja incorrecta “ O condutor estacionou o veiculo acima descrito dentro da localidade, fora do local destinado a esse efeito desrespeitando a forma indicada, existindo estacionamentos alternativos livres.” – o que não corresponde à verdade, quando paramos junto à fonte não existia qualquer lugar vago, facto que levou outro condutor supostamente também autuado a parar junto ás escadas na igreja e a dirigir-se por instantes à Câmara, entrando ambos e saindo do edifício praticamente ao mesmo tempo.
Se existia algum lugar livre na referida praça, foi por que alguma viatura abandonou o estacionamento durante esse curto espaço de tempo que entramos no edifício da Câmara.
Conhecendo o profissionalismo da maior parte dos militares da GNR que prestam serviço Posto Territorial de Arronches, embora mais não se questionando o facto da coima aplicada, que consideramos apenas ter ficado a dever-se ao facto da falta de lugres disponíveis para estacionar “ter parado no local errado à hora errada - Praça da República”, poderíamos até ter estacionado uma quantas horas em cima duma passadeira, como acontece com regularidade no Largo Serpa Pinto e não “Passar nada” foi com estranheza que fomos confrontados com o teor da informação constante da notificação.
Nunca nos passaria pela cabeça parar no centro de uma praça com lugares livres para estacionar em segurança.
Tentando indagar o porquê do excesso de zelo verificado nos últimos dias por parte das autoridades na Praça da República e Largo Serpa Pinto, nada habitual em Arronches, foi-nos referido que o problema tem origem entre a Autarquia e a GNR.
A confirmar-se não deixa de curioso, parece herança do passado.
Para quem vive em Arronches a situação para alem de incomoda ainda é tolerável, agora para quem nos visita apenas por algumas horas não deixa de ser um mau cartão de visita, Se não há lugares de estacionamento, não há pessoas a visitarem o Centro Histórico e logo não há negócio”, depois quem leva de Arronches como única recordação um postal da terra com uma multa, dificilmente volta cá, já dizia o velho sábio “Nem oito nem oitenta meus senhores”.

