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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Filomena Adega entre os investigadores portugueses que fizeram importante descoberta que pode ser mais um passo na luta contra o cancro.



Uma equipa de investigadores, na qual se inclui a arronchense Filomena Adega, desvendou a função de uma sequência de RNA (ácido ribonucleico) não-codificante, cuja função é fundamental para a divisão da célula, e pode ser mais um passo na luta contra o cancro.

Os investigadores do grupo de Citogenómica e Genómica Animal (CAG), liderado pela Investigadora Raquel Chaves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), pertencente ao Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI), desenvolveram este trabalho com vista a descobrir a função do RNA não-codificante FA-SAT em células humanas e de gato.

Este estudo demonstrou que o RNA não-codificante FA-SAT “interage com a proteína PKM2 (Piruvato Cinase M2), que desempenha diferentes funções, nomeadamente na multiplicação celular e cuja desregulação está associada ao cancro”, salienta Daniela Ferreira uma das investigadoras deste grupo.

Tendo em conta que a interrupção do complexo FA-SAT/PKM2 provoca a morte celular, a importância desta descoberta torna-se ainda mais relevante quando se entende que a “morte celular programada perspetiva um avanço molecular para a terapia dirigida no cancro”, esclarece a investigadora.

Esta equipa, que investiga há muitos anos estas sequências, descobriu não só que o FA-SAT (originalmente identificado no gato) estava “presente e conservado no Homem, no rato e até na mosca da fruta”, mas também, explica Raquel Chaves, que “esta sequência, nestas espécies, era expressa num RNA não-codificante”.

Os resultados do estudo foram já publicados na conceituada revista cientifica Cellular and Molecular Life Sciences. O trabalho teve ainda a colaboração do grupo do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, liderado pelo investigador Bruno Manadas.

Foto: Grupo de Citogenómica e Genómica Animal da UTAD (BioISI/UTAD) – da esquerda para a direita: Filomena Adega, Ana Escudeiro, Daniela Ferreira e Raquel Chaves.
Fonte / Foto: Grupo de Citogenómica e Genómica Animal da UTAD (BioISI/UTAD) – da esquerda para a direita: Filomena Adega, Ana Escudeiro, Daniela Ferreira e Raquel Chaves.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Exposição “Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos” mostra importante achado arqueológico encontrado em Arronches

Nem todos os caminhos levam a Roma, mas os passam por Arronches levam-nos a Mérida, a antiga cidade romana Emerita Augusta.

Reza a História que, em 25 a.C, o imperador Octavio Augusto deu ordem a Publio Carisio para juntar na zona da Extremadura espanhola, junto ao rio Guadiana, os soldados eméritos das legiões veteranas que lutavam nas guerras Cantábricas. Nasceu, para o império romano e para a eternidade, Emerita Augusta.

Emérita Augusta cresceu. Converteu-se num importante núcleo jurídico, económico, militar e cultural. Gozou de tal importância que em pouco tempo já era a capital da província romana da Lusitânia e um dos dois centros administrativos romanos mais importantes do ocidente peninsular.

Hoje, a cidade, encravada na desertificada e tórrida província da Estremadura, vive essencialmente do passado. E vive bem. Aliás, pode orgulhar-se de ter um dos mais bem preservados e mais completos conjuntos romanos do mundo (declarado Património da Humanidade pela UNESCO em dezembro de 1993).

Foi nesta bela e dinâmica cidade extremeña,  “Emerita Augusta”, que fomos visitar Exposição Internacional de Arqueologia, “ Lusitânia Romana – A origem de dois povos”, patente no Museu Nacional de Arte Romana.

Entre as peças expostas e provenientes de estações arqueológicas situadas em território português, com destaque para o Alentejo, fomos encontrar a laje de grauvaque, epigrafada com a inscrição em língua lusitana encontrada junto da vila de Arronches.

Para esta exposição “foram reunidas peças de 18 instituições, 13 de Portugal e cinco de Espanha. O Alentejo está inclusive muito bem representado com peças dos atuais concelhos de Elvas, Arronches, Alter do Chão, Monforte…”, com destaque a raríssima inscrição em língua Lusitana encontrada nos arredores de Arronches. Trata-se de um dos três ou quatro documentos escritos em língua lusitana encontrados até ao momento.

No total, estão patentes no Museu e à disposição dos visitantes 206 peças de grande valor Histórico-arqueológico, das quais 15 estão classificadas pelo estado português como “tesouros nacionais”, 129 de Museus de Espanha e 77 de Museus de Portugal.

Este conjunto agora exposto em Mérida será apresentado posteriormente e pela primeira vez nas cidades de Madrid e Lisboa.
Fotos: E. Moitas e Ainhoa (Europa Press)









quinta-feira, 26 de março de 2015

“Lusitânia Romana: Origem dos Povos” exposta em Mérida integra importante peça encontrada em Arronches


A exposição “Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos”, já pode ser vista  no Museu Nacional de Arte Romana, em Mérida.

Segundo António Carvalho, diretor do Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, em declarações aos jornalistas na cerimónia de inauguração, esta “é uma exposição que visa apresentar o território da Lusitânia Romana, cuja capital era Mérida e que o território está maioritariamente naquilo que é hoje Portugal, entre o Rio Douro, o Algarve e também a atual província da Extremadura e uma pequena parte da Andaluzia”.

Para esta exposição “foram reunidas peças de 18 instituições, 13 de Portugal e cinco de Espanha. O Alentejo está inclusive muito bem representado com peças dos atuais concelhos de Elvas, Arronches, Alter do Chão, Monforte…”, com destaque a raríssima inscrição em língua Lusitana encontrada nos arredores de Arronches. Trata-se de um dos três ou quatro documentos escritos em língua lusitana encontrados até ao momento.

No total, estão patentes no Museu e à disposição dos visitantes 206 peças de grande valor Histórico-arqueológico, das quais 15 estão classificadas pelo estado português como “tesouros nacionais”, 129 de Museus de Espanha e 77 de Museus de Portugal.

Este conjunto agora exposto em Mérida será apresentado posteriormente e pela primeira vez em Lisboa e Madrid.

"Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos" vai ficar patente no Museo Nacional de Arte Romana, em Mérida, até dia 30 de setembro, seguindo depois as peças para o Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, com as peças a serem ali expostas em outubro.

 O Museo Nacional de Arte Romano de Mérida, está localizado na C/ José Ramón Mélida, s/n., com o horário de visita de Terça-feira a sábado, de 01 de abril a 30 de Setembro das 09h30 às 20h00, domingos e feriados das 10h00 às 15h00.
 O custo da entrada normal: 3 euros- Reduzida: 1.50 euros
- Entrada gratuita: sábados de tarde, domingos de manhã e ainda nos dias: 18 de abril (Día del Patrimonio Mundial), 18 de maio (Día Internacional de los Museos), 12 de Outubro (Fiesta Nacional de España), 6 de dezembro (Día de la Constitución Española).