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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Reflorestação da Serra de São Paulo no Parque Natura da Serra de S. Mamede


No próximo dia 30 de janeiro, a Associação de Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura (ADENEX), irá contribuir para a reflorestação da Serra de São Paulo (Castelo de Vide – Encosta Este), no Parque Natural da Serra de São Mamede,  numa ação ambiental e amiga que prevê a plantação de cerca de 1000 árvores por cerca de 100 voluntários.

Esta reflorestação pretende contribuir para uma área florestal mais diversificada que compreenda um conjunto de espécies autóctones, tais como o sobreiro, a azinheira ou o carvalho.

Segundo os promotores desta acção, os exemplares, uma vez plantados, darão um maior contributo no processo de renaturalização da paisagem que se pretende seguir na Serra de São Paulo, bem como favorecer o incremento da biodiversidade local, privilegiando a floresta mista em mosaico em detrimento das monoculturas de pinho e eucalipto.
Para se juntar a esta iniciativa poderá contatar:
João Luís Inácio Dona 918537247 - Gtf@cm-castelo-vide.pt


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quercus denuncia destruição de habitat de águia-imperial-ibérica no Tejo Internacional

A Empresa Floponor, uma empresa de exploração florestal, foi contratada para executar um corte de eucaliptal e pinhal numa propriedade privada onde nidifica um casal de águia-imperial-ibérica, destruindo toda a área circundante aos ninhos que têm sido até agora ocupados.

De salientar que quer o proprietário, quer a empresa, haviam sido notificados pelo ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - em janeiro deste ano, acerca das condicionantes e cuidados a ter durante o processo de corte e de retirada de madeira do local. 

Foram definidas e marcadas cartograficamente e no terreno, zonas de salvaguarda onde os trabalhos não poderiam decorrer durante o período de nidificação da espécie, e uma outra zona de proteção à nidificação, onde estava interdito o corte de árvores, situação que não foi cumprida, tendo mesmo esta última área sido destruída quase na sua totalidade.

Ilegalidades começaram na primavera

Já em março deste ano a Quercus foi obrigada a intervir no local e a sensibilizar a Floponor para respeitar o período de nidificação da espécie, de acordo com as exigências do ICNB, pois o disposto no Decreto-Lei 140/1999, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei 49/2005, de 24 de fevereiro, proíbe a perturbação das aves neste período.

Após a sensibilização da Quercus, os trabalhos pararam e dois dias depois o casal regressou ao ninho para iniciar o período de nidificação, tendo neste ano criado com sucesso 3 crias.

Novas ilegalidades destroem habitat

Hoje, dia 21 de setembro, a Quercus constatou no local que a empresa violou o acordado, cortando ilegalmente as árvores na mancha de proteção à nidificação definida pelo ICNB. Ao que a Quercus apurou, este Instituto já se encontra a acompanhar a situação e estará iminente o levantamento de um auto de notícia à FLOPONOR. Como esta destruição do habitat de nidificação poderá pôr em causa a continuidade deste casal no local, a Quercus irá acompanhar a situação em conjunto com as autoridades.

A águia-imperial é uma espécie endémica do Oeste do Mediterrâneo, estando atualmente restrita à Península Ibérica, onde nidificam cerca de 250 casais. Devido à pequena dimensão desta população, e constituindo uma espécie de rapina rara no mundo, encontra-se hoje classificada como Vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN (IUCN, 2008) e como Criticamente em Perigo pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (Cabral et al., 2005).

Em Portugal tem procriado com regularidade na proximidade do Parque Natural do Tejo Internacional, também classificado como Zona de Protecção Especial (ZPE), e nas ZPE de Moura, Mourão, Barrancos e de Castro Verde.

Atualmente a população portuguesa é de apenas 9 casais. Em 2012 criaram com sucesso apenas 4 casais. As principais ameaças a esta espécie são a destruição de habitat, os envenenamentos, a electrocussão e colisão com linhas eléctricas, o abate ilegal e o declínio das populações de coelho.

Lisboa, 21 de setembro de 2012
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza




terça-feira, 13 de abril de 2010

Alentejo - Dia aberto no Parque Natural da Serra de S. Mamede comemorado em Arronches

Comemorando o Ano Internacional da Biodiversidade, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade tem vindo a assinalar a data de criação das Áreas Protegidas com diversos eventos ao longo do ano de 2010.

O Departamento do ICNB de Gestão de Áreas Classificadas do Centro e Alto Alentejo / Parque Natural da Serra de S. Mamede, no âmbito destas actividades, irá comemorar o 21º Aniversário deste Parque Natural na próxima quarta-feira, dia 14 de Abril, no Centro Cultural de Arronches.

Este “Dia Aberto” do Parque Natural da Serra de São Mamede insere-se no programa “Conhecer para Preservar”, realizado em parceria com o Turismo do Alentejo. O programa inicia-se ás 9h30 n Auditório do Centro cultural de Arronches com a recepção aos participantes e apresentação de boas vindas, pelas 10h30 tem lugar a inauguração e visita à Exposição “Dinamizar a Herança Cultural”. Ás 11h00 efectuar-se-á a visita à Coutada Real em Assumar- em autocarro da Câmara Municipal de Arronches, pelas 12h30 no Átrio do Centro Cultural a “Degustação de Produtos Regionais”. Na parte da tarde pelas 14h00 será efectuada uma saída de campo para observação de Aves na Barragem do Caia (zona do Baldio de Arronches.

A realização deste Dia Aberto no Parque Natural da Serra de S. Mamede conta com o apoio de entidades públicas e de empresas: ICN – Biodiversidade, Câmara Municipal de Arronches; Carnalentejana; Coutada Real; Turismo do Alentejo

Saiba mais:

Ano Internacional da Biodiversidade

A organização das Nações Unidas adoptou a ideia e cada um dos estados-membros tratou de a materializar.

Comemora-se a biodiversidade, ideia difícil e abrangente. Difícil, porque o nosso relacionamento com a variedade das espécies vegetais e animais, associada à dos habitats que lhe servem de suporte, é complexo. Abrangente, porque a biodiversidade se confunde com a própria ideia da vida na Terra, noção de contornos indecisos. Mas há que começar por algum lado, abrir uma porta