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terça-feira, 5 de maio de 2020

Coronel Joaquim Bucho cessou funções no Museu Militar de Elvas

O arronchense, coronel de Infantaria, Joaquim Bucho cessou funções do cargo de Diretor do Museu Militar de Elvas, cargo que ocupou de setembro de 2015 a maio de 2020.

Agora na sua passagem à Reserva do Exército, deixa uma mensagem de despedida, onde solicita a todos e em particular aos elvenses, "Continuem a ser embaixadores dos equipamentos de história e cultura da nossa cidade".

Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar e pós-graduado em Educação e Museus, Joaquim Bucho, dedicou os últimos anos da sua carreira militar ao Museu Militar, tendo contribuído para a sua valorização cultural deste espaço museológico e divulgação do mesmo junto da população e turistas com inúmeras iniciativas que levaram muita gente a conhecer o museu.

Como referiu numa entrevista ao jornal “Linhas de Elvas” - Enquanto director do Museu Militar de Elvas, Joaquim Bucho sempre fez questão de puxar os elvenses para a instituição que sempre considerou ser “uma casa com portas abertas, que precisa de todos e que acredita que qualquer elvense, olhando para a classificação de património da UNESCO desta cidade e para a riqueza patrimonial que ela tem, na qual se integra o Museu Militar, é importante que também eles sejam um veículo de difusão da cultura que aqui existe e que deve ser visitada, sendo eles também participantes activos naquilo que é a cultura e o património elvense”.

De referir que o Museu Militar de Elvas, foi inaugurado oficialmente em 29 de outubro de 2009, é museu de maior área de implantação de Portugal (150.000m2 de área total) e alberga as coleções militares do Exército: Arreios, Serviço de Saúde, Transmissões, Viaturas Militares do Exército, Hipomóvel, Peças de Artilharia desde os meados do século XIX. Integra também o Centro Interpretativo do Património de Elvas, além da monumentalidade das suas fortificações, dos Quarteis do Casarão e a Fonte de São José.

O Museu Militar de Elvas surgiu fruto da reorganização do Exército Português no ano 2006 e ocupa as instalações do antigo Regimento de Infantaria N.º8, aquartelamento designado “Quartéis do Casarão” (Convento de S. Domingos, século XIII, Muralha Fernandina, século XIV e parte da Muralha Seiscentista, século XVII).

É um caso único no panorama museológico nacional pois as suas infraestruturas são três Monumentos Nacionais (classificados Património da Humanidade em 30 junho 2012 pela UNESCO). Tem ainda como responsabilidade o Centro Interpretativo do Património de Elvas da Câmara Municipal de Elvas.

Recentemente, Elvas foi classificada como “Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações”.
Fotos/ Emílio Moitas 





sábado, 7 de abril de 2018

Museu Militar de Elvas assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com vistas à “contramina” da muralha seiscentista


 O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS). Rede Portuguesa de Museus (RPM), é comemorado pelo Museu Militar de Elvas, no próximo dia 18 de abril de 2018, que preparou uma visita ao interior de uma “contramina” da muralha seiscentista no Museu Militar de Elvas.

O programa que vai decorrer entre as 10h00 e 16h00, constará de uma explicação sobre a utilização das contraminas e a sua importância na poliorcética, seguida de uma visita ao seu interior.

Para mais Informações e inscrições: T. 268 636 240 mme.museologia@gmail.com / musmilelvas@mail.exercito.pt
Fotos:Emílio Moitas/Global News 


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Elvas – Museu militar de Elvas comemora Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com entradas livres

A Direção-Geral do Património Cultural, coordenadora nacional do DIMS 2017, em colaboração com o ICOMOS Portugal, convida todas as pessoas a associarem-se a esta comemoração através da participação nas diferentes iniciativas que decorrem em todo o país.

Em 2017, o tema proposto para o DIMS pelo ICOMOS  é Património Cultural e Turismo  Sustentável . 

A cidade de Elvas, e em particular o Museu Militar de Elvas, associa-se a esta iniciativa, com entradas livres neste espaço museológico, situado nas instalações do antigo Regimento de Infantaria 8, na avenida de São Domingos, em Elvas.

Para mais informação e horários consultar cartaz em anexo.
Fotos: Emílio Moitas  



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Arronches - Museu Militar de Elvas promoveu palestra alusiva ao Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra


O Museu Militar de Elvas promoveu esta terça-feira, dia 18 de outubro, uma palestra no Centro Cultural de Arronches, com o apoio do Município de Arronches, com início pelas 9h30, a palestra centrou-se na participação do Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra, e teve como público-alvo os alunos do Agrupamento de Escolas e população em geral.

O Corpo Expedicionário Português (CEP) foi a principal força militar que Portugal, durante a 1ª Guerra Mundial, enviou para França, com a finalidade de, através da sua participação ativa no esforço de guerra contra a Alemanha que também ameaçava os seus territórios ultramarinos, conseguir apoios dos seus aliados e evitar a perda daqueles territórios.

O Corpo Expedicionário Português foi uma das forças militares portuguesas com maior expressão na I Guerra Mundial, tendo deslocado mais de 55 000 homens para França, estando a partida da 1ª Brigada do CEP a celebrar uma centena de anos nos próximos meses.

O arronchense, Capitão Augusto Tello fez parte do Corpo Expedicionário Português a França, combateu na Grande Guerra de 1917 a 1918, onde foi atingido por gases. Na batalha de 9 de Abril foi feito prisioneiro dos alemães, sendo internado no campo de Uchester meen Fuchesberg.

Os maus-tratos que sofreu durante a prisão neste campo e a intoxicação pelos gases, de que foi vitima no campo de batalha, foram as causas principais de uma doença que durante alguns anos lhe causou atroz sofrimento, acabando por o falecer a 8 de Fevereiro de 1932.

Possuía as seguintes condecorações: Cruz de Guerra, Oficial da Ordem Militar de Aviz, medalha comemorativa da campanha de França 1917 -1918, medalha da Vitoria e medalha militar de Prata da classe de comportamento exemplar.

Augusto Picão da Silva Tello nasceu em Arronches a 15 de Fevereiro de 1894. Filho de José da Silva Lobão Telo e de Ana Teodora da Silva Telo.

O fim do conflito veio a acontecer em 1917 com um fato histórico de extrema importância: a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, (A Tríplice Entente Foi uma aliança feita entre a Inglaterra, França e o Império Russo para lutarem na Primeira Guerra Mundial contra o pan-germanismo e as expansões alemãs e austro-húngaras pela Europa. Foi feito após a criação da Entente Anglo-Russa.) pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polaco, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.

A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos económicos.
Fotos: Emílio Moitas