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sábado, 30 de janeiro de 2016

Campo Maior- Realoja comunidade cigana do Mártir Santo

A Câmara de Campo Maior em nota informativa anuncia que vai iniciar, este sábado, dia 30 de janeiro o processo de realojamento da comunidade de etnia cigana localizada na zona do Mártir Santo.

O município refere que com este passo “coloca-se um ponto final à ocupação ilegal, que ocorreu ao longo de várias décadas, de uma parte significativa da zona abaluartada de Campo Maior.

O projeto de realojamento resultou na construção do Bairro de São Sebastião, constituído por 53 módulos habitacionais que irão acolher cerca de 220 pessoas, num investimento total de aproximadamente 1 milhão de euros financiado por fundos comunitários, dos quais o município de Campo Maior assegurou 15 por cento, cerca de 150 mil Euros.

Segundo a autarquia a solução agora posta em prática permite lançar o projeto de recuperação de uma das partes mais importantes do património monumental de Campo Maior e, paralelamente, acabar com a situação de degradação social a que a comunidade ali instalada esteve sujeita durante vários anos.

Entidades como a GNR, a Direção Regional de Cultura do Alentejo, o Instituto da Segurança Social, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, o Alto Comissariado Para as Migrações, entre outras, fizeram parte da comissão que, desde o início, acompanhou e apoiou o município na preparação do realojamento, dando corpo a um projeto com “características únicas” a nível nacional.
Fotos: E. Moitas 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Campo Maior – Bloco de Esquerda alerta para as muralhas da vila


Numa altura em que o distrito rejubila com a recente classificação das Fortificações de Elvas a Património Mundial pela UNESCO, a 18 Km, em Campo Maior a Muralha de Mártir Santo serve de alojamento a mais 50 famílias em condições sub-humanas. Após o acidente (derrocada) de 2010, surgiram as promessas de resolução do problema que esbarraram de imediato com a falta de sensibilidade do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e da habitual falta de atenção do poder central.

O Bloco de Esquerda já manifestou a sua indignação e apelou às entidades competentes que tomassem medidas de forma a evitar este problema de exclusão social. É urgente o realojamento destas famílias, de forma a colocar fim a tão degradante espetáculo, que é um autêntico atentado à vida humana e à Saúde Pública. Os anos têm passado e nada foi feito, com a população de Campo Maior a assistir impotente a esta calamidade social. É incompreensível e inadmissível que os campomaiorenses tenham de suportar esta humilhação, fruto de sucessivos governos que só se lembram de Campo Maior nas alturas das Festas das Flores e só com o intuito da caça ao voto. As entidades oficiais são responsáveis pela falta de segurança, os perigos de saúde pública e o péssimo cartão-de-visita para os turistas que pretendem visitar o Castelo. Cientes da responsabilidade camarária sobre este assunto da qual exigimos uma atitude determinada, exigimos também ao Sr. Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, bem como ao Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural - ACIDI, I.P, para que tomem medidas sobre este problema que coloca em causa os direitos humanos e deteriora a vida de todos os habitantes de Campo Maior.

A Comissão Coordenadora Distrital Bloco Esquerda